sexta-feira, 16 de dezembro de 2011

Presidente da câmara contesta denúncia de “morador” em Dianópolis


Notícia estampada na grade do site RT nesta quarta feira, relata a denúncia de um “morador” acerca de obras não realizadas no Estádio Dr. Magalhães em Dianópolis, ilustrada por uma placa do governo federal, com informações técnicas sobre a obra .

O presidente da Câmara Municipal, vereador Osvaldo Baratins (PMDB), veementemente contestou a “denúncia desprovida de fundamento” e com óbvios objetivos políticos, já que o denunciante, morador e bancário por ofício, ex-vice- prefeito Ítalo Marcel, ocupa função comissionada na Secretaria de Agricultura do Tocantins e exerce através de inúmeras ações, atividades político-partidárias supostamente visando uma candidatura ainda não especificada.

Osvaldo Baratins, declinou ainda que inexiste verdade quando o senhor Ítalo Marcel declara na matéria não ter encontrado informações sobre a razão da não realização das melhorias no estádio, já que o mesmo não consultou fontes autorizadas, como o prefeito José Salomão, personalidade popular e de fácil acesso, bem como o secretário de obras do município.

Com raciocínio simples e lógico, o vereador dispara : “Se não há aprovação de projeto pelas esferas competentes, não existe verba disponível, se não existe recurso alocado, não há como construir, simples assim.”

Desportista e considerado em sua juventude um craque de futebol, o prefeito José Salomão também é reconhecido pelo apoio dispensado às atividades esportivas, sendo inclusive responsável por algumas reformas no estádio em questão. Com base em tais prerrogativas, o líder político do PMDB, considera as críticas direcionadas ao prefeito, injustas, com claro direcionamento político, e levianas pelas insinuações refletidas.

As informações sobre as atividades políticas do denunciante, não constaram na matéria publicada no site RT. Ítalo Marcel, também presidente da Associação Atlética Banco do Brasil em Dianópolis, é gestor de programa social, que faz uso de recursos do município para sua manutenção.

O prefeito de Dianópolis, informou ao site RT em palavras textuais : “Não haverá mais reforma no estádio, iríamos trocar toda grama, mas o Governo Federal negou a aprovação do projeto e a Caixa Econômica não liberou o dinheiro então não tem como fazer nada. A questão é que o povo não procura as pessoas certas para obter as informações corretas”.

Fonte: Câmara Municipal de Dianópolis - Presidência
Assessoria de Comunicação

Feridos no acidente com o ônibus em Dianópolis não recebem apoio da empresa

Um ônibus da Real Expresso que fazia a linha Goiânia/Dianópolis capotou entre Novo Jardim- TO e Dianópolis - TO, região Sudeste do Estado.

Mais de trinta passageiros foram levados para o Hospital Regional de Dianópolis, alguns com ferimentos graves, como a senhora Cleude Maria Pereira que teve os pulmões perfurados e três costelas quebradas.

Às 21hs00 de ontem a reportagem do SURGIU entrou em contato com os familiares desta vítima e foi informada que só no final da tarde é que apareceu uma pessoa da empresa do ônibus no hospital para ver a gravidade da situação. Em momento algum esta pessoa disse que a empresa arcaria com as despesas de tratamento de saúde, conforme foi informada a reportagem.

Devido ao mau tempo na região e em Goiânia não foi possível nenhum deslocamento aéreo para o transporte das vítimas no dia de ontem. À reportagem foi informada que três aeronaves farão transporte dos pacientes em estado mais grave para a Capital de Goiás, sendo que uma dessas aeronaves será uma UTI e tudo por conta dos familiares das vítimas.

O clima de revolta no hospital, ante o descaso da empresa de ônibus é muito grande e todos os que fretaram os aviões disseram que vão procurar ser ressarcido em todas as despesas ocorridas após o capotamento.

Se o tempo permitir as vítimas serão transportadas esta manhã para Goiânia.

Detalhes do capotamento

O motorista do ônibus, que fazia pela primeira vez esta viagem, desconhecia a estrada e vinha desenvolvendo velocidade excessiva, conforme informações dos passageiros e antes do capotamento isto ficara evidente ante uma freada brusca na entrada de uma curva com o ônibus chegando a derrapar, isto bem antes do acidente.

