quinta-feira, 9 de setembro de 2010

Artigo: A "bomba" contra Dilma teve impacto nulo

Texto publicado no jornal Correio Braziliense, edição de 08/09/2010

Quem, nas duas últimas semanas, leu os colunistas dos “grandes jornais” (os três maiores de São Paulo e Rio) deve ter notado a insistência com que falaram (ou deixaram implícito) que as eleições presidenciais não estavam definidas. Contrariando o que as pesquisas mostravam (a avassaladora dianteira de Dilma), fizeram quase um coro de que “nada era definitivo”, pois fatos novos poderiam alterar o cenário.

Talvez imaginassem (desconfiassem, soubessem) que uma “bomba” iria explodir. Tão poderosa que mudaria tudo. De favorita inconteste, Dilma (quem sabe?) desmoronaria, viraria poeira.

Veio o fato novo: o “escândalo da Receita”. Durante dias, foi a única manchete dos três jornais. É muito? Certamente que sim, mas é pouco, em comparação ao auxílio luxuoso da principal emissora de televisão do país. Fazia tempo que um evento do mundo político não ganhava tanto destaque em seus telejornais. Houve noites em que recebeu mais de 10 minutos de cobertura (com direito a ser tratado com o tom circunspecto que seus apresentadores dedicam aos “assuntos graves”).

Hoje, passados 15 dias de quando “estourou” o “escândalo”, as pesquisas mostram que seu impacto foi nulo. A “bomba” esperada pelos que torciam pelo fato novo virou um traque.

Por mais que os “grandes” jornais tenham se esforçado para fazer do “escândalo da Receita” um divisor de águas, ele acabou sendo nada. Tudo continuou igual: Dilma lá na frente, Serra lá atrás.

Tivemos, nesses dias, uma espécie de dueto: um dia, essa imprensa publicava alguma coisa; no outro, a comunicação da campanha Serra a amplificava, dando-lhe “tom emocional”. No terceiro, mais um “fato” era divulgado, alimentando a campanha com um novo conteúdo. E assim por diante.

Um bom exemplo: o “lado humano” da filha de Serra ser alvo dos malfeitores por trás do “escândalo”. Noticiado ontem, virou discurso de campanha no dia seguinte, com direito a tom lacrimejante: “estão fazendo com a filha do Serra o mesmo que fizeram com a filha do Lula”.

Há várias razões para que a opinião pública tenha tratado com indiferença o “escândalo”. A primeira é que ele, simplesmente, não atingiu a imensa maioria do eleitorado, por lhe faltarem os ingredientes necessários a se tornar interessante. O mais óbvio: o que, exatamente, estava sendo imputado a Dilma na história toda? Se, há mais de ano, alguém violou o sigilo tributário de Verônica Serra e de outras pessoas ligadas ao PSDB, o que a candidata do PT tem a ver com isso? É culpa dela? Foi a seu mando? Em que sua candidatura se beneficiou?

A segunda razão tem a ver, provavelmente, com a dificuldade de convencer as pessoas que o episódio comprove o “aparelhamento do Estado pelo PT” ou, nas palavras do candidato tucano, a “instrumentalização” do governo pelo partido. Será que é isso mesmo que ele revela?

Se a Receita Federal fosse “aparelhada” ou “instrumentalizada”, por que alguém, a mando do PT (ou da campanha), precisaria recorrer a um estratagema tão tosco? Por que se utilizaria dos serviços de um despachante, mancomunado com funcionários desonestos? Não seria muito mais rápido e barato acessar diretamente os dados de quem quer que seja?

Não se discute aqui se alguém quis montar um dossiê anti-Serra ou se ele chegou a existir. Sobre isso, sabemos duas coisas: 1) é prática corrente na política brasileira (e mundial) a busca de informações sobre adversários, que muitas vezes ultrapassa os limites legais; 2) o tal dossiê nunca foi usado. As vicissitudes da candidatura Serra ao longo da eleição não têm nada a ver com qualquer dossiê.

O próprio “escândalo” mostra que a Receita Federal possui sistemas que permitem constatar falhas de segurança, rastrear onde ocorrem e identificar responsáveis. É possível que, às vezes, alguém consiga driblá-los. No caso em apreço, não.

No mundo perfeito, a Receita é inexpugnável, não existem erros médicos na saúde pública, todos os professores são competentes, não há guardas de trânsito que aceitam uma “cervejinha”. Na vida real, nada disso é uma certeza.

Todos esperam que o governo faça o que deve fazer no episódio (e em todas as situações do gênero): investigue as falhas e puna os responsáveis. Ir além, fazendo dele um “escândalo eleitoral”, é outra coisa, que não convence, pelo que parece, a ninguém.

Marcos Coimbra é sociólogo e presidente do Instituto Vox Populi

Festeiros de São José 2011 promovem feijoada dia 12-09


Os Festeiros de São José 2011 promovem feijoada para reunir os dianopolinos e devotos do nosso padroeiro. Será dia 12 de setembro, das 12 às 15h, no Salão Paroquial da Igreja de São Judas Tadeu, na 908 Sul, em Brasília.

O ingresso custa R$ 15,00 para adultos e jovens a partir dos 10 anos.

Fonte: www.dnoto.com.br

quarta-feira, 8 de setembro de 2010

Projeto de conscientização para as eleições de outubro chega a Dianópolis

Em mais uma edição do Projeto de Conscientização para as Eleições 2010, a Escola Judiciária do Tocantins (EJE) realizou, em Dianópolis, região sudeste do Estado, palestra proferida pelo diretor da EJE, desembargador Liberato Póvoa. O evento contou ainda com a peça teatral Voto Vendido Consciência Perdida, criada pelo servidor do TRE-TO, Marcos Leôncio. Mais de 400 pessoas compareceram ao auditório do Colégio João D´Abreu, entre eles, o juiz Eleitoral Jocy Gomes, o prefeito da cidade, José Salomão (PT), vereadores e demais autoridades locais.

A secretária da EJE, Ivanilde Luz, ressaltou a importância da população neste evento de conscientização. “Por onde o projeto tem passado percebemos a participação em massa da população. As pessoas estão interessadas em saber quais são seus direitos e ter esclarecimentos sobre a Justiça Eleitoral”, disse.

Até o momento, a equipe do TRE-TO já percorreu as cidades de Araguaína, Palmas e Dianópolis. Na sexta-feira, 10, o projeto será apresentado em Colinas.

Teatro

O grupo teatral nasceu em 2006 e o elenco é composto de quatro servidores do quadro efetivo do Tribunal Regional Eleitoral (TRE-TO), os quais retratam de forma bem-humorada o cotidiano de um prefeito e sua equipe de corruptos, que, de repente, têm de enfrentar uma população consciente de seu papel e determinada a dar um basta na prática de compra de votos no município de “Atrasópolis-BR”. (Da assessoria de imprensa do TRE)

Fonte: Assessoria de imprensa do TRE

segunda-feira, 6 de setembro de 2010

Dianópolis recebe Movimento Rosas Vermelhas e mostra apoio a Gaguim


Neste sábado, 04 de setembro, o Movimento Rosas Vermelhas visitou Dianópolis, município da região sudeste do Tocantins, para apresentar as propostas de reeleição do governador Carlos Gaguim à comunidade.

Pela manhã, mulheres de Palmas, Porto Nacional, Dianópolis e região, que integram o Movimento, fizeram caminhada no setor Santa Luzia. O movimento mobilizou os moradores do bairro, que receberam a primeira-dama Rose Amorim com muita alegria. De acordo com Iraci Moraes, essa foi a primeira vez que a esposa de um governador visitou o local. “Fiquei muito alegre. Ela está indo de casa em casa, demonstrando um carinho muito grande pela população”, disse a dona de casa.

Beatriz Alves dos Santos também participou da caminhada. A jovem, que aos 19 anos vai votar pela primeira vez para governador, está ansiosa para ir às urnas e sabe o que esperar do candidato escolhido. “Eu quero que Gaguim traga mais benefícios para a cidade. Com fé em Deus vamos ter a nossa casa própria”, disse, afirmando seu apoio aos candidatos da coligação Força do Povo.

À tarde, a caminhada foi no setor Bela Vista. Por lá, muitas famílias também receberam a primeira-dama com carinho e demonstraram o desejo de ver Gaguim no Governo do Estado pelos próximos quatro anos. A dona de casa Maria de Lurdes foi uma das que colou o adesivo da Força do Povo na porta de casa. “Ele é um homem bom e por isso tenho a vontade de votar nele”, explicou.

