sexta-feira, 21 de novembro de 2014

PSDB, DEM e PSB receberam R$ 160 mi de empreiteiras da Lava Jato


Valor não inclui doações efetuadas para o segundo turno, cujo prazo de prestação de contas ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) se encerra na próxima semana

O “clube” formado pelas empreiteiras acusadas de integrar o esquema de corrupção denunciado à Justiça pelo ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto Costa, no âmbito da operação Lava Jato da Polícia Federal, repassou R$ 160,7 milhões aos principais partidos de oposição ao governo federal no Congresso Nacional. Do total, R$ 129,34 milhões foram destinados ao PSDB, R$ 15,85 milhões ao DEM e R$ 15,57 milhões, ao PSB.

O “clube”, como os próprios membros se autodenominam nos grampos autorizados pela Justiça  é formado por dez empresas investigadas por  formação de cartel destinado a controlar as obras da estatal em projetos de expansão e construção de polos petroquímicos, refinarias e extração de petróleo.

Além das construtoras Andrade Gutierrez, Queiroz Galvão, Iesa, Engevix e Toyo Setal, o grupo reconhecia dentro do próprio esquema uma hierarquização que classificava como “VIP” as suas comparsas Camargo Correa, UTC, OAS, Odebrecht e Andrade Gutierrez, consideradas as maiores do país.

As doações contribuíram para eleger candidatos tucanos como os governadores Geraldo Alckmin (SP) e Beto Richa (PR) e os senadores  José Serra (SP), Álvaro Dias (PR), Antônio Anastasia (MG).

Também financiou candidaturas tucanas derrotadas à Presidência e governos estaduais, como as do senador mineiro Aécio Neves e Pimenta da Veiga, que concorreu e perdeu o governo de Minas para o petista Fernando Pimentel.

Os recursos financiaram, ainda, a candidatura da ex-senadora Marina Silva (PSB), sucessora dos recursos destinados ao falecido ex-governador pernambucano Eduardo Campos, candidato socialista morto em 13 de agosto na queda do avião Cessna Citation em Santos (SP), em que viajava para compromissos eleitorais no Guarujá.

Valor parcial – Para obter os dados relativos ao repasse de financiamento eleitoral, a Agência PT de Notícias fez  minucioso levantamento no sistema compulsório de prestação de contas de partidos e candidatos, disponível na página do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) na internet. Os dados ainda não são definitivos e podem ser ainda maiores. As doações aos candidatos que foram ao segundo turno, como Aécio Neves, são apenas parciais. Referem-se aos valores efetivamente repassados antes de 5 de outubro, data do primeiro turno de votação.

O valor de R$ 160,7 milhões diz respeito apenas às doações aos partidos, que são apresentadas destacadamente dos valores repassados individualmente a cada candidato. Desse subtotal ainda não constam as doações do segundo turno das eleições realizadas em 26 de outubro, cujo prazo para prestação de contas à Justiça Eleitoral encerra-se na próxima terça-feira, dia 25, exatos 30 dias após o término do pleito.

Apesar disso, os dados mostram que as construtoras Odebrecht e OAS doaram R$ 2 milhões cada uma ao candidato tucano apenas na primeira etapa da eleição. Individualmente, Aécio Neves recebeu doações totais de quase R$ 40,7 milhões até o dia 2 de setembro, última prestação relatada pelo TSE na web.

O maior arrecadador do grupo oposicionista é o PSDB. Ao diretório nacional foram destinados pouco mais de R$ 165 milhões e, ao comitê presidencial, R$ 140,6 milhões. O partido foi a quem o ”clube” destinou maior volume de dinheiro para campanha: pouco mais de R$ 78 milhões, ou cerca de 55% dos recursos de financiamento ao candidato à Presidência.

O DEM aparece em segundo lugar, com pouco mais de R$ 53 milhões de arrecadação total, sendo que R$ 15,8 milhões saíram do “clube”. Como não tinha candidato próprio ao Planalto, não há registro de doações ao comitê presidencial do partido.

Já PSB recebeu quase R$ 36 milhões em doações até o primeiro turno, segundo o TSE. Cerca de 40% do total, ou seja, R$ 15,57 milhões, tiveram origem no “clube”, sendo R$ 10,6 milhões registrados em nome do diretório nacional e os demais R$ 4,95 milhões no comitê presidencial.


