quinta-feira, 8 de novembro de 2012
segunda-feira, 5 de novembro de 2012
Prefeito eleito de Taguatinga pode não assumir
Foi suspenso na última
quarta-feira, 31, após pedido de vista, o julgamento do processo que pode
tornar o prefeito eleito de Taguatinga inelegível por oito anos.
Teve início no último dia
31, o julgamento do processo em que o prefeito eleito de Taguatinga, Eronides
Teixeira Queiroz (PSDB), é acusado de captação e gastos ilícitos de recursos
para fins eleitorais.
Após dois votos favoráveis à cassação do diploma de suplente de deputado de Queiroz, o juiz João Olinto pediu vista e deve devolver o processo para julgamento na próxima sessão, marcada para esta terça-feira, 6. O processo é referente às eleições de 2010, quando Queiroz foi candidato a deputado estadual e ficou como suplente.
Votaram favoráveis à cassação do diploma de Queiroz, os juízes Waldemar Cláudio de Carvalho, relator do processo, e Mauro Ribas.
Entenda
O município de Taguatinga, localizado na região Sudeste do Estado, pode sofrer alteração no resultado das eleições ao cargo de prefeito. Isso porque tramita no Tribunal Regional do Tocantins (TRE-TO), processo em que Queiroz é acusado de capitação e gastos ilícitos de recursos para fins eleitorais, apoio político. No processo o Ministério Público Eleitoral (MPE) aponta que recursos teriam sido arrecadados antes de abertura da conta bancária para a campanha eleitoral de 2010, quando Queiroz foi candidato a deputado Estadual.
Na mesma ação, o (MPE) pede a cassação do diploma de suplente de deputado de Queiroz. Caso a Justiça defira o pedido, o prefeito pode ficar inelegível por até oito anos a contar da data das eleições em que ele concorreu ao cargo. Assim , caso a Justiça acate as alegações do MPE, o registro da candidatura de Queiroz para as eleições deste ano fica inválido e desta forma, poderá assumir o 2º colocado nas eleições, o atual prefeito Ailton Crente (Democratas).
Defesa responde
O advogado de defesa do
prefeito eleito, Juvenal Klayber, informou na semana passada, que não houve
irregularidades na prestação de contas de Queiroz. De acordo com o advogado, “o
valor de gastos do partido na época para as eleições de deputado era de R$ 600
mil e Queiroz gastou apenas R$ 53 mil”. De acordo com o advogado, “os gastos de
campanha do prefeito foram apresentados à Justiça por meio de recibos e os
valores pagos somente depois da abertura da conta”.
Segundo Klayber, no seu ponto de vista, caso o prefeito eleito seja condenado o mesmo não fica inelegível, pois o registro de candidatura dele já foi deferido pela Justiça. (Fonte: Portal t1noticias)
Candidatos que disputaram o primeiro turno têm de prestar contas finais até esta terça-feira
Os candidatos que encerraram
a sua participação nas Eleições 2012 no primeiro turno têm até esta
terça-feira, 6, para apresentar à Justiça Eleitoral suas prestações de contas
finais de campanha. O mesmo prazo vale para comitês financeiros e partidos. O
primeiro turno das eleições municipais ocorreu no dia 7 de outubro. As
informações são do Tribunal Superior Eleitoral.
Caso o candidato não apresente as contas eleitorais não poderá obter a certidão de quitação eleitoral e, em consequência, ficará impedido de obter o registro de candidatura para a próxima eleição por não estar quite com a Justiça Eleitoral.
Caso o candidato não apresente as contas eleitorais não poderá obter a certidão de quitação eleitoral e, em consequência, ficará impedido de obter o registro de candidatura para a próxima eleição por não estar quite com a Justiça Eleitoral.
De acordo com o TSE, já os 100 candidatos que concorreram ao segundo turno das eleições para prefeito, no dia 28 de outubro, têm até o dia 27 de novembro para entregar as prestações de contas finais.
Primeiro turno
Pela primeira vez, o sistema de prestação de contas possibilita a entrega do arquivo eletrônico da prestação de contas final de candidatos, partidos e comitês financeiros pela internet.
O envio das prestações de
contas finais pela internet não isenta candidatos, partidos e comitês da
obrigatoriedade de entrega dessas prestações, com todos os seus demonstrativos
e peças na forma impressa, à Justiça Eleitoral. Todas as informações são do
TSE.