Família
Filha de Dianópolis, Rose reuniu toda a família para a caminhada. Ao lado da mãe, de tias, da cunhada, da sogra e de muitas amigas, ela fez questão de conversar com os moradores e pedir o apoio a Gaguim. “Eu tenho um carinho muito especial por esta cidade, minha terra natal. E eu gosto muito do povo daqui, gente simples e esforçada que merece a nossa atenção”, ressaltou.

Dona Ana Luiza Alves da Cruz é uma das que conhece a família da primeira-dama e sabe do compromisso de Rose com a comunidade. “Eu conheço a avó de Rose. É uma família muito boa”, afirmou, acrescentando que não tira a rosa vermelha do peito. “Esta aqui eu vou guardar para sempre”.

Maria da Paz Martins conhece a primeira-dama desde criança e ficou feliz com o reencontro na porta de casa. “Conheci ela quando era menina. Minha tia trabalhou muito tempo para a mãe de Rose e hoje fiquei feliz em ver que uma pessoa daqui está onde está e vai poder trazer o melhor para a gente”, disse.

Reunião
À noite, a primeira-dama se encontrou com eleitores no setor Nova Cidade. Em uma grande reunião com lideranças e candidatos da região, muitas famílias vestiram a camisa do Movimento e foram prestigiar o evento. “Eu estou vestindo a camisa porque eu quero a melhoria para o Estado”, disse Vilani Figueira.

quinta-feira, 2 de setembro de 2010

Donizeti do PT participa de carreata em Dianópolis




Mais de duzentos carros e cerca de sessenta motos acompanharam os candidatos a deputado estadual, Luciano do Sindicato, e a deputado federal, Donizeti do PT. A carreata percorreu as ruas de Dianópolis na última sexta-feira, 27, e contou com a presença de apoiadores, militantes e voluntários da região Sudeste e do prefeito José Salomão.

No fim da movimentação em prol dos candidatos, os militantes se encontraram na sede da Maçonaria para uma reunião. Na ocasião, Luciano e Donizeti apresentaram as propostas do plano de ação e se comprometeram a realizar uma gestão participativa e democrática.

FADES recebeu visita in loco do Conselho Estadual de Educação

A Presidente do Conselho Estadual de Educação do Tocantins designou o Conselheiro José Cleuton Batista e os especialistas Juscelino Carvalho de Brito e Naíma Worm, para comporem a Comissão de Verificação in loco, para fins de Autorização do funcionamento do Curso de Direito da FADES.

A visita dos membros do CEE aconteceu nesta quarta-feira (01/09) na sede da FADES, que contou com participação de todo o quadro gestor da FESTO e FADES, Prefeito Municipal, Juiz da Comarca de Dianópolis, Secretária Municipal de Educação e parte do corpo docente do curso, onde puderam diagnosticar todo o interesse da IES em conquistar esse tão esperado curso para a região sudeste do estado.

Fonte: www.fades.com.br

Programa da Coligação Força do Povo - 01/09/2010

Banda Saia Rodada faz show em DNO no dia 10


Confira um breve histórico da banda:

A banda Saia Rodada foi lançada em meados de 2001, em Caraúbas no Rio Grande do Norte. Rapidamente a banda espalhou seu forró animado e extremamente dançante, do nordeste ao Brasil. Ao longo de sete anos a banda lançou muitos sucessos.

Composta por Raí e Nathália Calasans (todos os vocalistas), a banda já percorreu diversas cidades e estados durante shows com média de duas horas, tocando os maiores sucessos dos seus CD´s e DVD´s, sempre contagiando o seu público.

A média de 35 shows e 400 mil espectadores por mês dão a Saia Rodada o "status" de banda do momento.

O seu primeiro DVD foi gravado em 2005, no Clube Português, em Recife. Com esse DVD , a banda se consagrou no forró .As músicas que se destacaram foram : Coelhinho , O que tem que ser será , Swing louco , Ponto final entre outros .

No fim de 2005, procurando sempre inovar , a banda fundou o projeto Saia Elétrica , onde uma banda de forró se apresenta em cima de um trio , cantando as suas músicas em um ritmo mais acelerado , o primeiro show que colocou o projeto em prática ocorreu em Caruaru , e foi o maior sucesso ,atualmente todas as bandas de forró "copiam" o projeto .

Em meados de 2006 a banda decidiu gravar seu segundo DVD , que contou com uma mega-estrutura , foi o show que lotou a maior casa de show da América Latina , o chevrolet Hall . Nesse dvd a banda emplacou sucessos como : Eterno amor , Você não vale nada , Amar você , To nem aí , Lapada na Rachada , Dança da minhoca , entre outros . A banda também lançou nesse dvd uma parte "saia elétrica" , onde foi a primeira banda de forró a participar do Recife Indoor , um evento que conta com mais de 50.000 pessoas. A banda se apresentou em cima de um trio elétrico . Esse dvd foi indicado como uns dos 20 mais vendidos do mercado videofonográfico brasileiro (FONTE : Revista Época Ed.448).

Em 2007 a SOM LIVRE , fez um DVD para homenagear a banda , esse DVD (100% Saia Rodada ) , mistura os maiores sucessos da banda no seu primeiro e segundo DVD . O DVD 100% Saia Rodada , chegou a ser o sétimo DVD mais vendido da Som Livre ,

O seu terceiro DVD (Saia Rodada - Nossa Festa ) , foi gravado no dia 04 de novembro de 2007 , em Maceió-Al , esse DVD , contou com participações especiais como Xandy (Harmonia do Samba ) , Marcelo Marrone e Geraldinho Lins . Nesse DVD a banda gravou sucessos como Beber , Cair e Levantar (Uma das músicas mais tocadas no Carnaval do Brasil ), Sem céu e sem chão ,Me diga, Ligação complicada , Não te quero meu amor , entre outras .

No seu último show de 2008, Saia Rodada abriu o réveillon na Avenida Paulista-SP, foi um momento que consagrou ainda mais a carreira da banda, que foi transmitida ao vivo no Jornal Nacional (Globo) do dia 31/12/2008 e novamente no dia 01/01/2009, como uma das atrações mais aguardadas da noite.

A Banda Saia Rodada, se apresentou para um público recorde: 2,4 milhões de pessoas.

Com certeza encerrou 2008 com chave de ouro.

No ano de 2009 a banda foi convidada a participar novamente do carnaval de Salvador,esse ano no bloco furacão, na segunda-feira de carnaval, no circuito Barra-Ondina.E convidada também para o maior bloco do mundo,Galo da madrugada,que espera um público de aproximadamente 1,5 milhão de pessoas.

Atualmente os trabalhos do Saia Rodada estão em cima de dois DVD´s promocionais que foram gravados na PB.Um de forró, gravado no dia 06/01 em Queimadas, e um elétrico,gravado no dia 18/01, no Festival de Verão.

O motivo para tanto sucesso é simples, o diferencial de seus shows frente á concorrência, fica no fato de um repertório 100% dançante , completado por cenário , coreografia e recursos multimídia . Em sete anos de carreira são 7 cd´s e 3 dvd´s lançados e mais de um milhão de cópias vendidas.

Fonte: www.saiarodada.com.br

quarta-feira, 1 de setembro de 2010

EN­TRE­VIS­TA / PAULO MOURÃO


Ele che­gou a co­gi­tar a pos­si­bi­li­da­de de abrir mão da can­di­da­tu­ra ao Se­na­do pa­ra fa­ci­li­tar a ne­go­ci­a­ção com o se­na­dor Jo­ão Ri­bei­ro (PR), que ace­na­va apoio ao go­ver­na­dor Ga­guim. O can­di­da­to ao Se­na­do Pau­lo Mou­rão, do PT, re­ve­la que na ver­da­de nun­ca acre­di­tou na pro­pos­ta do se­na­dor. E que to­mou a de­ci­são pa­ra aler­tar o go­ver­na­dor quan­to ao ris­co de ser usa­do co­mo tram­po­lim pa­ra o ad­ver­sá­rio con­quis­tar apoi­os na ba­se do go­ver­no.