Por Márcio de Morais, da Agência PT de Notícias

quinta-feira, 13 de novembro de 2014

ARTIGO: E O SUDESTE DO TOCANTINS?


É fato. Ponto. Será destino? Continuamos sendo “o corredor da miséria” em representação política.

Antes era a miséria mesmo. O abandono político, geográfico, econômico, social.

É certo que, quando Goiás e éramos Norte, tivemos figuras ilustres que nos representaram bem, apesar da distância, do isolamento, das dificuldades.

E agora na era Tocantins? Sim, tivemos representantes..., poucos! Passado. Passou.

Pensando hoje, em nossa região, quantas eleições já aconteceram e nós continuamos e/ou estamos órfãos de representação estadual?

É notório que os ditos representantes do Tocantins na Assembleia Legislativa representam, na verdade, (com raríssimas exceções!), disso somos conhecedores e testemunhas, a sua região, a sua cidade de origem no que se refere a dar atenção, em repassar verbas, em ações favoráveis ao desenvolvimento coletivo, ainda mais se o chefe do Executivo Municipal não for da mesma “linha” ou “não comungar” da mesma ideologia ou cor política partidária! (Com quem o povo, a cidade ou a região têm culpa disso, não é mesmo?)

Acrescente-se a esse argumento, outro ainda mais nefasto, mais funesto: a “ligação fraterna” ou laços políticos atados e/ou financiados na época de campanhas eleitorais em que os ditos cabos eleitorais ou mesmo “ditas lideranças” são desfaçadamente “pagas” por candidatos “paraquedistas”, para em troca de votos, serem beneficiadas com favores a “familiares e/ou pessoais, principalmente na capital através de “empregos”, ( muitos “fantasmas”), pagamento de mensalidades ou concessão fácil de bolsas em faculdades para parentes em detrimento de benefícios para as cidades, para as comunidades e principalmente para o povo mais necessitado!

Seria o correto e era o que poderíamos esperar de cada um dos senhores deputados e senhoras deputadas o quê? Atenção, ajuda, colaboração, pois afinal, por volta de cem ou mais candidatos obtiveram votos na região Sudeste. Desses, quantos foram eleitos ou reeleitos? Presume-se que são Deputados do Tocantins. E o Sudeste não é Tocantins!?

A nós, eleitores, caberá a tarefa da reflexão: será se não teríamos orgulho em termos representantes daqui?

É, pois bem, vou contar um “causo” real para exemplificar e ilustrar bem como é triste e humilhante essa “orfandade”.

Estávamos na Câmara Municipal e Dianópolis vivia sendo “perseguida” com boatos de que levariam para outra cidade as sedes da Delegacia de Ensino e da Receita Federal. Nós, vereadores de então resolvemos agendar uma audiência com o Governador da época a fim de tentarmos resolver essa pendência. Fomos a Palmas. Ao chegarmos à recepção do Palácio Araguaia a pergunta inesperada, inevitável e cruel: - Qual é o Deputado dos Senhores? Para entrar e conversar com o Governador é necessário ter um representante! - Hãn? O quê? E nós não somos representantes do povo? Minha filha, nós não temos representante... É triste, é real. Meu Deus, passamos por esse vexame. Não entramos, não falamos com o chefe do Executivo Estadual.

Penso que no presente, fato como esse não aconteça mais, mas corremos o risco, pois vem à mente a fatídica pergunta: - Hoje, qual o Deputado de vocês, meu, nosso? Eu, não tenho resposta e não tenho nome, infelizmente.

E agora? Êta Tocantins! Êta Sudeste! É... saímos da condição de corredor de uma miséria e agora permanecemos no da política, ah! Desse corredor, “parece” que vamos continuar nele, ô “sina”...