Romney amplia maratona eleitoral; Obama tem ligeira vantagem em pesquisa
O democrata Barack Obama e o republicano Mitt Romney se empenharam nesta segunda-feira em uma verdadeira maratona de campanha pela vaga na Casa Branca, enquanto uma nova pesquisa reforçou o quadro de empate técnico, mas com uma ligeira vantagem para o candidato à reeleição.
O comitê de campanha do
republicano confirmou hoje que o candidato vai estender sua maratona eleitoral
para o dia das eleições, passando por dois Estados (Ohio e Pensilvânia),
enquanto a campanha do democrata previa encerrar hoje a agenda de eventos.
E no mais recente
levantamento eleitoral, o presidente estava dois pontos percentuais a frente do
rival na preferência do eleitor, conforme pesquisa Reuters/Ipsos divulgada
hoje, véspera das eleições.
Entre os 4.725 eleitores
ouvidos em nível nacional, 48% declararam seu voto para o democrata, enquanto
46% apoiaram o adversário republicano. A pesquisa tem margem de erro de 3,4
pontos percentuais.
O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, está no fim de seu primeiro mandato e enfrenta uma forte concorrência para a reeleição, com o ex-governador de Massachusetts e candidato republicano Mitt Romney. Os americanos vão às urnas em 6 de novembro.
FORMAÇÃO
Primeiro editor negro da revista "Harvard Law Review", Obama cursou a Escola de Direito de Harvard depois de frequentar a Universidade Columbia, na graduação. Obama nasceu no Havaí, filho de pai queniano e de mãe branca do Kansas.
FAMÍLIA
A mulher de Obama, Michelle, também frequentou a Escola de Direito de Harvard. Eles têm duas filhas, Sasha e Malia.
DIREITO
Depois de se formar em Harvard, Obama se mudou para Chicago e ocupou cargos como organizador comunitário e instrutor de direito constitucional na Universidade de Chicago. Era um senador estadual de Illinois antes de conquistar sua cadeira no Senado dos Estados Unidos. Também escreveu dois livros, "Sonhos de Meu Pai" e "A Audácia da Esperança".
POLÍTICA
Em 2009, Obama tornou-se o primeiro presidente negro do país ao assumir o cargo. O ex-senador democrata por Illinois venceu a então senadora por Nova York Hillary Clinton nas primárias do partido antes de derrotar o senador pelo Arizona John McCain na eleição nacional. Hillary é agora a secretária de Estado de Obama.
NOBEL
Ganhador do Prêmio Nobel da Paz de 2009, Obama supervisionou o fim da guerra do Iraque e tem trabalhado para retirar as tropas da Otan (aliança militar ocidental) do Afeganistão até janeiro de 2014. Obama também aprovou a missão, em 2011, que matou o fundador da Al Qaeda, Osama bin Laden.
OPOSIÇÃO
Obama teve sérios obstáculos para aprovar alguns de seus projetos de lei desde que os republicanos assumiram o controle da Câmara dos Deputados em uma mudança de liderança em 2010 alimentada pelo surgimento do movimento conservador Tea Party.
MANDATO
Entre as realizações legislativas mais importantes de Obama estão um estímulo econômico de US$ 862 bilhões, a implementação da regulação de Wall Street e uma controversa reforma do sistema de saúde agora conhecido como "Obamacare". Uma decisão em 2012 da Suprema Corte declarou a lei da saúde constitucional, para o desgosto dos
republicanos, que se opuseram à legislação.
PROMESSAS
Durante seus primeiros dias no cargo, Obama assinou uma ordem executiva pedindo o fechamento do centro de detenção na Baía de Guantánamo, em Cuba, o que ainda não conseguiu fazer. Ele também não sancionou a legislação sobre mudança climática global, como havia prometido durante sua campanha para a Presidência.
Artigo: O PT cresce e consolida seu projeto nacional - Por Rui Falcão
"Essa vitória ocorreu
em meio a uma campanha terrível, muitas vezes de caráter fundamentalista,
preconceituosa e injusta contra o PT e a imagem de Lula"
O veredito das urnas nas
eleições municipais encheu de orgulho a todos os simpatizantes, militantes e
dirigentes do Partido dos Trabalhadores. Nosso desafio agora é continuar a
corresponder à confiança depositada no primeiro turno pelos 17,2 milhões de
eleitores, número recorde em nossa história. Governaremos 635 municípios, com
27,6 milhões de eleitores, abrangendo 20% do eleitorado nacional.