“Eu quis pro­var ao go­ver­na­dor Ga­guim que es­sa his­tó­ria do Jo­ão Ri­bei­ro vir apoiá-lo, que es­sa his­tó­ria do pre­fei­to Ra­ul Fi­lho (PT) es­tar apoi­an­do, co­mo es­ses ou­tros pre­fei­tos que di­zem que apoi­am ele e o Jo­ão Ri­bei­ro, é uma fa­ca de du­as pon­tas e is­so po­de fe­rir”, ob­ser­va o can­di­da­to, lem­bran­do que o des­fe­cho do epi­só­dio mos­tra que ti­nha ra­zão. Mou­rão con­ta que uma se­ma­na de­pois Ri­bei­ro man­dou di­zer que con­ti­nu­a­ria com Si­quei­ra, por ser um ho­mem ho­nes­to.

O can­di­da­to não es­con­de a in­dig­na­ção com a pos­tu­ra do pre­fei­to de Pal­mas, Ra­ul Fi­lho, e ou­tros pre­fei­tos que li­de­ram mo­vi­men­to a fa­vor da can­di­da­tu­ra do se­na­dor Jo­ão Ri­bei­ro, que ele acre­di­ta que vai além. “Eu en­ten­do que es­ses pre­fei­tos que ho­je es­tão tra­ba­lhan­do o apoio ao Jo­ão Ri­bei­ro es­tão na, ver­da­de, apoi­an­do é Si­quei­ra e es­tão men­tin­do ao di­zerem que apoi­am Ga­guim”, de­nun­cia Mou­rão, apon­tan­do que es­te é um pon­to con­tra­di­tó­rio na cam­pa­nha da co­li­ga­ção For­ça do Po­vo que pre­ci­sa ser cor­ri­gi­do. Mou­rão diz que, ape­sar de cam­pa­nha con­tra seu no­me, es­tá em se­gun­do lu­gar nas pes­qui­sas em Pal­mas e acre­di­ta que po­de ser o pri­mei­ro se­na­dor elei­to pe­lo PT no To­can­tins.

En­tu­si­as­ma­do com os avan­ços do go­ver­no Lu­la, Pau­lo Mou­rão ci­ta com pro­pri­e­da­de, nú­me­ros, da­dos e ações que em sua opi­ni­ão per­mi­ti­ram sur­gir um no­vo Bra­sil, mais mo­der­no, mais jus­to e mais de­sen­vol­vi­do. O can­di­da­to co­me­mo­ra a vi­si­ta do pre­si­den­te ao To­can­tins pa­ra inau­gu­rar a Pla­ta­for­ma Mul­ti­mo­dal da Fer­ro­via Nor­te-Sul em Por­to Na­ci­o­nal, obra que te­ve a sua par­ti­ci­pa­ção co­mo pre­fei­to. E ava­lia que a vi­si­ta de ca­rá­ter ad­mi­nis­tra­ti­vo não dei­xa de ter uma co­no­ta­ção po­lí­ti­ca. “To­dos os mo­men­tos que o Lu­la pu­der par­ti­ci­par da cam­pa­nha é de ex­tre­ma re­le­vân­cia pa­ra po­ten­ci­a­li­zar es­sa vi­tó­ria.”

Nes­ta en­tre­vis­ta ex­clu­si­va ao Jor­nal Op­ção, que faz par­te da sé­rie com os can­di­da­tos ao go­ver­no e ao Se­na­do, Pau­lo Mou­rão fa­la ain­da do cres­ci­men­to da can­di­da­tu­ra da pe­tis­ta Dil­ma Rous­seff, que ele acre­di­ta que vai ser a pri­mei­ra mu­lher pre­si­den­te, e re­ve­la como pre­ten­de atu­ar no Se­na­do Fe­de­ral se for elei­to.


O cres­ci­men­to da sua can­di­da­tu­ra cha­ma aten­ção, o que ex­pli­ca es­se cres­ci­men­to?

Is­so foi uma con­ju­ga­ção de ações, de fa­to­res que são de­ter­mi­nan­tes nu­ma elei­ção. A pró­pria com­po­si­ção po­lí­ti­ca que en­vol­ve a ali­an­ça (For­ça do Po­vo) co­man­da­da pe­lo go­ver­na­dor Ga­guim, pe­lo se­na­dor Mar­ce­lo Mi­ran­da e nós do Par­ti­do dos Tra­ba­lha­do­res, en­ten­de­mos que o pró­prio mo­men­to que o pre­si­den­te Lu­la con­se­guiu cons­tru­ir pa­ra o Bra­sil e aqui no To­can­tins as ações em par­ce­ria do go­ver­no fe­de­ral e com o go­ver­no es­ta­du­al. Tu­do is­so são so­ma­tó­rios. A mi­nha ex­pe­ri­ên­cia de tra­ba­lho e de­di­ca­ção tam­bém são bem vis­tas, a fo­lha de ser­vi­ços pres­ta­da ao Es­ta­do que eu te­nho de ações, co­mo a cri­a­ção da Uni­ver­si­da­de Fe­de­ral, au­tor da emen­da que pos­si­bi­li­tou a cons­tru­ção do Hos­pi­tal Ge­ral de Pal­mas, a pró­pria ad­mi­nis­tra­ção de Por­to Na­ci­o­nal, ho­je uma re­fe­rên­cia no Bra­sil. En­ten­do que a so­ma­tó­ria de to­das es­sas ações é que fa­zem com que es­se cres­ci­men­to nas pes­qui­sas es­te­ja de for­ma cé­le­re. Não te­nho som­bra de dú­vi­da que con­se­gui­re­mos con­quis­tar uma das va­gas do Se­na­do Fe­de­ral pe­lo Par­ti­do dos Tra­ba­lha­do­res.

Ga­guim fa­la em ele­ger os dois se­na­do­res, mas pre­fei­tos da ba­se apoi­am um se­na­dor de ou­tra co­li­ga­ção. Is­so não com­pro­me­te a me­ta do go­ver­na­dor?

Eu en­ten­do que o dis­cur­so da uni­da­de ain­da é ne­ces­sá­rio pa­ra o mo­men­to. Te­mos al­guns pro­ble­mas de re­sis­tên­cia de al­guns pre­fei­tos con­quan­to a nos­sa can­di­da­tu­ra pe­lo Par­ti­do dos Tra­ba­lha­do­res e es­tá cau­san­do es­sa in­ter­rup­ção nes­se pro­ces­so. Mas sem som­bra de dú­vi­da, quan­do a gen­te ob­ser­va que 50% do elei­to­ra­do ain­da não de­ci­diu em quem vo­tar, en­quan­to que ou­tros can­di­da­tos já têm mais tem­po de ar­ti­cu­la­ção das su­as can­di­da­tu­ras ao Se­na­do, en­ten­do que quan­do for­ta­le­cer es­sa men­sa­gem via te­le­vi­são, quan­do con­se­guir­mos ver­da­dei­ra­men­te de­mons­trar que so­mos do Par­ti­do dos Tra­ba­lha­do­res, que so­mos da com­po­si­ção do go­ver­no Ga­guim com o go­ver­no Dil­ma, e que vai ser mui­to im­por­tan­te um se­na­dor do PT es­tar lá (em Bra­sí­lia) pa­ra fa­zer es­sa pon­te de tra­ba­lho. Eu creio que es­sas ações vão for­ta­le­cer es­sa nos­sa in­di­ca­ti­va nas pes­qui­sas. Es­tou sa­tis­fei­to com o re­sul­ta­do ho­je, mas sa­ben­do nós que pre­ci­sa­mos cres­cer mais ain­da pa­ra atin­gir­mos a com­po­si­ção pa­ra es­sa se­gun­da va­ga. Eu en­ten­do que es­tá fal­tan­do a uni­da­de ain­da na cam­pa­nha. A par­ti­ci­pa­ção mai­or dos pre­fei­tos, dos de­pu­ta­dos es­ta­du­ais, fe­de­ra­is, ve­re­a­do­res e o po­vo em ge­ral e aci­ma de tu­do co­nhe­cer as nos­sas pro­pos­tas, no mo­men­to aon­de con­se­gui­re­mos pas­sar com fir­me­za to­do o que te­mos de tra­ba­lho pres­ta­do, de ser­vi­ço de re­le­vân­cia ao Es­ta­do e o que nós es­ta­mos pro­pon­do fa­zer co­mo se­na­dor eu acho que tam­bém is­so for­ta­le­ce­rá não só es­se vín­cu­lo com a cam­pa­nha do Ga­guim, mas aci­ma de tu­do com o que po­de­re­mos fa­zer pe­lo Es­ta­do em fun­ção da re­la­ção com a pre­si­den­te Dil­ma.