Anisiana Jacobina Aires Sepúlveda da Silva (Profª Nisinha).
É Professora de Português e Membro da Academia Dianopolina de Letras.

sexta-feira, 7 de novembro de 2014

RESULTADO DAS ELEIÇÕES 2014 EM DIANÓPOLIS


- OS CANDIDATOS MAIS VOTADOS EM DIANÓPOLIS NAS ELEIÇÕES 2014 FORAM:

- JOSÉ SALOMÃO DEPUTADO ESTADUAL - 5568 VOTOS (61,58%)

- JOSI NUNES DEPUTADA FEDERAL - 1301 VOTOS (14,95%)

- MARCELO MIRANDA GOVERNADOR - 4057 VOTOS (49,32%)

- KÁTIA ABREU SENADORA - 4089 VOTOS (51,79%)

- DILMA PRESIDENTE - 5161 VOTOS (61,70%)


Deputados Estaduais











1) José Salomão PT - 61,58% - 5.568 VOTOS
2) Ricardo Ayres PSB - 5,25% - 475 VOTOS
3) Paulo Carneiro PSD - 3,16% - 286 VOTOS
4) Valdemar Junior PSD  2,88% 260
5) Vilmar SD  2,73% 247
6) Carlão da Saneatins PSDB 2,73% 247
7) Paulo Mourão PT  1,84% 166
8) Osires Damaso DEM  1,49% 135
9) Eli Borges PROS 0,85% 77
10) Cléo PTB 0,84% 76

Deputados Federais














1) Josi Nunes PMDB - 14,95% - 1.301 VOTOS
2) Freire Jr PV - 13,27% - 1.155 VOTOS
3) Irajá Abreu PSD - 8,33% - 725 VOTOS
4) Vicentinho Junior PSB  6,95% 605
5) Tiago Andrino PP 6,92% 602
6) Professora Dorinha DEM  6,46% 562
7) Junior Coimbra PMDB 6,26% 545
8) João Oliveira DEM 5,40% 470
9) Carlos Gaguim PMDB 5,02% 437
10) Cesar Halum PRB  4,98% 433

Governador














Marcelo Miranda PMDB - 49,32% - 4.057 VOTOS
Sandoval Cardoso SD - 48,36% - 3.978 VOTOS
Ataídes Oliveira PROS - 2,16% - 178 VOTOS

Senador












Kátia Abreu PMDB - 51,79% - 4.089 VOTOS
Eduardo Gomes SD - 39,63% - 3.129 VOTOS
Sargento Aragão PROS - 7,93% - 626 VOTOS

Presidente










Dilma PT - 61,70% -  5.161 VOTOS
Aécio Neves PSDB - 38,30% - 3.204 VOTOS

ELEIÇÕES 2014: EX-PREFEITO DE DIANÓPOLIS, JOSÉ SALOMÃO(PT), OBTEVE 10.219 VOTOS EM 73 CIDADES NO TOCANTINS E FICOU COMO PRIMEIRO SUPLENTE DA COLIGAÇÃO PT/PV. CONFIRA A VOTAÇÃO:


VOTAÇÃO – ELEIÇÕES 2014

►JOSÉ SALOMÃO DEPUTADO ESTADUAL


ABREULÂNDIA – 3 VOTOS
AGUIARNÓPOLIS – 1 VOTO
ALIANÇA – 1 VOTO
ALMAS – 298 VOTOS
ALVORADA – 1 VOTO
APARECIDA DO RIO NEGRO – 2 VOTOS
ARAGUACEMA – 1 VOTO
ARAGUAÍNA – 5 VOTOS
ARRAIAS – 319 VOTOS
AURORA – 76 VOTOS
BABAÇULÂNDIA – 1 VOTO
BARRA DO OURO – 14 VOTOS
BARROLÂNDIA – 3 VOTOS
BREJINHO DE NAZARÉ – 27 VOTOS
CAMPOS LINDOS – 1 VOTO
CARIRI – 1 VOTO
CARRASCO BONITO – 1 VOTO
CHAPADA DA NATIVIDADE – 53 VOTOS
CHAPADA DA AREIA – 11 VOTOS
COLINAS – 4 VOTOS
COLMÉIA – 1 VOTO
COMBINADO – 234 VOTOS
CONCEIÇÃO – 298 VOTOS
COUTO DE MAGALHÃES – 1 VOTO
CRISTALÂNDIA – 1 VOTO
DIANÓPOLIS – 5568 VOTOS
DOIS IRMÃOS – 1 VOTO
FILADÉLFIA – 2 VOTOS
FORMOSO – 8 VOTOS
GOIANORTE – 2 VOTOS
GOIATINS – 40 VOTOS
GUARAÍ – 8 VOTOS
GURUPI – 81 VOTOS
IPUEIRAS – 4 VOTOS
ITAPIRATINS – 1 VOTO
JUARINA – 1 VOTO
LAGOA DA CONFUSÃO – 2 VOTOS
LAVANDEIRA – 217 VOTOS
LIZARDA – 1 VOTO
MATEIROS – 41 VOTOS
MIRACEMA – 2 VOTOS
MIRANORTE – 4 VOTOS
MONTE DO CARMO – 6 VOTOS
MONTE SANTO – 10 VOTOS
NATIVIDADE – 51 VOTOS
NOVO ALEGRE – 39 VOTOS
NOVO JARDIM – 584 VOTOS
PALMAS – 412 VOTOS
PALMEIRANTE – 1 VOTO
PARAÍSO – 29 VOTOS
PARANÃ – 53 VOTOS
PEDRO AFONSO – 3 VOTOS
PEIXE – 3 VOTOS
PINDORAMA – 5 VOTOS
PIUM – 2 VOTOS
PONTE ALTA DO BOM JESUS – 138 VOTOS
PONTE ALTA – 6 VOTOS
PORTO ALEGRE – 137 VOTOS
PORTO NACIONAL – 156 VOTOS
RIACHINHO – 2 VOTOS
RIO DA CONCEIÇÃO – 368 VOTOS
RIO SONO – 2 VOTOS
SANTA RITA – 1 VOTO
SANTA ROSA – 57 VOTOS
SÃO FÉLIX – 52 VOTOS
SÃO SALVADOR - 2 VOTOS
SÃO VALÉRIO – 3 VOTOS
SILVANÓPOLIS – 80 VOTOS
TAGUATINGA – 602 VOTOS
TAIPAS – 71 VOTOS
TOCANTÍNIA – 1 VOTO
TOCANTINÓPOLIS – 1 VOTO
WANDERLÂNDIA – 1 VOTO

TOTAL = 73 CIDADES


TOTAL DE VOTOS = 10.219 VOTOS

quinta-feira, 6 de novembro de 2014

“O PT saiu fortalecido das urnas e com condições de disputar as eleições municipais”


O suplente da senadora reeleita Kátia Abreu (PMDB), Donizete Nogueira, que é ex-presidente regional do PT, acredita que seu partido saiu mais fortalecido das eleições deste ano e, por isso, terá cacife político-eleitoral para disputar as eleições municipais em 2016. No entanto, entende que a disputa pela prefeitura de Palmas é um assunto ainda prematuro e que qualquer avaliação acerca desse processo seria precipitada. No seu entendimento, a questão deve ser resolvida no futuro, sem pressa, visto que depende de uma série de entendimentos e articulação, em que pese ser um eterno defensor da candidatura própria. Na entrevista exclusiva ao Jornal Opção, o petista considera que é perfeitamente possível conciliar as atividades do agronegócio com os interesses da classe trabalhadora. Ele acha que esse é o caminho para o desenvolvimento da agroindustrialização do Tocantins.

O PT saiu fortalecido dessas eleições, em comparação com a anterior?

Penso que sim. Conseguimos participar de uma coligação vitoriosa, que elegeu o governador e a senadora, manteve a bancada que havia sido eleita anteriormente e elegendo três deputados estaduais. O PT foi o segundo partido mais votado para deputado estadual no Estado e, além disso, elegemos a presidente da República. O fato de sairmos vitoriosos regional e nacionalmente aponta um potencial muito grande de crescimento do partido por um bom período. Do meu ponto de vista, acredito que saímos fortalecidos e temos possibilidade de ampliarmos essa força nos próximos dois anos, para a disputa das prefeituras.

A prefeitura de Palmas, por exemplo, está nos planos do PT? O partido dispõe de nomes para a disputa?

Pessoalmente, sou sempre a favor da candidatura própria. Agora, o PT vive um momento diferenciado em Palmas. O partido está na base do prefeito (Carlos Amastha – PP), o nosso vereador (Valdson da Agesp) apoia o prefeito e, embora tenha participado de uma coligação vitoriosa para o governo do Estado, tem participação na administração municipal. Assim, acredito que qualquer posicionamento com relação a Palmas é precipitado para o PT. Penso que o partido precisa debater nesses próximos dois meses para pensar e discutir o projeto das eleições municipais em nível estadual e, principalmente, Palmas, que tem uma relevância muito grande. A questão é fazer um planejamento para saber o que o PT quer para os próximos quatro anos e onde a gente pode situar Palmas dentro desse projeto estratégico. Portanto, nesse momento, eu não tenho um posicionamento definitivo sobre Palmas especificamente.