Se considerarmos os vices,
aliados a outros partidos, estaremos representados nos executivos de mais de
mil cidades. Mantivemos a força nos grandes centros e aumentamos a
capilaridade, com mais prefeitos nos pequenos e médios municípios.
Também ampliamos em 25% o
nosso número de vereadores, saltando de 4.164 em 2008 para 5.191 em 2012. Foi a
maior votação de legenda do país, com quase 1,5 milhão de votos no 13. Nossa
base aliada também cresceu. Na realidade, nós e os partidos que apoiam o
projeto dos governos Lula e Dilma vencemos em quase 80% dos municípios do país.
Em muitas cidades, vencemos
com nomes e ideias novas. Renovamos. Criamos novas lideranças que certamente
irão fazer história. Estarão ao lado de outros petistas, como Lula e Dilma, que
já têm os nomes gravados entre os maiores transformadores da história do país.
Pela manifestação dos
eleitores, avaliamos, com segurança, que está ocorrendo no Brasil uma
consolidação do nosso projeto nacional, iniciado com o governo Lula em 2003 e
com avanços do governo Dilma nos últimos dois anos. A aprovação do nosso
projeto que se refletiu nas urnas de 2012. Isso faz crescer ainda mais nossa
responsabilidade.
Essa vitória ocorreu em meio
a uma campanha terrível, muitas vezes de caráter fundamentalista,
preconceituosa e injusta contra o PT e a imagem de Lula. Tentaram criminalizar
nosso partido ao longo de todo o julgamento da ação penal 470.
A força de um partido que
vem transformando o Brasil, mesmo diante da crise mundial e de toda a campanha
contrária, será mostrada pela nossa serenidade e principalmente pelo
compromisso que temos com a democracia. Nos últimos dias, ressurgiram os
rumores de que PT pretende retaliar os ataques infundados que sofreu propondo
censura à mídia. Nada mais mentiroso.
Não. O PT apenas quer
debater na sociedade e no Congresso a necessária regulação da mídia, com o fito
de alargar a liberdade de expressão e fortalecer a democracia.
Igualmente importante é a
campanha pela reforma política -priorizando o financiamento público das
campanhas-, na mesma linha do relatório elaborado pelo deputado Henrique
Fontana (PT-RS), que está na Câmara esperando votação.
O PT continuará defendendo a
ética e a democracia, a despeito daqueles que discordam desses valores. Não
seremos vingativos com a oposição, mesmo quando chegar o seu tempo de ser
julgada por seus “mensalões”. Agiremos, sim, com o coração e a cabeça, cada dia
mais empenhados em responder à confiança popular, promovendo inclusão social,
distribuição de renda e o desenvolvimento sustentável do Brasil.
Nosso partido fará agora uma
profunda avaliação sobre as injustiças de que tem sido alvo, em reunião do
nosso diretório nacional ainda neste ano. Mas já entrará em 2013 empenhado numa
reflexão, junto à sociedade, acerca da conformação das reformas estruturais que
o Brasil necessita e das nossas gestões.
Nosso empenho será de
corresponder à confiança desse recorde de eleitores e pela consolidação do
nosso projeto nacional. As próximas eleições hão de ser consequência.
Rui
Falcão é presidente nacional do PT e deputado estadual em São Paulo
(Artigo
publicado originalmente no jornal Folha de S. Paulo, edição do dia 02/11/2012)
sexta-feira, 2 de novembro de 2012
Deputado ex-líder de governo na AL acusa Siqueira de retaliação política
Durante a sessão da manhã
desta quinta-feira, 1º de novembro, um ofício encaminhado à Assembleia
Legislativa na tarde de ontem inflamou os ânimos da base aliada de Siqueira
Campos na Casa de Leis. O ofício foi em resposta à solicitação do deputado
Freire Júnior (PSDB) para que constasse nos anais da AL um editorial de autoria
da jornalista Roberta Tum, publicado no dia 23 de outubro, no qual foi
analisada uma entrevista do governador.
Em tom bastante contrariado,
o parlamentar, que já foi líder de governo na Assembleia, comentou que, depois
de seu pedido, duas pessoas ligadas a ele foram demitidas de cargos de
confiança, pelo governador. “O governo, de imediato demitiu a diretora regional
de Guaraí, dona Vânia. Não satisfeito, demitiu o chefe do escritório do
Naturatins na minha cidade, em Arraias, que é meu primo”, disse.