Co­mo o sr. ava­lia a pos­tu­ra do pre­fei­to Ra­ul Fi­lho, que de ar­ti­cu­la­dor da sua can­di­da­tu­ra ao go­ver­no pas­sou a ad­ver­sá­rio da sua pos­tu­la­ção ao Se­na­do?

Eu te­nho evi­ta­do fa­zer qual­quer co­men­tá­rio so­bre o Ra­ul Fi­lho, mes­mo por­que a ami­za­de que nos cer­ca­va, o res­pei­to mú­tuo que tí­nha­mos um pe­lo ou­tro faz com que eu te­nha cau­te­la em fa­zer uma aná­li­se so­bre es­se com­por­ta­men­to dele. Acho no mí­ni­mo mui­to es­tra­nho, uma pes­soa fa­zer elo­gio, par­ti­ci­pou da nos­sa con­ven­ção de­ci­si­va no dia 26 e de­pois de qua­tro di­as já es­ta­va me ati­ran­do pe­dras de for­ma in­jus­ta, sem ne­nhum mo­ti­vo re­al pa­ra uma ati­tu­de tão vi­o­len­ta, tão de­se­du­ca­da, tão sem éti­ca co­mo ele fez con­tra a mi­nha pes­soa. Mas o meu si­lên­cio foi a for­ma me­lhor que eu pro­cu­rei pa­ra res­pon­der e acho que a his­tó­ria vai jul­gar e es­pe­ro que ele não con­si­ga me der­ro­tar. Es­pe­ro que eu con­si­ga ter a vi­tó­ria e creio que eu es­tou con­quis­tan­do por­que aqui den­tro de Pal­mas ho­je eu já es­tou em se­gun­do lu­gar e is­so com­pro­va que mes­mo es­sa ação tão per­ver­sa e in­jus­ta da par­te de­le pa­ra co­mi­go não es­tá sur­tin­do efei­to elei­to­ral gra­ças a Deus. A his­tó­ria fa­rá o jul­ga­men­to da pos­tu­ra do pre­fei­to Ra­ul Fi­lho. Eu que­ro me re­ser­var o di­rei­to de fi­car em si­lên­cio por­que eu não gos­ta­ria de res­pon­der no mes­mo ní­vel que ele me ata­cou. Eu que­ro fa­zer uma po­lí­ti­ca de al­to ní­vel, de pro­pos­tas, de com­pro­mis­so com tra­ba­lho ao Es­ta­do do To­can­tins e for­ta­le­ci­men­to do meu par­ti­do, o Par­ti­do dos Tra­ba­lha­do­res. Eu en­ten­do que tu­do is­so que o pre­fei­to Ra­ul Fi­lho es­tá fa­zen­do são coi­sas ex­tre­ma­men­te la­men­tá­veis de uma me­nor re­fe­rên­cia no pro­ces­so po­lí­ti­co elei­to­ral bra­si­lei­ro e to­can­ti­nen­se por­que eu en­ten­do po­lí­ti­ca de al­to ní­vel e de res­pei­to até aos ad­ver­sá­rios, ago­ra en­ten­do que ele es­tá equi­vo­ca­do, ele es­tá de­sau­to­ri­za­do pe­lo par­ti­do a fa­zer o que es­tá fa­zen­do. Ele mes­mo par­ti­ci­pou da con­ven­ção au­to­ri­zan­do a mi­nha in­di­ca­ção ao go­ver­no, de­pois ao Se­na­do. Ele mes­mo par­ti­ci­pou de uma re­so­lu­ção in­ter­na do par­ti­do cri­an­do nor­ma­ti­vas, cri­an­do pu­ni­ções pa­ra quem de­so­be­de­ces­se a in­di­ca­ção dos can­di­da­tos do par­ti­do, quer di­zer, ele es­tá pi­san­do em tu­do que dis­cu­tiu in­ter­na­men­te no par­ti­do, en­tão es­tá se apre­sen­tan­do um Ra­ul Fi­lho que eu não co­nhe­cia, la­men­ta­vel­men­te. Uma fi­gu­ra des­co­nhe­ci­da por to­dos nós.

O go­ver­na­dor Ga­guim re­ve­lou que o sr. che­gou a abrir mão da can­di­da­tu­ra pa­ra fa­ci­li­tar ne­go­ci­a­ções com o se­na­dor Jo­ão Ri­bei­ro, que que­ria ade­rir à For­ça do Po­vo. Por­ que es­sa de­ci­são?

Pri­mei­ro con­si­de­re que is­so já é coi­sa do pas­sa­do. Eu ten­tei de­mons­trar ao go­ver­na­dor Ga­guim que há um pro­ces­so de de­sen­ver­go­nha­men­to do pro­ce­di­men­to po­lí­ti­co e éti­co de al­guns po­lí­ti­cos no Bra­sil e no To­can­tins não fo­ge a re­gra. Eu quis pro­var ao go­ver­na­dor Ga­guim que es­sa his­tó­ria do Jo­ão Ri­bei­ro vir apoiá-lo, que es­sa his­tó­ria do pre­fei­to Ra­ul Fi­lho es­tar apoi­an­do co­mo es­ses ou­tros pre­fei­tos que di­zem que apoi­am ele e o Jo­ão Ri­bei­ro é uma fa­ca de du­as pon­tas e is­so po­de fe­rir. E a úni­ca pes­soa que po­de­ria ser fe­ri­da com es­se ti­po de pro­ce­di­men­to era o go­ver­na­dor Ga­guim. Vo­cê que me co­nhe­ce há mui­to tem­po, o po­vo des­se Es­ta­do que me co­nhe­ce há mui­to tem­po, eu sou uma pes­soa que sem­pre só me en­vol­vi com o bem co­le­ti­vo, com a de­fe­sa des­se Es­ta­do, eu não fa­ço po­lí­ti­ca por pro­fis­si­o­na­lis­mo, eu fa­ço po­lí­ti­ca por ide­al, eu não fa­ço po­lí­ti­ca pa­ra fins pró­prios, eu fa­ço po­lí­ti­ca pe­lo de­sen­vol­vi­men­to do nos­so po­vo e is­so foi com­pro­va­do com to­das as mi­nhas ações e eu de­mons­trei ao go­ver­na­dor Ga­guim o meu des­pren­di­men­to em di­zer go­ver­na­dor se es­ses pre­fei­tos que es­tão di­zen­do que não me apoi­am que que­rem apo­i­ar é o Jo­ão Ri­bei­ro e se o Jo­ão Ri­bei­ro qui­ser lhe apo­i­ar eu não vou ser ne­nhum im­pe­di­men­to, em­pe­ci­lho, pro­ble­ma de qual­quer dis­per­são na sua cam­pa­nha. Pe­lo con­trá­rio, o meu ad­ver­sá­rio é o Si­quei­ra Cam­pos, ele é que é o mau mai­or des­te Es­ta­do, nós pre­ci­sa­mos de der­ro­tá-los. En­tão o se­nhor fi­que mui­to bem a von­ta­de de fa­zer es­se en­ten­di­men­to com o Jo­ão Ri­bei­ro, por­que eu pro­cu­ra­rei dis­cu­tir is­so in­ter­na­men­te den­tro do Par­ti­do dos Tra­ba­lha­do­res e o par­ti­do en­ten­de­rá que nós es­ta­mos fa­zen­do mais um ges­to de gran­de­za em prol do de­sen­vol­vi­men­to do Es­ta­do, em prol do apa­zi­gua­men­to po­lí­ti­co, por­que is­so que eu sem­pre de­se­jei. Bem is­so foi fei­to, o go­ver­na­dor cha­mou o Jo­ão Ri­bei­ro e a res­pos­ta que o Jo­ão Ri­bei­ro deu de­pois de uma se­ma­na foi di­zer que o Si­quei­ra era o can­di­da­to de­le por­que era o ho­nes­to, era o úni­co ho­nes­to no Es­ta­do pa­ra go­ver­nar o To­can­tins. Ago­ra vo­cê vê o con­trassen­so, o Si­quei­ra no pas­sa­do cha­mou Jo­ão Ri­bei­ro de cor­rup­to, o cas­sou da pre­fei­tu­ra, e ho­je Jo­ão Ri­bei­ro diz que ele é um ho­mem ho­nes­to. En­tão é uma re­la­ção di­fí­cil de com­pre­en­são. Eu en­ten­do que es­ses pre­fei­tos que ho­je es­tão tra­ba­lhan­do o apoio ao Jo­ão Ri­bei­ro es­tão na ver­da­de apoi­an­do é o Si­quei­ra e es­tão men­tin­do di­zen­do que es­tão apoi­an­do o Ga­guim, por­que quan­do vo­cê faz a pes­qui­sa ci­en­tí­fi­ca vo­cê ob­ser­va o seg­men­to do vo­to e a dis­tor­ção do vo­to. Quem vo­ta no Jo­ão Ri­bei­ro a ten­dên­cia de mais de 30% é de vo­tar no Si­quei­ra, ou se­ja, se um pre­fei­to es­tá apoi­an­do o Jo­ão Ri­bei­ro ele es­tá tam­bém 80% pe­din­do vo­to é pa­ra o Si­quei­ra e es­tá men­ti­do di­zen­do que es­tá apoi­an­do o Ga­guim, ai vo­cê pas­sa na por­ta da ca­sa des­se pre­fei­to não tem uma pro­pa­gan­da do Ga­guim. Vo­cê vê os car­ros que ele an­da não tem uma pro­pa­gan­da do Ga­guim, nem dos se­na­do­res do Ga­guim, mas di­zem que es­tão apoi­an­do o Ga­guim pa­ra ter con­vê­ni­os, pa­ra ter be­ne­fí­ci­os do go­ver­no. E po­de olhar que es­ses pre­fei­tos es­tão em uma si­tu­a­ção ex­tre­ma­men­te des­gas­tan­te ad­mi­nis­tran­do seus mu­ni­cí­pios, é ru­im pra pés­si­mo, são pre­fei­tos in­com­pe­ten­tes, de má ges­tão e que es­tão fa­zen­do es­se jo­go du­plo, a sa­ber, es­tão com os pés em du­as ca­no­as. Eu la­men­to na cam­pa­nha es­tar ten­do es­se ti­po de pro­ce­di­men­to e en­ten­do que é is­so que es­tá cau­san­do ain­da al­gum pre­ju­í­zo, por­que o Ga­guim ho­je tem o apoio po­pu­lar, o de­se­jo de se vo­tar no Ga­guim é o de­se­jo de der­ro­tar a di­ta­du­ra si­quei­ri­a­na tão per­ver­sa que foi, cer­ce­an­do as nos­sas li­ber­da­des, que­bran­do os nos­sos di­rei­tos cons­ti­tu­ci­o­nais, in­ti­mi­dan­do o pro­ces­so de­mo­crá­ti­co, des­res­pei­tan­do o ci­da­dão co­mum, im­pe­din­do o di­á­lo­go. Tu­do is­so re­pre­sen­ta o Si­quei­ra Cam­pos no To­can­tins. E es­ses pre­fei­tos es­tão jus­ta­men­te dan­do um exem­plo mui­to ru­im a ní­vel éti­co e po­lí­ti­co e aci­ma de tu­do de pre­ju­í­zo a nos­sa cam­pa­nha.