O PT governou a capital por dois mandatos consecutivos, mas o ex-prefeito Raul Filho teve uma relação conturbada com a direção do partido. Raul Filho foi ameaçado de expulsão, o que não ocorreu como pretendia a direção regional. Ele poderá ser expulso agora?

A aliança do PT que governou Palmas por dois mandatos, teve no primeiro mandato uma relação muito bem sucedida com a cúpula do partido, tanto que o então prefeito foi reeleito. Já em meados do segundo mandato, houve um rompimento do prefeito com o partido, pois não quis mais seguir a orientação partidária, passou por aquele processo que a direção regional o expulsou, mas a direção nacional transformou a expulsão em suspensão e, de lá para cá, a relação entre o ex-prefeito Raul Filho e a direção não existe mais. Ele tem seu caminho próprio e essa eleição foi um exemplo desse divisor, visto que ele (Raul Filho) foi totalmente contrário a qualquer decisão do partido.

Mas ele chegou a ser expulso?

Não. Esse é um processo que ainda não chegou a ser discutido. Agora, se vai ter expulsão, se ele vai sair ou não, eu não sei. Eu sei que o partido, terminada a eleição, vai fazer uma reflexão, um levantamento, para definir que tipo de tratamento vai dar aos infiéis, ou seja, àqueles que não apoiaram as decisões do partido.

O sr. acredita que, agora, Raul Filho entrou definitivamente no ostracismo político e, com isso, terá dificuldades para reconquistar o seu espaço? Ele tem cacife eleitoral para enfrentar, por exemplo, uma nova eleição nos próximos dois anos?

Eu não gosto muito de tratar desse assunto, mas eu diria que o ex-prefeito Raul Filho passa por um momento difícil na vida política. Os resultados das eleições comprovam isso. Resultado de um erro cometido lá atrás, quando não quis ser candidato a governador e todos os acontecimentos posteriormente desaguam nesse momento político que ele está vivendo. Ele tem um nome, mas é um momento difícil na vida política dele, porque as opções que ele fez se mostraram todas erradas. Acho que Raul Filho tem que fazer uma reflexão, uma vez que no PT ele não tem mais lugar.

O partido não pode reconsiderar essa postura?

Não tem como, porque foram opções diferenciadas das decisões do partido. Ele mesmo sabe e vai procurar um caminho onde ele possa se abrigar politicamente, uma vez que desconstruiu o seu projeto dentro do partido. O melhor para ele (Raul Filho) é procurar outro espaço político onde possa reconstruir ou recuperar o seu potencial eleitoral.

Sobre a transição de governo, qual a participação que o PT terá nesse processo?

Quem comanda o governo é o governador. Somos um partido que veio para a coligação e acredito que todo mundo entende que o PT ajudou a viabilizar a coligação que elegeu o governador, essa soma da militância do partido, do tempo na televisão, as lideranças que o partido tem, mais o PV, o PSD e o PMDB foi uma soma vitoriosa. E o PT, com o patrimônio político-eleitoral que tem, contribuiu sobremaneira para a eleição do governador e da senadora. E a expectativa do partido é de participar do governo. Temos bons quadros, estamos preparados para contribuir com o novo governador, para que ele possa fazer um grande governo. O Estado precisa de um grupo muito coeso para recolocá-lo no caminho do desenvolvimento, porque passa por muitas dificuldades, e o PT está pronto para contribuir com os seus nomes e suas expertises, para ajudar Marcelo Miranda a fazer o melhor governo do Tocantins.

O sr. poderia citar alguns desses nomes que o PT dispõe para compor a equipe de governo?

Eu não posso citar nome, pois essa é uma discussão que o partido tem que fazer, mas o PT tem muitos nomes, seja de quadros políticos com preparação técnica, seja com visão política.

O sr. acredita, então, que o critério a ser adotado pelo novo governador para montar sua equipe tem que ser uma combinação entre capacidade técnica e política?