Ainda questionando as ações
de Siqueira, o deputado acusou a atual gestão estadual de falta de incoerência,
principalmente com relação aos aliados. “Entendo que o governo está emocionalmente
desequilibrado. Um assunto eminentemente político, é conduzindo como assunto de
governo. Quando um parlamentar não puder ter voz nesta Casa para dizer se está
ou não de acordo com o editorial de uma jornalista, onde iremos chegar?”,
questionou.
Durante seu desabafo, Freire
Júnior lembrou que durante a campanha eleitoral de 2010 foi aliado a Siqueira
Campos em sua corrida pela quarta gestão no Palácio Araguaia. “Um parlamentar
que trabalhou na campanha, que ajudou a eleger este governo e que mantém sua postura
nesta Casa. Este é um governo que está pecando em falta de companheirismo com
seus companheiros”, completou.
Para o deputado, o momento é
de análise da situação e de estudos no governo para que as ações sejam
coordenadas no sentido de melhorias para o Estado. “Falta de lógica do governo
na ação política que está dando a este mandato. Era hora de avaliar e chamar os
companheiros para definir ações, onde estão errando, onde estão acertando”,
ponderou.
Líder de governo e debate
Em resposta à fala de Freire
Júnior, o líder de governo na Casa, deputado Osires Damaso (DEM), defendeu o
ofício encaminhado pelo governador. “O governador não poderia se omitir de dar
uma resposta ao jornal. A imprensa não tem o direito, nem a capacidade e nem a
competência de calar um cidadão. Se tem alguma coincidência da demissão de
algum servidor público de indicação do deputado Freire Júnior, é meramente
coincidência. O governador tinha todo o direito e até a obrigação de dar uma
resposta a esta Casa”, justificou.
Além disso, o deputado,
depois de ouvir um breve relato da deputada Amália Santana (PT), irmã do
prefeito de Colinas do Tocantins, José Santana Neto (PT), comentou sobre a
demissão da diretora de uma escola no município de Colinas. “E a informação que
a deputada (Amália) me passou foi por que ela apoiou o prefeito José Santana e
não a candidata do PSD na cidade”.
Ao ouvir o posicionamento do
líder de governo, Freire retrucou, ainda em tom de desabafo contra o governo.
“A forma correta, se o governo queria contestar a nota na imprensa, era se
manifestar através da imprensa. Ele não quis contestar nota coisa nenhuma, ele
quis marcar território. O líder de governo está trocando alhos por bogalhos.
Demitiram a delegada de ensino em Colinas por que não apoiou a candidata do
governo. Isso é retaliação. O governo se isolou, se encastelou. O governo não
aceita crítica. Pergunta se o deputado Damaso foi ouvido na decisão do governo
de alguma coisa. Nada. Nós recebemos aqui fatos consumados. E ai de quem
levantar a voz para contestar alguma coisa aqui”, completou.
Fonte:
www.conexaoto.com.br
Luz Amarela para o PSDB, por Marcos Coimbra
O terceiro turno da eleição
municipal começou antes mesmo de o segundo terminar. Enquanto os eleitores
ainda votavam, a disputa pelo troféu do “grande vencedor” já estava em curso.
Políticos, lideranças
partidárias, observadores e comentaristas entraram em campo desde a manhã de
domingo, apresentando sua interpretação do “sentido da eleição” e decretando
quais eram, a seu ver, os ganhadores e os perdedores.
Em política, como em várias
coisas na vida, às vezes importa mais a versão que o fato. Adequadamente
embalada, a narrativa sobre o ocorrido pode até prevalecer sobre o que
efetivamente se passou.
É possível ganhar e ser
derrotado, assim como perder e posar como vencedor. Depende, no fundo, de quão
alto se bate o bumbo na propagação da versão que sobrepuja as outras.
Não que seja decisivo esse
terceiro turno. No final da eleição municipal de 2008, por exemplo, a mídia se
encheu de análises que afirmavam que o PMDB havia se tornado a “noiva cobiçada”
na disputa presidencial seguinte.
Falso. O partido já era,
desde a eleição legislativa de 2006, desejado como parceiro por petistas e
tucanos, fundamentalmente por ter eleito a maior bancada na Câmara e ter vasto
tempo de televisão. Não era por ter muitos prefeitos em cidades pequenas e
algumas capitais que queriam se casar com ele.