O go­ver­na­dor ou­viu o seu ape­lo?

Eu es­pe­ro que o go­ver­na­dor Ga­guim, ago­ra no an­dar do pro­ces­so elei­to­ral, pos­sa es­cla­re­cer is­so aos pre­fei­tos, que são de boa ín­do­le, e eles en­ten­de­rem que é pre­ci­so es­tar de uma for­ma com­pac­ta de apoio a pre­si­den­te Dil­ma, de apoio ao go­ver­na­dor Ga­guim, de apoio ao se­na­dor Pau­lo Mou­rão e se­na­dor Mar­ce­lo Mi­ran­da. En­ten­do que is­so é fa­zer a po­lí­ti­ca de uni­da­de, que acho que ain­da es­tá fal­tan­do na For­ça do Po­vo, não por par­te do go­ver­na­dor Ga­guim, não por par­te do Mar­ce­lo, não por par­te do Pau­lo Mou­rão, mas por par­te de se­to­res que es­tão com al­gu­mas es­per­ti­ces po­lí­ti­cas, mas que no fu­tu­ro bem pró­xi­mo nós va­mos ver. Vo­cê po­de ob­ser­var que o gru­po do Si­quei­ra Cam­pos não tem cri­ti­ca­do o Ra­ul Fi­lho, não tem crí­ti­cas ao Ra­ul Fi­lho, fa­zem elo­gi­os, di­zem que vão aju­dar o Ra­ul, e não tem uma crí­ti­ca, ora é um ad­ver­sá­rio de até on­tem, por­que que de­pois da con­ven­ção es­tão nes­sa afi­ni­da­de, nes­se pro­ces­so de ama­bi­li­da­de en­tre eles to­dos, é al­go es­tra­nho. Tem al­gu­ma coi­sa es­tra­nha, não se vê crí­ti­cas do Ra­ul com o gru­po Si­quei­ra e só se ou­ve elo­gi­os do Si­quei­ra ao Ra­ul, tem al­gu­ma coi­sa que es­tá sen­do guar­da­do, co­mo Ra­ul guar­dou es­se sen­ti­men­to con­tra mim. Até o dia 26 me apoi­a­va e de­pois do dia 26 me jo­gou pe­dra. Nós que não so­mos bo­bos e que já te­mos um pou­co de tem­po em po­lí­ti­ca, te­mos só que es­pe­rar pa­ra ver o que vai acon­te­cer pa­ra fren­te.

Co­mo o sr. ava­lia o vo­lu­me de apoio do go­ver­na­dor Ga­guim, que reú­ne 94 pre­fei­tos?

O Ga­guim é uma pes­soa mui­to de­ter­mi­na­da, ele tem um pro­je­to de­fi­ni­do de go­ver­nan­ça pa­ra o Es­ta­do e en­ten­do que é um pro­je­to sa­u­dá­vel, um pro­je­to que foi tra­ba­lha­do de for­ma pla­ne­ja­da e es­tra­te­gi­ca­men­te pe­la Fun­da­ção Dom Ca­bral e com o pró­prio pro­fes­sor Da­vi (se­cre­tá­rio de Pla­ne­ja­men­to), que é uma pes­soa mui­to com­pe­ten­te no pla­ne­ja­men­to es­tra­té­gi­co, apoi­a­do tam­bém pe­lo vi­ce-go­ver­na­dor Eduar­do Ma­cha­do, que tem uma vi­são mui­to boa so­bre pla­ne­ja­men­to es­tra­té­gi­co. En­tão eu en­ten­do que ho­je o Es­ta­do tem um ins­tru­men­to mui­to for­te, que é es­se pla­ne­ja­men­to, que es­tá pron­to. Ago­ra nós va­mos pre­ci­sar ter uma ban­ca­da tan­to no Con­gres­so co­mo na As­sem­bleia Le­gis­la­ti­va. Eu en­ten­do que da for­ma que as coi­sas es­tão se en­ca­mi­nhan­do em re­la­ção aos apoi­os po­lí­ti­cos, o go­ver­na­dor já tem ho­je 102 pre­fei­tos lhe apoi­an­do. En­tão são 102 pre­fei­tos dos 139, o go­ver­na­dor tem a chan­ce ho­je com os ín­di­ces elei­to­ra­is que es­tão dan­do in­di­ca­ti­vos nas pes­qui­sas que fa­rá os dois se­na­do­res e fa­rá tam­bém de seis a se­te de­pu­ta­dos fe­de­ra­is. A opo­si­ção de­ve fa­zer no má­xi­mo dois é o que es­ta­mos vi­su­a­li­zan­do com os in­di­ca­ti­vos das pes­qui­sas. E é pre­ci­so que nós te­nha­mos es­sa ban­ca­da for­te tan­to em ní­vel de Con­gres­so co­mo na As­sem­bleia por­que mui­tas in­ter­ven­ções aqui na As­sem­bleia ocor­re­rão pa­ra mo­der­ni­zar, pa­ra dar ce­le­ri­da­de a es­se pro­ces­so do ser­vi­ço pú­bli­co es­ta­du­al e o Ga­guim pre­ci­sa­rá de mui­to su­por­te na As­sem­bleia, de de­pu­ta­dos con­sci­en­tes do seu pa­pel, es­ti­mu­la­do­res e apoi­a­do­res que de­ve­rão ser pa­ra que as coi­sas acon­te­çam no Es­ta­do. E no Con­gres­so Na­ci­o­nal uma ban­ca­da que te­nha re­la­ção com a pre­si­den­te Dil­ma e que te­nha um com­pro­mis­so com o Es­ta­do, com o go­ver­no Ga­guim. En­tão eu en­ten­do que es­se es­for­ço que o go­ver­na­dor Ga­guim es­tá fa­zen­do é no sen­ti­do de dar su­por­te ao que nós pre­ten­de­mos im­plan­tar de for­ma cé­le­re es­se de­sen­vol­vi­men­to sus­ten­tá­vel do Es­ta­do.