Não vejo a possibilidade de se ter uma boa gestão se o gestor não tiver visão e habilidade política. Agora, tem que ter o apoio de pessoas que tenham também compreensão técnica para ser um bom gestor. Dizer que uma administração é meramente técnica é uma ingenuidade, porque estamos tratando de um ambiente muito político. E aí, o que dá certo é uma combinação entre o político e o técnico, uma mão dupla, um político que saiba de gestão e que tenha ao lado dele bons técnicos e técnicos que tenham visão política capazes de ocupar áreas de comando na gestão. Na linha desse raciocínio, penso que todos os partidos que fizeram parte da coligação vitoriosa têm quadros com esse perfil, para ajudarmos o governador Marcelo Miranda a fazer uma excelente gestão.

O governador eleito Marcelo Miranda deve enfrentar uma prova de fogo na Assembleia Legislativa, logo início, principalmente porque a coligação que o elegeu não fez maioria na Casa. O sr. acredita que ele terá habilidade política para conseguir emplacar as suas primeiras ações para fazer o tão falado choque de gestão?

O que o Estado precisa mesmo é de planejamento e gestão. O modelo de choque de gestão que tem na cabeça das pessoas é diminuir o tamanho da máquina e privatizá-la. Esse modelo de choque de gestão não tem viabilidade em lugar nenhum. A gestão que vai dar certo, e que eu acredito que o governador Marcelo Miranda vai fazer, é uma gestão com planejamento integrado, transversalizado e com muita eficiência. Precisamos juntar, no exercício da gestão, toda eficiência necessária para que tudo se efetive de acordo com as metas planejadas, com aquilo que foi projetado para ser realizado. Para realizar tudo isso, acredito que o governador (Marcelo Miranda) não terá dificuldades na Assembleia Legislativa porque é preciso ter oposição no Parlamento. Mas também acredito que, entre os deputados eleitos, é possível encontrar um grupo que esteja preocupado com o Estado e que não esteja envolvido em processos anteriores que foram traumáticos na relação com Marcelo Miranda. Então, acho que a renovação da Assembleia Legislativa vai permitir que o governador tenha uma bancada suficiente para fazer a Mesa Diretora e, dessa forma, fazer um bom governo.

O PT dispõe de nomes com possibilidade de aglutinar no sentido de disputar a presidência da Assembleia Legislativa?

Na verdade, o partido tem pretensões. Eu vi pela imprensa, embora o companheiro Paulo Mourão (deputado estadual eleito) não tenha dito que pode ser candidato, o deputado Zé Roberto, numa reunião da Executiva do partido, apresentar seu nome para ser avaliado para a disputa pela presidência da Casa. O PT dispõe de nomes para chegar lá, com capacidade técnica, política e de articulação para serem apresentados como candidatos à presidência da Assembleia. Agora, ser candidato por ser candidato também não adianta. Vai depender de um comando do governador, que vai ser o maestro na construção da eleição da Mesa Diretora, o que não pode ser confundido com interferência no Legislativo. Isso não é interferência. Marcelo Miranda foi eleito governador e precisa construir uma bancada de apoio na Assembleia e, se puder ter o presidente, vai trabalhar para isso. Não para ser um serviçal seu, mas para ser uma pessoa com a qual possa discutir sem conflitos. Os nomes do PT estão aí à disposição, se o governador precisar e a gente reunir as condições, tanto Zé Roberto quanto o Paulo Mourão, cujos nomes já foram ventilados. Para nós será uma grande honra ter o presidente da Assembleia, numa articulação que envolvesse o partido e a bancada de apoio ao governo.

O sr. acredita que, com a eleição de Marcelo Miranda, um novo tempo na relação do Poder com os movimentos sociais, com os partidos políticos e os gestores municipais será inaugurado?

Eu acredito que hoje, com muito mais experiência, depois de ter passado seis anos e meio no governo do Estado, o governador Marcelo Miranda está mais bem preparado para isso e tem condições para arremessar a sua administração como um governo do diálogo com a sociedade, da participação popular, da democracia e da transparência. Um governo de fato moderno no sentido de ser novo na relação, na tratativa com a população, no envolvimento da sociedade no processo político. E não ser novo apenas em implantar programas diferentes, mas na forma de exercer o poder. Nas suas gestões anteriores, o governo de Marcelo Miranda já foi inovador para aquela época e agora ele terá a oportunidade, depois de toda a bagunça que passamos, de trazer inovações, envolvendo a população nas decisões dos rumos da política tocantinense. A partir das discussões com os setores organizados, tanto do setor produtivo quanto dos trabalhadores, poder construir uma matriz de desenvolvimento para o nosso Estado que faça dele, nesses próximos quatro anos, um dos estados mais ricos e desenvolvidos da região amazônica e um dos centros logísticos mais versáteis e mais ágeis do Brasil. Isso porque já dispomos de um modal de transportes (ferrovia, hidrovia, rodovias) e, com o apoio da presidente Dilma e a disposição do novo governador, esses próximos quatro anos marcarão um novo ciclo de desenvolvimento e de relação política no nosso Estado.