No acidente, o ônibus derrapou na pista, capotou no meio dela e desceu o aterro com mais de trinta passageiros. O trecho onde o ônibus capotou é cheio de curvas perigosas.

Fonte: www.surgiu.com.br

quarta-feira, 14 de dezembro de 2011

Ônibus da Real Expresso capota próximo a cidade de Novo Jardim, Sudeste do Tocantins, nesta manhã

Ônibus que faz a linha Brasília/Dianópolis capotou a menos de 20 minutos do destino final

Um ônibus da empresa Real Expresso que faz a linha Brasília/Dianópolis-TO capotou próximo a cidade de Novo Jardim, Sudeste do Estado, por volta das 06hs40 desta manhã de quarta-feira, 14.

Até o momento a reportagem do SURGIU não sabe se houve vítimas fatais, porém, várias pessoas feridas foram levadas para o Hospital de Dianópolis, onde estão sendo atendidas.

(Atualizado às 09hs27min)

Conforme as últimas informações não houve vítimas fatais e os feridos mais graves serão levados para Goiânia através da empresa de ônibus que arcará com o tratamento destas pessoas. Consta que duas pessoas estão feridas com gravidade e estão aguardando a UTI aérea para serem conduzidas para Goiânia.

Mais de trinta passageiros estavam no ônibus na hora do capotamento entre Novo Jardim e Dianópolis.

Informações colhidas pela nossa reportagem dão conta de que esta era a primeira viagem do motorista nesta linha e que, portanto, desconhecia totalmente o trecho e as curvas perigosas desta parte da estrada.

Dentre as vítimas se encontrava Geovana Almeida, filha do Juiz de Direito daquela Comarca, Dr. Jocy Almeida e também Herculina Rodrigues, conhecida como Culixa, filha de família tradicional na cidade.


Fonte:www.surgiu.com.br

A Oposição na Sociedade

O que chamamos oposição, na maior parte das vezes, diz apenas respeito ao mundo da política institucionalizada. Fundamentalmente, aos partidos oposicionistas, seus representantes, organizações e (poucos) filiados.

Uma das razões para isso é que é modesta, no Brasil, a atuação de grupos de pressão e associações civis voltadas para a política. Existem, mas são, ainda, pouco relevantes.

Há, no entanto, outra oposição, extra-partidária e fora do Estado, que se manifesta no âmbito da sociedade. Ela é diferente da anterior, e tende a ser, a cada dia, mais significativa.

Não estamos nos referindo, simplesmente, aos eleitores de oposição, aqueles que, de maneira sistemática, votam nas legendas hoje oposicionistas, não votam no PT e costumam não gostar de Lula, dos petistas e de tudo que fazem. Os que se definem como antagônicos ao “lulopetismo”. Esses existem desde sempre.

Entre a oposição formal, exercida pelos partidos, e o eleitorado de oposição, constituído por cidadãos individualizados, estamos vendo nascer e se desenvolver uma “nova militância” oposicionista.

Não foi em 2011 que começamos a perceber sua existência. Desde a eleição de 2010, no mínimo, já era identificável.

Por enquanto, é incipiente, mas parece crescer e se tornar mais vigorosa ideologicamente. É um fenômeno espontâneo, que acontece à margem dos partidos e que não resulta de sua atuação.

Seu lugar por excelência de formação e desenvolvimento é a internet. É nela que seus integrantes se reconhecem, estabelecem comunicação, fazem proselitismo.

Não é unificada por um ideário. Ao contrário, seu denominador comum fundamental é uma negação: o antipetismo. No fundo, não se entusiasma na defesa de nada. O que quer é “acabar com o PT”.

Essa hostilidade ficou particularmente evidente quando Lula foi diagnosticado com câncer. Foram tantas as manifestações enraivecidas, misturando júbilo, espírito de vingança e condenação por ele estar sendo tratado em um hospital de ponta, que até alguns adversários mais bem educados se assustaram.