Todos sabem que isso conta
pouco na hora de ganhar a eleição para o Planalto. Pela simples razão que a
maioria dos eleitores não acha relevante ouvir o prefeito quando escolhe o
candidato a presidente.
Para as oposições e os
setores da sociedade - e da imprensa - mais hostis ao que chamam lulopetismo, o
terceiro turno da eleição recém concluída está sendo complicado.
De um lado, precisam reduzir
o significado do desempenho objetivo de Lula e do PT, especialmente em função
do resultado em São Paulo. De outro, têm que produzir “vencedores”, nem que
seja às custas de alguma prestidigitação.
O fato é as eleições foram
ruins para as oposições. Em especial, para o PSDB.
De 2004 para cá, o total de
prefeitos que elegeu, junto com o DEM e o PPS, caiu quase à metade. O número de
vereadores diminuiu - apesar do aumento de vagas. Suas bases municipais, tão
necessárias para a eleição legislativa, estão se esgarçando ano após ano.
O PSBD não fez, em 2012, o
prefeito de nenhuma das 7 capitais das regiões Sul e Sudeste – sequer
apresentou candidato em 3 e foi derrotado em 4. No segundo turno, ganhou apenas
5 prefeituras nas 34 cidades dessas regiões que o realizaram.
Saiu-se bem na região Norte
e em algumas capitais menores do Nordeste.
Em São Paulo, foi derrotado
na capital e viu o PT vencer em 7 das 10 maiores cidades do estado.
Na tentativa de
desqualificar a vitória de Fernando Haddad, começou a circular, desde a semana
passada, a tese de que é de Serra a responsabilidade exclusiva pela debacle.
Que, em outras palavras, o único derrotado foi ele.
Dizer, no entanto, que “A
culpa é do Serra!” – como até Kassab se apressa em declarar – expressa apenas
parte da verdade.
O que foi julgado e
reprovado o ultrapassa: um discurso, uma proposta de governo, uma “turma”. O
eleitorado da cidade rejeitou mais que um indivíduo.
Os problemas do PSDB
preocupam a democracia. Quando a oposição legítima se enfraquece, abre-se o
caminho para toda sorte de fantasia extra-política. É nesse vazio que viceja o
golpismo.
Quem perde a esperança de
vencer na urna faz de tudo para levar o jogo para o tapetão.
Marcos
Coimbra é sociólogo e presidente do Instituto Vox Populi
quinta-feira, 1 de novembro de 2012
Executiva decide convidar membro da Nacional para acompanhar processo do Raul, desautoriza manifestação de apoio às candidaturas de outras siglas e define agenda
A reunião da Executiva
Estadual do Partido dos Trabalhadores do Tocantins contou com a presença de
cerca de 40 pessoas, entre membros da Executiva e dirigentes de várias cidades
do estado e da Capital. A reunião aconteceu na noite desta quinta-feira, 25, na
sede do Diretório Estadual do PT, em Palmas, e foi cooordenada pelo presidente
estadual do PT, Donizeti Nogueira.
Desta reunião, resultaram
três Resoluções: uma sobre balanço do processo eleitoral de 2012; outra que
desautoriza manifestação de apoio das filiadas e filiados às candidaturas de
outras siglas e que reafirma a posição do partido em defesa da candidatura
própria ao governo do estado em 2014; e a última que fala sobre a representação
apresentada à Executiva contra o prefeito de Palmas, Raul Filho.
Sobre a representação que
pede a expulsão do prefeito Raul Filho, a Executiva Estadual decidiu remeter a
representação para outra reunião , sem data prevista ainda, acompanhada por um
membro da Executiva Nacional do Partido. "A Executiva decidiu ainda
delegar ao presidente estadual a tarefa de fechar essa agenda com um integrante
da Executiva Nacional do Partido. O primeiro contato deve ser feito no início
da próxima semana", afirmou.
Antes da definição sobre a
representação contra o prefeito, os membros participaram de uma reunião
estendida com alguns dirigentes do Partido de vários municípios do estado, como
o prefeito de Colinas, José Santana, o ex-prefeito de Porto Nacional, Paulo
Mourão, o prefeito eleito de Esperantina, professor Bina, o vereador Bismarque
e vereador eleito de Palmas, Waldson Salazar, entre outros, para fazer um
balanço prévio das eleições, análise de conjuntura e para definir uma agenda
para o partido para os próximos dois meses.