A senadora Kátia Abreu sempre foi uma adversária visceral do PT, por ter uma postura de defesa ferrenha do agronegócio, e agora é uma grande aliada do partido. O PT, inclusive, fez parte da chapa majoritária lançando o primeiro suplente de senador, que é o sr. Quem mudou, de fato, nessa relação? Não seria um contrassenso?

Um eleitor, certa feita, me perguntou: “mas o PT e a Kátia Abreu não eram inimigos”? Eu respondi que não, nós não éramos inimigos, nós éramos adversários políticos. Adversários que, naquele momento, tinham uma visão conjuntural diferente. Ela percebia a conjuntura de uma forma e nós, de outra. Nesse momento, nós temos uma visão sobre a conjuntura local e nacional parecida, se não igual, ela quis a reeleição da presidente Dilma e a eleição do Marcelo Miranda que, por tabela, nós queríamos. Então, não vejo contrassenso nessa composição, porque estávamos com a mesma visão. Ou seja, o que era importante para o Estado e para o Brasil. Uma aliança que foi necessária, muito positiva para o Tocantins e para o Brasil. Nesse processo, reconhecemos a importância do PMDB para a reeleição de Dilma, com a participação da senadora Kátia Abreu pela sua importância e influência no agronegócio e também a importância do PT para a eleição de Marcelo Miranda.

Agora, em termos práticos, regionalmente falando, há como conciliar as atividades do agronegócio com os interesses dos trabalhadores?


Há que se discutir o seguinte: o agronegócio é só para o grande ou o negócio da agricultura familiar ou da agricultura de áreas extensivas ou dos grandes agricultores? Aqui no nosso Estado há um potencial muito grande para a agricultura de grande porte, mas por outro lado, temos um exército de agricultores familiares de cerca de 250 mil pessoas economicamente ativas, cerca de 55 mil famílias de agricultores familiares e assentados. Então, essa articulação do agronegócio com a agricultura familiar é o caminho para que possamos agroindustrializar o Estado, articulando esses dos setores do campo. Eu acredito que essa aliança do PT com o PMDB, PV e PSD, de lideranças como a senadora Kátia Abreu, o governador Marcelo Miranda, Paulo Mourão, Santana, Donizete, Júlio César, Zé Roberto e outros companheiros pode dar muito certo porque nós queremos o desenvolvimento do Estado.

Fonte: Jornal Opção Tocantins

segunda-feira, 3 de novembro de 2014

Morre Primeira-dama de Dianópolis; prefeitura lamenta e ressalta luta de Dona Cora pela cidade


A primeira-dama de Dianópolis, Coranilce Rodrigues, conhecida como Dona Cora, faleceu neste sábado, 1º. Ela estava se recuperando de uma pneumonia após internação no Hospital Osvaldo Cruz em Palmas. Dona Cora era casada com o prefeito Regis Melo.

A prefeitura da cidade emitiu uma nota de pesar pelo falecimento da primeira dama onde afirma que ela lutou incansavelmente pela cidade.

Nota de Pesar

É com imenso pesar que a prefeitura de Dianópolis informa o falecimento da secretária de ação social e primeira Dama do município D. Coranilce G. M. Rodrigues ocorrido na tarde deste sábado dia 01 de novembro.

Coranilce foi uma guerreira, que lutou com todas as suas forças e o quanto pode, não apenas pela sua vida nas últimas semanas em que esteve internada. D. Cora, como era carinhosamente chamada por seus amigos e familiares, lutou incansavelmente pelo seu povo, pela sua terra, pela cidade de Dianópolis.

A cidade recebe esta triste notícia consternada, mas a memória de D. Coranilce será para sempre lembrada, como paradigma de luta em favor do social, da justiça e da igualdade.