Em suas ideias, misturam-se noções de várias origens. Algumas são típicas do conservadorismo clássico, outras vêm do nacionalismo de direita. Às vezes, são ultraliberais, outras de um antiliberalismo feroz.

Ela desconfia dos partidos e dos políticos, repele a “intervenção do estado na vida privada”, e quer acabar com os impostos. Costuma detestar o esquerdismo e abominar o “politicamente correto”.

Uma parte da mídia, especialmente algumas revistas e jornais, se reporta, cada vez mais, a ela. Nessas publicações estão alguns de seus heróis e os porta-vozes mais radicais, facilmente reconhecíveis pelo uso de violência verbal. São os valentões da palavra.

A agressividade que consomem é transferida para sites de relacionamento, blogs e intervenções pessoais, em comentários nas redes sociais e no noticiário. O twitter é um dos lugares onde mais aparece, pois enseja a expressão emocional imediata.

Há certa semelhança entre essa militância e a ultradireita americana do chamado Tea Party: ambas surgiram naturalmente (ainda que com o incentivo do grande capital, lá de empresários da indústria química, aqui dos conglomerados de mídia), querem “purificar” a política e são fortemente anti-estatistas e antitributação.

A diferença é organizacional, pois o Tea Party, que nasceu em 2009, já está estruturado, embora continue a ser um movimento sem liderança centralizada, composto por entidades locais e indivíduos sem vínculos estreitos. (Apesar disso, houve mais de cem candidatos ao Congresso americano, na eleição de meio-período de 2010, que receberam a chancela do movimento - dos quais 32% se elegeram).

Por aqui, essa nova militância ainda não conseguiu passar pelo teste da mobilização. Permanece verbal e passiva, com baixa capacidade de se apresentar nas ruas. Os protestos anticorrupção convocados pela internet no segundo semestre, por exemplo, que pareciam significativos, terminaram sendo fracassos de público.

Que relação se estabelecerá entre essa oposição na sociedade e a oposição partidária? Estará em gestação um Tea Party à brasileira?

Em 2010, Serra procurou fomentar os sentimentos dessas pessoas, para os utilizar na campanha. Seus assessores chegaram a criar peças de comunicação específicas para açular o antipetismo na internet. A onda anti-aborto foi deflagrada e sustentada por lideranças religiosas ligadas a ele.

Quem cria ventos, se arrisca a colher tempestades. O PSDB precisa pensar se o que quer é ser a voz partidária desses militantes.

Autor: Marcos Coimbra é sociólogo e presidente do Instituto Vox Populi

Comitiva de Dianópolis se reúne com secretário da Ciência e Tecnologia

Um grupo da cidade de Dianópolis, a 320 km de Palmas, formado pelo prefeito, José Salomão, o presidente da Câmara Municipal, Osvaldo Barbosa, vereadores e secretários municipais se reuniu nesta sexta-feira, 09, com o secretário de Estado da Ciência e Tecnologia, Borges da Silveira. Os representantes de Dianópolis ouviram do secretário Borges da Silveira informações sobre o cancelamento da construção do Centro Técnico Educacional.

O secretário Borges da Silveira esclareceu que o cancelamento da obra foi porque o MEC – Ministério da Educação entendeu que é desnecessária a construção de duas escolas técnicas na cidade, já que existe a previsão de construir um campus do IFTO – Instituto Federal de Educação Ciência e Tecnologia, no local onde atualmente funciona o Instituto de Menores São José, naquele município ofertando cursos de acordo com a demanda e o potencial econômico e produtivo da região.

O titular da pasta da Ciência e Tecnologia garantiu, “agilizar o processo de doação da área, que é do governo estadual ao MEC, para que possa ser construindo o campus do IFTO o mais rápido possível”, afirma Borges da Silveira. Ele ainda disse que o governo também vai oferecer cursos técnicos na modalidade a Distância para Dianópolis por meio do programa e-Tec Brasil - Escola Técnica Aberta do Brasil e do programa “Formação Mais”, que será lançado no início do próximo ano para a oferta de curso de capacitação profissional de curta duração.