Um ponto de consenso entre
os membros da Executiva é o projeto político de 2014. Os membros e os demais
dirigentes defenderam que o Partido tenha candidatura própria para governo do
Estado do Tocantins. O ponto foi conteúdo da resolução aprovada durante a
reunião, que também desautoriza "toda e qualquer manifestação de apoio por
parte de seus filiados e filiadas às candidaturas de outros partidos em
reuniões e nos meios de comunicação".
Quanto às eleições, a
Executiva estabeleceu um prazo até dezembro deste ano, para que os diretórios
municipais realizem plenárias de avaliações das eleições de 2012. A executiva
também decidiu convocar uma reunião ampliada do Diretório Estadual com os
prefeitos e vice prefeitos atuais e o eleitos, deputados estaduais, vereadores
atuais e os eleitos, coordenadores de macros, membros dos conselhos Fiscal e de
Ética, e, presidentes municipais, para o mês de dezembro.
Participantes
Participaram da reunião 11
dos 13 membros da Executiva Estadual, além do presidente estadual, Donizeti
Nogueira, a reunião contou com a presença do líder da bancada do PT na
Assembleia, deputado Zé Roberto, do vice-presidente Herlan Torres e dos
secretários de Assuntos Institucionais, José Geraldo, Organização, Leontino
Pereira, Sindical, Duda Manzano, Comunicação, Marcia Barbosa, Finanças, Elivane
Silva, Movimentos Populares, Edilson Santos, além de Gilda Santos, Letícia e
Paulo Mota. A secretária estadual de Mulheres, deputada Amália Santana, e os
secretários de Juventude e de Combate ao Racismo, Domingos Santos e Elis Raik,
respectivamente, também participaram da reunião como ouvintes.
Leia na íntegra as
resoluções aprovadas na reunião da executiva do dia 25 de outubro.
Resoluções aprovadas pela
Executiva Estadual do Partido dos Trabalhadores do Tocantins, durante reunião,
realizada no dia 25 de outubro de 2012, na sede do Diretório Estadual do PT, em
Palmas
RESOLUÇÃO 01
A Executiva Estadual do
Partido dos Trabalhadores do Tocantins reunida neste dia 25 de outubro de 2012,
após um breve balanço do processo eleitoral municipal, definiu por Unanimidade
de seus membros, declarar aberto o processo interno de avaliação das eleições
municipais de 2012. Neste sentido resolve:
• Orientar às direções
municipais que realizem plenárias de avaliações das eleições com os filiados,
durante o mês de novembro até dia 6 de dezembro;
• Promover um encontro de
prefeitos eleitos e atuais nos dias 10 e 11 de novembro de 2012;
• Promover um encontro de
vereadores eleitos e atuais, nos dias 07 e 08 de dezembro;
• Realizar uma reunião
ampliada do Diretório Estadual, com os prefeitos e com os vice prefeitos atuais
e eleitos, com os deputados estaduais, com os vereadores atuais e os eleitos,
coordenadores de macrorregionais, membros dos conselhos Fiscal e de Ética, e,
presidentes municipais, nos dias 09 e 10 de dezembro
Donizeti Nogueira
Presidente Estadual do PT
RESOLUÇÃO 02
A Executiva Estadual do
Partido dos Trabalhadores do Tocantins reunida neste dia 25 de outubro de 2012,
após um breve balanço do processo eleitoral e análise da conjuntura política do
nosso estado e considerando que:
Embora o processo eleitoral
de 2014 ainda esteja distante, este processo deve estar permanentemente na
pauta;
O PT tem um debate acumulado
sobre um projeto de desenvolvimento sustentável e modelo de gestão para o nosso
Estado Tocantins;
Este projeto é o instrumento
de mobilização do partido para promoção da disputas de suas idéias no seio da
sociedade tocantinense;
Já estão havendo reiteradas
manifestações de apoios a candidaturas de outras siglas; resolve:
• Desautorizar toda e
qualquer manifestação de apoio por parte de seus filiados e filiadas às
candidaturas de outros partidos em reuniões e nos meios de comunicação;
• Que o debate sobre o
assunto deve ser feita no seio do Partido, sendo assim a discussão sobre estes
temas seja priorizada na reunião do Diretório Estadual a ser realizada nos dias
a 09 e 10 de dezembro;
• Que a posição do partido é
de articulação e defesa da candidatura própria ao governo do estado em 2014;
Por fim, ressalta que
respeitamos os desejos e aspirações das outras agremiações partidárias de
defenderem suas candidaturas ao governo do estado.