Co­mo o sr. ava­lia a vi­si­ta do pre­si­den­te Lu­la ao Es­ta­do, se­rá um bom mo­men­to pa­ra a For­ça do Po­vo?

Com cer­te­za, eu te­nho mui­ta con­vic­ção de que to­dos os mo­men­tos que o Lu­la pu­der par­ti­ci­par da cam­pa­nha são de ex­tre­ma re­le­vân­cia ao pro­ces­so de po­ten­ci­a­li­zar es­sa vi­tó­ria. No dia 6 (se­tem­bro) o pre­si­den­te de­ve­rá es­tar aqui pa­ra fa­zer a inau­gu­ra­ção des­sa pla­ta­for­ma mul­ti­mo­dal que foi tra­ba­lha­da por mim jun­to a Va­lec, es­se in­ter­mo­dal da fer­ro­via que fi­cou o pá­tio no li­mi­te de Por­to Na­ci­o­nal, no dis­tri­to de Lu­zi­man­gues, é tan­to que lá foi fei­to um tra­ba­lho mui­to im­por­tan­te que foi o de ter a ga­ran­tia de abas­te­ci­men­to de água pa­ra 35 mil ha­bi­tan­tes e tam­bém es­go­to sa­ni­tá­rio e tu­do is­so es­tá pron­to, co­mo pre­fei­to dei­xei pron­to pa­ra re­ce­ber es­se pro­ces­so que vai ser de ocu­pa­ção ur­ba­na e que se­ja de for­ma or­de­na­da, e de for­ma tam­bém de­sen­vol­vi­da a ga­ran­tir a qua­li­da­de de vi­da ás pes­so­as que lá mo­ra­rem. En­tão o pre­si­den­te Lu­la vem pa­ra inau­gu­rar não só o in­ter­mo­dal, mas vem pa­ra dar se­quên­cia a um pro­je­to que foi pen­sa­do e ide­a­li­za­do por mim co­mo pre­fei­to de Por­to Na­ci­o­nal, en­tão nós va­mos nes­se mo­men­to co­mo é uma vi­si­ta ad­mi­nis­tra­ti­va o go­ver­na­dor vai es­tar pre­sen­te co­mo go­ver­no. Es­pe­ro que a jus­ti­ça pos­sa as­sim com­pre­en­der, mas o pre­si­den­te Lu­la te­rá to­da a opor­tu­ni­da­de de ali di­zer pa­ra a so­ci­e­da­de to­can­ti­nen­se em cla­ro e bom tom que o can­di­da­to de­le é o go­ver­na­dor Ga­guim, é o se­na­dor Pau­lo Mou­rão, é o se­na­dor Mar­ce­lo Mi­ran­da e os de­pu­ta­dos fe­de­ra­is e es­ta­du­ais que com­põe a nos­sa ba­se. En­tão pro­cu­ra­re­mos mar­car uma agen­da pa­ra o pre­si­den­te vir aqui ai sim par­ti­ci­pan­do de um co­mí­cio, de for­ma po­lí­ti­ca pa­ra con­so­li­dar es­se pro­ces­so, mas a vin­da de­le é mui­to im­por­tan­te e is­so nós en­ten­de­mos co­mo ne­ces­sá­rio pa­ra dar iní­cio a es­sa con­so­li­da­ção do pro­ces­so elei­to­ral do Es­ta­do.

Co­mo o sr. se sen­te com o pre­si­den­te inau­gu­ran­do uma obra que foi con­ce­bi­da, pla­ne­ja­da com a sua par­ti­ci­pa­ção?

A obra em si foi pro­je­ta­da pe­la pró­pria Va­lec, a lo­ca­li­za­ção de­la em Por­to é que foi de­ba­ti­da, di­a­lo­ga­da e apoi­a­da pa­ra que pu­des­se ter Por­to Na­ci­o­nal como se­de des­ses in­ves­ti­men­tos. En­tão is­so é mui­to im­por­tan­te, is­so mos­tra que nós fo­mos pre­fei­to vi­san­do um pro­ces­so sus­ten­tá­vel de de­sen­vol­vi­men­to e tam­bém com vi­são fu­tu­rís­ti­ca, é tan­to que eu dei­xei Por­to Na­ci­o­nal pra­ti­ca­men­te to­da pa­vi­men­ta­da, uma ci­da­de que ti­nha em tor­no de 11% de es­go­to eu dei­xei com 80% de es­go­to sa­ni­tá­rio, com água tra­ta­da pa­ra 100% da po­pu­la­ção, com sis­te­ma pro­du­ti­vo de­fi­ni­do e de­ter­mi­na­do e es­ti­mu­lan­do tam­bém o cres­ci­men­to tan­to da agro­e­ner­gia atra­vés do bi­o­di­es­el co­mo a pro­du­ção de grãos co­mo a Gra­nol, co­mo a Mul­ti­grain, co­mo a Pi­o­ne­er do Bra­sil, en­tão nós pen­sa­mos Por­to Na­ci­o­nal gran­de, va­lo­ri­zan­do o pro­ces­so da his­tó­ria e da cul­tu­ra. Con­se­gui­mos atra­vés do go­ver­no do pre­si­den­te Lu­la e do Iphan fa­zer o tom­ba­men­to his­tó­ri­co da ci­da­de, o mu­seu pa­ra jus­ta­men­te não só pa­ra de­mons­trar­mos o po­ten­ci­al e a his­tó­ria po­lí­ti­ca e eco­nô­mi­ca e a im­por­tân­cia de Por­to Na­ci­o­nal nes­te con­tex­to, mas aci­ma de tu­do pa­ra fa­zer­mos a ex­po­si­ção de for­ma gran­de e sus­ten­ta­da do Es­ta­do do To­can­tins e mos­trar os nos­sos va­lo­res. En­tão Por­to Na­ci­o­nal ho­je é um es­pe­lho, é um exem­plo de ad­mi­nis­tra­ção é tan­to que con­se­gui­mos ga­nhar por dois anos con­se­cu­ti­vos o prê­mio Sebrae Pre­fei­to Em­pre­en­de­dor e con­se­gui­mos es­tar in­se­ri­dos no li­vro do pro­fes­sor e ci­en­tis­ta Ru­bens Fi­guei­re­do co­mo uma das dez me­lho­res ci­da­des ge­ri­das no Bra­sil no pe­rí­o­do que eu es­ta­va co­mo pre­fei­to. En­tão é mui­to im­por­tan­te e mui­to hon­ro­so ver o pre­si­den­te Lu­la inau­gu­rar uma ação que de cer­ta for­ma nós con­tri­bu­í­mos e fi­ze­mos pen­san­do na gran­de­za tam­bém de Pal­mas e do To­can­tins, não foi e não se­rá só pa­ra Por­to Na­ci­o­nal que ser­vi­rá o in­ter­mo­dal, ser­vi­rá pa­ra o To­can­tins e tam­bém de for­ma ge­ne­ra­li­za­da o Bra­sil.

Co­mo o sr. ava­lia o cres­ci­men­to da can­di­da­tu­ra da Dil­ma Rous­seff que tem con­di­ções de ga­nhar no pri­mei­ro tur­no e a pro­pos­ta do go­ver­na­dor Ga­guim de que o To­can­tins te­rá um mi­nis­té­rio no go­ver­no?