O próximo passo será a realização de uma audiência pública na cidade com a participação da comunidade e representantes do IFTO para que a população possa participar diretamente da escolha dos cursos.

sábado, 3 de dezembro de 2011

Dianópolis aprova construção de PCH

Com o aval da população, a Seinfra tem agora um prazo de cerca de 60 dias para realizar a licitação

A população de Dianópolis deu o primeiro passo para a construção da Pequena Central Hidrelétrica (PCH) Manuel Alves ao aprovar ontem, em audiência pública, o início do processo licitatório para concessão onerosa, que permitirá ao vencedor da concorrência construir e explorar a usina, mediante pagamento ao Estado.

Com o aval da população, a Seinfra tem agora um prazo de cerca de 60 dias para realizar a licitação. Contudo, a expectativa é que a PCH entre em operação em dezembro de 2013.

A obra deve gerar, aproximadamente, 550 empregos diretos e indiretos, promovendo benefícios sócio-econômico-culturais principalmente para os municípios de Dianópolis, Rio Conceição e Porto Alegre do Tocantins.

A PCH, com potência instalada de 8,0 MW, será construída na barragem do Rio Manuel Alves, onde já está em funcionamento um grande projeto irrigado de produção de frutas e outros alimentos. A construção da usina e do sistema de transmissão está estimada em, aproximadamente, R$ 15,3 milhões e, com o início da operação, 4% do valor da energia gerada virá para os cofres do Estado. Esse dinheiro, conforme o secretário da Infraestrutura Alexandre Ubaldo, será reinvestido em benefício da população da região e do próprio projeto Manuel Alves.

Prefeito e Vereador de Dianópolis solicitam liberação de Convênios ao Secretário de Trabalho e Ação Social

O Prefeito do Município de Dianópolis, José Salomão (PT) juntamente com o Vereador Osvaldo Baratins(PMDB) participaram na tarde desta terça-feira,28, de audiência com o Secretário Estadual do Trabalho e Assistência Social, Agimiro Costa para solicitar a liberação de convênios para o município.

Segundo o vereador, foi solicitada a liberação dos Convênios dos Programas do Leite e da Cozinha Comunitária. “São convênios importantes, que se forem liberados, vem atender as demandas das famílias carentes de dianópolis”,destacou.

Atendendo uma das solicitações, o vereador afirmou ainda, que o Secretário concedeu de imediato, cerca de 3 toneladas de arroz para o projeto Cozinha Comunitária. “Fomos muito bem recebidos e desde já agradecemos a aquisição para o andamento deste importante projeto para nosso município”,completou.

A audiência contou também, com a presença da diretora Fernanda Bonfim, que na ocasião, representou a Secretária do Trabalho e Assistência Social do Município de Dianópolis, Luzitônia Costa Rodrigues, que não pode comparecer.

Fonte: www.surgiu.com.br

terça-feira, 1 de novembro de 2011

Prefeito de Dianópolis receberá “TROFÉU MELHOR PREFEITO DO ESTADO”


O Prefeito de Dianópolis, José Salomão(PT), recebeu recentemente um convite da União Brasileira de Divulgação(UBD) para participar no início de novembro do Congresso “Os Melhores do Brasil por um Brasil Melhor”. O evento será realizado no Velho Mundo, mais precisamente em Zurique, a maior cidade da Suíça.

Na oportunidade, a UBD estará outorgando o Prêmio Medalha Cidade de Zurique (Certificado de Qualidade Total ISO 9001), “Troféu Melhor Prefeito do Estado”, ao prefeito dianopolino. A premiação será entregue pela Senhora Mauch Corei, Prefeita de Zurique.

Salomão obteve classificação em pesquisa nacional de opinião pública realizada pela UBD na categoria “Os 50 Melhores Prefeitos do Brasil”. Foram pesquisados 964 municípios que estão se destacando no país nas áreas de educação, saúde e infra-estrutura, sendo classificados os 50 melhores prefeitos com as melhores notas.

LOCAL DO CONGRESSO: ZURIQUE–SUIÇA (StarWoodhotels)
DATA DO CONGRESSO: De 04 a 15 de Novembro de 2011.