Donizeti Nogueira
Presidente Estadual do PT
RESOLUÇÃO 03
A Executiva Estadual do
Partido dos Trabalhadores do Tocantins reunida, neste dia 25 de outubro de
2012, após discutir uma questão de ordem apresentada pelo presidente estadual
do PT, Donizeti Nogueira resolve:
• Não discutir nesta reunião
a representação apresentada à Executiva Estadual contra o Filiado e prefeito de
Palmas, Raul Filho;
• Remeter a análise da
representação para outra reunião da Executiva Estadual, que será acompanhada
por um membro da Executiva Nacional do Partido;
• Delegar ao Presidente
Estadual do PT a tarefa de acertar a data da reunião que discutirá a
representação, com presença de um integrante da Executiva Nacional
Donizeti Nogueira
Presidente Estadual do PT
Reges apresenta equipe de transição em encontro com o prefeito Salomão
Na tarde desta quarta-feira,
31, o prefeito eleito Reges Melo encontrou-se hoje, 31, com o prefeito José
Salomão e apresentou a sua equipe de transição. O encontro aconteceu no
gabinete da Prefeitura e contou com a presença do vereador Ferdnando e Osvaldo
Baratins.
Por Carlos Henrique Furtado - Site Sudeste Hoje
Durante a reunião Salomão
destacou ser a primeira vez que Dianópolis tem uma transição formal.
"Quando tomei posse em 2005 foi feita uma transição informal. Deodato
disponibilizou uma equipe pra facilitar às informações". E reforçou que a
transição é para "não haver descontinuidade na administração". E
pontuou que "o interesse público está acima dessas questões partidárias".
O prefeito eleito Reges Melo
acredita que "em 60 dias devemos estar com tudo concluído". Reges
ainda destacou que "Dianópolis hoje vai ter só avanço. Primeiro teve com
Salomão, que foi um grande prefeito, com um trabalho muito transparente".
Questionado sobre sua
expectativa de como receberá a prefeitura dianopolina, Reges elogiou o trabalho
do prefeito José Salomão. "Eu vou receber uma prefeitura bem organizada.
Eu acho que hoje é uma das melhores do Sudeste, e do Estado".
E avisou: "Acabando o
trabalho da Comissão de Transição vamos preparar para a posse e começar o nosso
trabalho".
Dez pessoas fazem parte da
Comissão de Transição do prefeito eleito Reges Melo, são elas:
Albino Rodrigues Pereira
(Presidente)
Hudson Rodrigues Pereira
Juliana Bezerra de Melo
Pereira (OAB-2674-TO)
Xenofonte Pereira Junior de
Melo
Antonio Marques Ferreira
Filho (CREA- 131.305-RJ)
Ideval Watanabe
Adelmides José da Mata
Geraldo Ivan de Oliveira da
Cruz
Salvador Cerqueira dos
Santos
Gabriel Nunes Rodrigues
Costa (OAB_ 5373-TO)
No ofício de nomeação da
equipe está especificado os assuntos que serão discutidos: Receber todas as
informações da situação Orçamentária, Financeira, Patrimonial e Administrativa.
inclusive das Empresas Públicas e suas Autarquias.
Instrumento de Planejamento
Público: Plano Plurianual, Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) para o
exercício seguinte. Lei de Orçamentária Anual (LOA);
Disponibilidade de recursos
financeiros em relação a todas as obrigações do município, inclusive dívidas
vencidas e a vencer;
Demonstrativo de dívidas a
pagar distinguindo-se liquidados/processados e não processadas;
Demonstrativo de dívidas
fundadas interna, decorrentes de operações de crédito por antecipação de
receitas;
Relação de documentos
financeiros: contratos de execução de obras, consórcios, parcelamentos,
convênios, compras diretas, processos de dispensa de licitação...
Relação de bens móveis
indicando seu estado de conservação;
Situação dos servidores
municipais. Prestação de Contas do FUNPREV. demonstrativo de superávit ou
dívidas junto ao INSS- Instituto de Seguridade Social. Quadro de funcionários
distinguido-se contratados e efetivos, relação de cargos de comissão, chefia,
direção e seus respectivos valores;
Relação de precatórios.
A equipe de transição
começará a trabalhar na segunda-feira, 05 de novembro.
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