Eu en­ten­do que a con­so­li­da­ção do pro­ces­so po­lí­ti­co elei­to­ral no Bra­sil con­so­li­dan­do o no­me da pre­si­den­te Dil­ma Rous­seff é jus­ta­men­te o fru­to co­lhi­do e mui­to bem cul­ti­va­do pe­lo pre­si­den­te Lu­la, são ações que fo­ram de­sen­vol­vi­das pro­mo­ven­do o de­sen­vol­vi­men­to do Es­ta­do, mas prin­ci­pal­men­te or­de­nan­do es­te Es­ta­do de uma for­ma no­va, um no­vo pen­sar, um no­vo olhar foi co­lo­ca­do ao Bra­sil, pri­mei­ro se re­gu­la­ri­zou a si­tu­a­ção eco­nô­mi­ca e fi­nan­cei­ra cri­an­do pos­si­bi­li­da­des de qui­tar os seus dé­bi­tos prin­ci­pal­men­te com os or­ga­nis­mos in­ter­na­cio­nais, foi uma das ta­ca­das mais im­por­tan­te do pre­si­den­te Lu­la quan­do ele cha­mou o Clu­be de Pa­ris, cha­mou o FMI e pa­gou to­das as dí­vi­das do Bra­sil, to­dos os fi­nan­cia­men­tos e no se­gun­do mo­men­to quan­do ele con­te­ve a in­fla­ção e de­pois quan­do ele re­sol­veu o pro­ble­ma do câm­bio. En­tão ele co­me­çou a cri­ar um pro­ces­so de res­pei­ta­bi­li­da­de fis­cal e eco­nô­mi­ca do Pa­ís e ao mes­mo tem­po es­ti­mu­lan­do a pro­du­ção tan­to in­dus­tri­al, agro­in­dus­tri­al co­mo tam­bém a ge­ra­ção de em­pre­go. É o go­ver­no que mais ge­rou em­pre­go na his­tó­ria do Bra­sil, é um go­ver­no com­pa­ra­ti­va­men­te, se vo­cê pe­gar o go­ver­no do PSDB (Fer­nan­do Hen­ri­que Car­do­so), que ge­rou em oi­to anos de go­ver­no 797 mil em­pre­gos. O Lu­la vai fe­char es­ses oi­to anos pró­xi­mo de 15 mi­lhões de em­pre­gos ge­ra­dos com car­tei­ra as­si­na­da. Se vo­cê ob­ser­var o ga­nho re­al do sa­lá­rio mí­ni­mo é aci­ma de 60% da in­fla­ção, se vo­cê ob­ser­var a re­de de pro­te­ção so­ci­al que ele im­plan­tou com o Bol­sa Fa­mí­lia, o Prou­ni pa­ra uni­ver­si­tá­rios, o Ter­ri­tó­rio da Ci­da­da­nia pa­ra fo­men­tar a agri­cul­tu­ra fa­mi­liar es­ti­mu­lan­do a pro­du­ção ru­ral, pe­ga­mos os 24 bi­lhões que o go­ver­no ti­nha de cré­di­to no ano de 2002 e es­se ano de 2010 a 2011 ele bo­tou só pa­ra a pro­du­ção ru­ral co­mer­cial R$?100 bi­lhões de cré­di­to pa­ra o fo­men­to da pro­du­ção. Pe­gou a agri­cul­tu­ra fa­mi­liar que ti­nha em 2002 R$?2 bi­lhões de cré­di­to, pas­sou pa­ra R$?16,5 bi­lhões. Ele­vou a pro­du­ção bra­si­lei­ra de 70 mi­lhões de to­ne­la­das de grãos em 2002 pa­ra 146 mi­lhões de to­ne­la­das de grãos ago­ra em 2010. En­tão tu­do is­so é a con­sci­ên­cia po­pu­lar de que vi­ve­mos um no­vo Bra­sil, um Bra­sil que pro­mo­ve de­sen­vol­vi­men­to eco­nô­mi­co com in­clu­são so­ci­al, en­tão is­so é o go­ver­no do pre­si­den­te Lu­la que con­so­li­da a con­sci­ên­cia po­pu­lar e a sa­tis­fa­ção das pes­so­as em es­tar vi­ven­do num Pa­ís on­de se vi­ve de for­ma me­lhor, quer di­zer o bem vi­ver, es­ta­mos con­quis­tan­do a con­di­ção de vi­ver com qua­li­da­de e aci­ma de tu­do res­pei­tan­do as ques­tões da pre­ser­va­ção am­bien­tal e is­so o pre­si­den­te não tem aber­to mão de que o de­sen­vol­vi­men­to tem que es­tar in­clu­so a ques­tão das leis que res­pei­tam e que ace­nam o pro­ces­so de de­sen­vol­vi­men­to vi­san­do tam­bém a pre­ser­va­ção am­bien­tal. Tu­do is­so faz com que o ci­da­dão bra­si­lei­ro se sin­ta fe­liz e cor­res­pon­da ago­ra em vo­tar na pre­si­den­te Dil­ma, mas não por ela ser só a can­di­da­ta do Lu­la, mas aci­ma de tu­do tam­bém por ela já ter de­mons­tra­do que foi ela uma das ca­be­ças que não só pen­sou mas que aju­dou o Lu­la a im­plan­tar to­das es­sas con­quis­tas do po­vo bra­si­lei­ro. Eu en­ten­do que é is­so que con­so­li­da es­se pro­je­to da pre­si­den­te Dil­ma e que es­tá tam­bém nos res­pal­dan­do pa­ra que o To­can­tins não fi­que no pro­ces­so des­gu­ar­ne­ci­do, ou fo­ra da con­jun­tu­ra des­se de­sen­vol­vi­men­to que o Bra­sil es­tá vi­ven­do, que nós se­ja­mos par­te do pro­ces­so. Tam­bém en­ten­do que o po­vo to­can­ti­nen­se é mui­to pre­o­cu­pa­do com is­so e por is­so es­tá vo­tan­do con­tra a di­ta­du­ra si­quei­ri­a­na, nin­guém quer mais a prá­ti­ca do pas­sa­do, é ina­cei­tá­vel se ad­mi­tir al­guém pren­den­do pro­fes­so­res por­que es­tá fa­zen­do gre­ve, al­guém pren­den­do po­li­ci­al mi­li­tar por­que fez crí­ti­ca, al­guém fa­zer a que­bra dos com­pro­mis­sos fun­cio­nais, que­brar o pla­no de car­gos e sa­lá­ri­os dos pro­fes­so­res, cri­ar si­tu­a­ções que eram de acha­ta­men­to sa­la­ri­al. Nós não que­re­mos mais es­sas prá­ti­cas di­ta­to­ri­ais an­ti­de­mo­crá­ti­cas que fo­ram pra­ti­ca­das pe­lo go­ver­no da di­ta­du­ra si­quei­ri­a­na. En­tão so­man­do a sa­tis­fa­ção do po­vo to­can­ti­nen­se e bra­si­lei­ro com o go­ver­no Lu­la e so­man­do mais ain­da a pre­o­cu­pa­ção e o de­se­jo de com­ba­ter a di­ta­du­ra si­quei­ri­a­na é que faz com que o Ga­guim ho­je, e nós que abri­mos mãos de uma can­di­da­tu­ra ao go­ver­no pa­ra apo­i­á-lo, pa­ra der­ro­tar­mos de for­ma fra­go­ro­sa e de­ter­mi­na­da a di­ta­du­ra si­quei­ri­a­na, pa­ra var­rer­mos de vez es­se fan­tas­ma com uma der­ro­ta no pro­ces­so de­mo­crá­ti­co e li­vre de­ter­mi­na­ção do po­vo to­can­ti­nen­se de der­ro­tar a di­ta­du­ra to­can­ti­nen­se.

O que o po­vo to­can­ti­nen­se po­de es­pe­rar da sua atu­a­ção no Se­na­do Fe­de­ral?