Fonte: ASCOM/Prefeitura de Dianópolis

sexta-feira, 28 de outubro de 2011

Ângelo Agnolin recebe demandas de Sítio Novo e Dianópolis

O deputado federal e vice-líder do PDT na Câmara, Ângelo Agnolin (PDT), recebeu na tarde desta quarta-feira, 26, o prefeito da cidade de Sítio Novo, Jair Farias (PMDB) e a vereadora de Dianópolis, Elacy Guimarães (PT). Os dois buscam apoio do parlamentar no que se refere a áreas específicas em seus municípios.

Em Sítio Novo, o prefeito Jair Farias solicitou ao deputado recursos para a reforma e ampliação do Hospital Municipal Bandeirantes. O prefeito disse estar preocupado com as demandas em saúde no município e solicitou a Agnolin, em prioridade, a aquisição de equipamentos hospitalares.

Já em Dianópolis, a vereadora Elacy Guimarães solicitou ao deputado a ampliação de creche no município e uma Patrulha Mecanizada - que consiste em um conjunto de máquinas, equipamentos e implementos para atenderem serviços de recuperação de solos, preparo de áreas para plantio, construção, recuperação e conservação de estradas vicinais, além de obras de drenagem e irrigação.

Ciente da urgência em atender os municípios, Agnolin se comprometeu a buscar junto aos ministérios apoio na realização das demandas. “O trabalho é para agora. Saúde e Educação têm pressa e vamos correr atrás dos recursos, seja via emenda ou articulação nos ministérios” garantiu o deputado.

Fonte: Jornal O Girassol

Artigo: Significados da campanha da mídia para derrubar ministros, por Elói Pietá

A denúncia passou a ser sua arma política poderosa, que incide sobre o maior capital eleitoral dos políticos ou dos partidos, que é a sua reputação

A recente campanha das grandes empresas de mídia para derrubar ministros no primeiro ano do governo Dilma é mais uma demonstração de que elas são fortes agentes autonomeados da política. Isso vem de uma longa tradição.

Quando da campanha para derrubar Getúlio Vargas, que terminou no seu suicídio, os grandes órgãos da imprensa brasileira atacavam sistematicamente o seu governo, exceto o jornal Última Hora. Batalha semelhante foi travada nos episódios que resultaram na deposição de João Goulart. Nas campanhas presidenciais recentes todos são testemunhas da parcialidade da grande mídia. O episódio mais lembrado ocorreu em 1989, quando após o último debate entre Collor e Lula, na véspera do segundo turno da eleição, a TV Globo editou as cenas do debate a favor de Collor. Três anos depois, a mesma mídia que ajudou a elegê-lo teve papel decisivo para derrubá-lo.

Tais campanhas políticas foram de grande importância, seja na mudança de governos, e, portanto, na mudança das políticas governamentais, seja até na instalação da ditadura militar. Em 2005 e 2006 ficou evidente o enorme esforço desta grande mídia para impedir a reeleição do presidente Lula, e, em conseqüência, para mudar a política econômica e voltar às políticas neoliberais que elas apoiavam e que tinham sido derrotadas pelo voto popular.

Como se vê, há na vida nacional uma espécie oculta de organizações partidárias sob o manto de denominações de TVs, rádios, jornais, revistas, que são comandados por poderosos grupos privados, que detém a propriedade cruzada de diversos meios de comunicação de massa, exercendo uma enorme influência midiática em todas as regiões do país.

A denúncia passou a ser sua arma política poderosa, que incide sobre o maior capital eleitoral dos políticos ou dos partidos, que é a sua reputação. A grande mídia destrói liminarmente este capital. Ela parte da presunção de culpa, ao contrário do princípio constitucional de presunção da inocência. A si ela atribui o mandato de executar o juízo moral sumário. A mídia privada brasileira encontrou este caminho de uma forma não propriamente original. Ela bebeu nas fontes do jornalismo inglês e norte-americano a missão autoconcedida de corregedores gerais da pátria, de guardiães da moralidade dos governos. E, a partir daí evoluiu para se transformar em partidos reais não assumidos.