A nos­sa atu­a­ção pre­ci­sa fo­car os gran­des te­mas que o Bra­sil tem co­mo ob­je­ti­vo pa­ra o pró­xi­mo go­ver­no e sem ob­via­men­te dei­xar de ter o nos­so com­pro­mis­so fir­ma­do com a so­ci­e­da­de to­can­ti­nen­se e nos com­pro­me­ter com o pro­je­to de de­sen­vol­vi­men­to do Es­ta­do. Em ter­mos de Bra­sil acho que te­mos que ter o com­pro­mis­so de con­ti­nu­ar o pro­ces­so de com­ba­te a po­bre­za, a mi­sé­ria, de fa­zer es­sa fi­gu­ra do es­ta­do in­du­tor de for­ta­le­cer ca­da vez mais co­mo pro­ces­so nor­ma­ti­vo, co­mo pro­ces­so re­gu­la­tó­rio, mas aci­ma de tu­do co­mo um pro­ces­so es­ti­mu­la­dor do de­sen­vol­vi­men­to as­so­cia­do ao se­tor pri­va­do. É pre­ci­so que o Es­ta­do bra­si­lei­ro sai­ba cri­ar as par­ce­rias en­tre Es­ta­do, se­tor pri­va­do, as uni­ver­si­da­des. Acho que é tam­bém pa­pel co­mo se­na­dor fa­zer o Es­ta­do bra­si­lei­ro ca­da vez mais in­se­rir a ci­ên­cia, a tec­no­lo­gia e as ino­va­ções pa­ra ge­rar­mos mais opor­tu­ni­da­de de em­pre­go e ge­ra­ção de ren­da ao nos­so po­vo, co­mo tam­bém a qua­li­fi­ca­ção de nos­so en­si­no. Nós pre­ci­sa­mos dar a ga­ran­tia de que o com­ba­te as in­jus­ti­ças so­ci­ais se­jam fei­tos no mo­men­to da par­ti­da, no mo­men­to aon­de o ci­da­dão nas­ce, é pre­ci­so dar ga­ran­tia ao en­si­no in­fan­til, a cre­che pa­ra o pai e mãe tra­ba­lha­do­ra te­rem a ga­ran­tia de que seu fi­lho não es­tá ali so­men­te pas­san­do um tem­po no pe­rí­o­do de tra­ba­lho, mas aci­ma de tu­do que es­tão sen­do ins­tru­í­das edu­ca­ti­va­men­te já num pro­ces­so no sen­ti­do de po­lí­ti­cas edu­ca­cio­nais in­fan­tis. O en­si­no fun­da­men­tal de tem­po in­te­gral, o en­si­no mé­dio, me­lho­rar o nos­so ní­vel. É ver­go­nho­so ain­da en­ten­der que 50% dos jo­vens que ini­ciam o en­si­no mé­dio não o con­clu­em. É uma das bar­rei­ras sé­rias que pre­ci­sa­mos que­brar, é pre­ci­so qua­li­fi­car me­lhor o en­si­no mé­dio e é pre­ci­so cri­ar a fi­gu­ra do en­si­no pro­fis­si­o­na­li­zan­te pa­ra dar­mos con­di­ções aos jo­vens de ter o seu pri­mei­ro em­pre­go no mo­men­to em que já se ca­pa­ci­ta com o en­si­no tec­nó­lo­go, tan­to no ní­vel téc­ni­co co­mo no ní­vel su­pe­ri­or. E for­ta­le­cen­do ain­da mais o Prou­ni pa­ra que mais fi­lhos de pes­so­as ca­ren­tes tenham a con­di­ção de es­tu­dar nu­ma uni­ver­si­da­de. Eu en­ten­do tam­bém que é re­cur­so nos­so. Me­lhor ge­ri­dos a ques­tão dos re­cur­sos da sa­ú­de, é pre­ci­so ter um de­ba­te se­re­no so­bre es­se as­pec­to que há fal­ta de in­ves­ti­men­tos pa­ra me­lho­rar os re­sul­ta­dos da sa­ú­de pú­bli­ca bra­si­lei­ra, o Sis­te­ma Úni­co da Sa­ú­de, que é um dos pro­gra­mas mais per­fei­tos do mun­do e o que fal­ta é uma vi­são mo­der­na em res­pei­to à apli­ca­ção des­ses re­cur­sos e mais re­cur­sos apor­ta­dos no or­ça­men­to da Uni­ão. En­tão is­so é pa­pel nos­so, é pa­pel nos­so tam­bém cri­ar­mos con­di­ções me­lho­res de se­gu­ran­ça e nes­ta se­gu­ran­ça cri­ar um pro­ces­so pa­ci­fi­car nas nos­sas co­mu­ni­da­des, a po­li­cia ter um pro­ces­so não só edu­ca­ti­vo mas me­tas pa­ci­fi­ca­do­ras pa­ra que nós pos­sa­mos fa­zer não só a se­gu­ran­ça mas cri­ar­mos um pro­ces­so edu­ca­ti­vo da re­la­ção se­gu­ran­ça pú­bli­ca e so­ci­e­da­de, na re­la­ção de par­ce­ria pa­ra o com­ba­te as dro­gas, pa­ra com­ba­ter jus­ta­men­te o trá­fi­co de dro­gas tam­bém nas nos­sas fron­tei­ras. E tam­bém é pa­pel nos­so co­mo se­na­dor cri­ar­mos um pro­ces­so de pen­sar um no­vo Bra­sil, um no­vo Bra­sil que es­ti­mu­le a pro­du­ção. É?aí que tem de en­trar a ci­ên­cia e a tec­no­lo­gia e a ino­va­ção, mas um no­vo Bra­sil que tam­bém pen­se nes­sa pro­du­ção com bai­xo car­bo­no pa­ra que nós pos­sa­mos fa­zer a ques­tão das po­lí­ti­cas com­pen­sa­tó­ri­as ou de pre­ser­va­ção se­rem mais aten­di­das no seu con­cei­to ino­va­dor que é de pre­ser­var o mun­do pa­ra as pró­xi­mas ge­ra­ções. Tu­do is­so são te­mas de al­ta re­le­vân­cia a ní­vel na­ci­o­nal. A ní­vel es­ta­du­al nós pre­ci­sa­mos es­ti­mu­lar es­se Es­ta­do a com­ple­tar os seus mo­dais hi­dro­vi­á­rios, fer­ro­vi­á­rios e me­lho­rar os ro­do­vi­á­rios, es­ti­mu­lar a pro­du­ção de grão na agri­cul­tu­ra fa­mi­liar e agri­cul­tu­ra co­mer­cial, tam­bém na pro­du­ção de car­nes, ex­por­ta­ção, ge­rar mais em­pre­go ao nos­so po­vo, mas aci­ma de tu­do de­fen­do a cri­a­ção de um cen­tro de re­fe­rên­cia da ju­ven­tu­de aqui no nos­so Es­ta­do. Fa­zer is­so co­mo mo­de­lo pa­ra o Bra­sil e es­se cen­tro ser jus­ta­men­te o ins­tru­men­to que vai to­car as po­lí­ti­cas da ju­ven­tu­de to­can­ti­nen­se pa­ra que nós pos­sa­mos dar es­sa ga­ran­tia aos jo­vens, de que ao com­ple­tar o en­si­no fun­da­men­tal co­mo cri­an­ça, quan­do ele che­gar na fa­se jo­vem as po­lí­ti­cas já es­ta­rão pron­tas pa­ra re­ce­bê-los. Temos de dar ga­ran­tia de que es­se jo­vem vai ser um ci­da­dão ati­va­men­te eco­nô­mi­co no pro­ces­so ge­ra­dor do de­sen­vol­vi­men­to, e que es­se de­sen­vol­vi­men­to não se­ja só eco­nô­mi­co, mas as­so­cia­do ao eco­nô­mi­co em pri­mei­ro lu­gar, à ga­ran­tia de um de­sen­vol­vi­men­to so­ci­al, me­lho­rar os nos­sos ín­di­ces de de­sen­vol­vi­men­to hu­ma­no. São vá­ri­as ações que fa­re­mos. Eu en­trei co­mo se­na­dor e te­nho mui­to ho­je a con­tri­bu­ir com o Es­ta­do do To­can­tins e o Bra­sil.

Fonte: Jornal Opção Tocantins

Gaguim avança e tem 52,93% da preferência no Tocantins, diz pesquisa Stylo


O governador e candidato à reeleição, Carlos Gaguim (PMDB), segue ampliando sua vantagem na liderança da corrida sucessória ao Palácio Araguaia, segundo apontou a terceira rodada do Instituto Stylo de Comunicação, publicada nesta quarta-feira, 1º de setembro. Agora, Gaguim tem 52,93% da preferência dos eleitores, contra 40,42% do candidato Siqueira Campos – uma vantagem de 12,51% em favor de Gaguim.

Com relação à última rodada do instituto, feita também em agosto, Gaguim cresceu 2,82 pontos percentuais (tinha 50,11%); enquanto Siqueira caiu 3,2% (tinha 43,62%)

Rejeição de Siqueira é maior
Neste quesito, o candidato tucano apresenta novamente o maior índice de rejeição, quando 38,32% dos eleitores dizem que não votariam em Siqueira de jeito nenhum. Já Carlos Gaguim apresenta 29,35%.

Metodologia
Foram ouvidos 903 eleitores em 37 cidades do Tocantins, durante os dias 26, 27 e 28 de agosto. A pesquisa foi registrada no Tribunal Superior Eleitoral – TSE com o número 26874/2010, e no Tribunal Regional Eleitoral – TRE com o número 13716/2010. A margem de erro é de 3 pontos percentuais para mais ou para menos e a margem de confiança é de 95%.