As grandes empresas de mídia protegem os políticos que se afinam com seu pensamento sobre a economia e a sociedade, e atacam duramente os que divergem delas. Qualquer observatório da mídia há de encontrar inúmeros episódios da recente história brasileira que provam isso. Este é o lado partidário da mídia. Mas, por se tratarem de empresas diferentes a disputar um mercado, o denuncismo também é fruto da concorrência entre elas por um público sensível a este estilo, especialmente nas classes médias.

Nem sempre os projetos políticos futuros destes partidos ocultos são traçados com antecedência e clareza. Mas, o desdobrar dos acontecimentos tende a levar a uma conjunção de fatores que favorecem a adoção de uma estratégia política. Vimos isso na trajetória que resultou na derrubada de Vargas em 1954, de João Goulart em 1964, de Collor em 1992, e na tentativa de derrubar Lula em 2005.

O mais recente plano destas empresas privadas na política é a derrubada sistemática de ministros. Quando conseguem a cabeça de um, entra outro na pauta, e abre-se nova campanha. Não perdem tempo em aprofundar os fatos que fizeram cair os ministros anteriores. O que importa é a sequência de quedas e seu resultado político (e, de lucro, o prestígio do órgão da mídia pai da denúncia no mercado da informação). Agora o alvo é o ministro dos Esportes, Orlando Silva.

Ao querer a queda do ministro, vários resultados são buscados: um deles, sempre almejado, é o sistemático desgaste do governo, que não é o governo que as grandes empresas de mídia querem, apesar de a maioria do povo brasileiro querer; outro resultado pretendido no caso é jogar lenha nas críticas sobre os atrasos para as obras da Copa do Mundo (quem olha em retrospectiva a ação dessas empresas de mídia neste tema há de notar que na verdade elas não querem o sucesso do governo nas obras da Copa); pode haver outro resultado desejado, talvez favorecer a FIFA na disputa com o governo brasileiro, para depois criticar o governo por ceder à FIFA.

Juntando o histórico, os fatos recentes, e os atuais, vê-se que há um fio condutor de política pensada na aparente individualidade de cada fato. Há uma associação com propósito específico de concorrentes no mercado da informação, o que se poderia chamar uma cooperação antagônica. Sem dúvida, as grandes empresas privadas de mídia, além de mirar pontos no mercado, miram mais adiante o centro do governo. E, talvez, mais profundamente, mirem a deterioração da confiança coletiva na política praticada pelos políticos e pelos partidos formalmente registrados (rivais alguns, aliados outros, dos partidos ocultos da mídia privada). Se for isso, há uma tentativa de preparar a consciência popular para governos fora das regras atuais, de qual tipo não se sabe hoje, pois só a aproximação das condições propícias poderá a eles mesmos esclarecer. Tal meta pareceria impossível, mas não é, porque já se viu ocorrer no passado. Várias destas empresas da comunicação, não faz muito tempo, contribuíram para o golpe militar, associaram-se à ditadura, abandonaram-na no momento em que esta não mais lhes serviu.

Quando o PT no seu recente 4º Congresso reafirmou a necessidade do debate sobre a democratização da comunicação no Brasil, de imediato a grande mídia procurou demonizar este debate. As poucas empresas que controlam a comunicação de massa, que não querem a democratização desta área essencial à sociedade moderna, atacaram a proposta do PT de abrir o debate no Congresso Nacional sobre um marco regulador da comunicação social que amplie as possibilidades de livre expressão do pensamento e amplie o acesso da população a todos os meios. O PT reafirmou que para si, como para nossa presidenta Dilma, é questão de princípio repudiar qualquer tentativa de censura à liberdade de imprensa. Por isso, só um projeto claro em debate público no Congresso Nacional é que vai esfumaçar os fantasmas que se criam para refrear qualquer tentativa de avanço da democracia na área da comunicação de massa. Os fatos recentes da campanha para a derrubada de ministros e a forma como notícias seletivas são alardeadas e notícias outras são sufocadas, reafirma a atualidade deste debate no Congresso Nacional e na sociedade.

Autor: Elói Pietá (é secretário Geral Nacional do PT)