Neste momento triste nos inclinamos enlutados diante do nosso Pai Eterno, pedindo que conforte à todos os familiares e amigos.

Nosso sentimento é de profundo pesar. Mas o exemplo desta grande mulher guiará todos aqueles que lutam pela justiça social e pela paz.

Fonte - Site Conexão Tocantins

sábado, 1 de novembro de 2014

Comarca de Dianópolis conclui digitalização de processos


Dianópolis, na região Sudeste, é a mais nova Comarca a integrar o grupo das que já atuam de maneira 100% digital no Tocantins. No total foram dois mil processos remanescentes virtualizados e inseridos no sistema e-Proc, sendo 827 processos da Vara Cível, 668 da Central de Execuções Fiscais, 105 do Juizado Especial Cível e Criminal e 400 da Vara Criminal.

A mobilização foi realizada pelos servidores e estagiários da Comarca, em parceria com o Núcleo de Apoio às Comarcas – Nacom. Para o diretor do Foro, juiz Jossanner Nery Nogueira Luna, a conclusão dos trabalhos vem ao encontro da meta de digitalização do acervo físico do Tribunal. “O processo eletrônico trouxe indiscutivelmente, desde a sua implantação, inúmeros avanços ao Poder Judiciário do Tocantins. Para a Comarca de Dianópolis concluir a digitalização do acervo físico remanescente no dia em que iniciou o prazo de digitalização para as Comarcas de 3ª Entrância, é uma honra e alegria".

O magistrado ainda ressaltou os benefícios da atuação 100% digital. "Aceleramos o andamento dos processos e o aumento da produtividade de magistrados e servidores. Além disso, facilitamos o acesso dos integrantes do Sistema de Justiça e, principalmente, dos nossos jurisdicionados aos processos. É o aprimoramento da prestação jurisdicional e o cumprimento da missão do Judiciário de garantir a cidadania através da distribuição de uma justiça célere, segura e eficaz”, completou o juiz Nogueira Luna.

O Servidor da Vara Cível Mário Sérgio Melo Xavier ressaltou que a digitalização veio para acompanhar esse acelerado processo de modernização global, levando assim, o acesso da justiça a todos, além ainda de reduzir significativamente os custos para as partes, procuradores e para o poder público. “Já sentimos no nosso ambiente de trabalho que diminuiu muito as impressões de papel e o uso de materiais de expediente, como clips, grampeadores, perfuradores, canetas e outros. Com a digitalização, ganhamos todos nós, a sociedade e também o meio ambiente”, afirmou.

Portaria Digitalização


A presidência do Tribunal de Justiça publicou no Diário da Justiça, desta quinta-feira (30/10), a Portaria nº 3742, de 29 de outubro de 2014. O documento estabelece rotinas e prazo para digitalização de processos nas Comarcas de 3ª Entrância do Estado do Tocantins. Ficando definida a data de 31 de janeiro de 2015 para a conclusão dos trabalhos de digitalização do acervo remanescente. Além de Dianópolis, já estão digitalizadas as Comarcas de Arraias e Taguatinga. (Ascom TJ)

O Brasil e as urnas


Quem queria tirar Dilma Rousseff do poder, sepultar Lula e varrer o PT do mapa sofreu uma derrota vexaminosa

por Marcos Coimbra  

A bela vitória de Dilma Rousseff no domingo 26 encerra a mais longa e mais renhida disputa eleitoral de nossa história moderna. Estivemos a vivê-la nos últimos três anos. Logo após a curta fase de lua de mel com a presidenta, que mal chegou ao fim de 2011, nada aconteceu na política brasileira sem ter relação com a eleição concluída agora.

As oposições nunca perdoaram a ousadia de Lula em lançar Dilma como sua candidata à sucessão. Tinham certeza de que a derrotariam, apesar de conhecerem a popularidade do ex-presidente. Com a empáfia de sempre, julgavam que qualquer um dos nomes de seus quadros era melhor.

A derrota para Dilma doeu mais do que aquelas duas infligidas por Lula. Ela não era uma liderança carismática ou figura extraordinária. Perder para ela significava que poderiam perder outras vezes e que não era necessário um (ou uma) Lula para vencê-las.

Quando ficou evidente o fato de Dilma, ao longo do primeiro ano de governo, conquistar a simpatia da larga maioria da população, tornando-se uma presidenta com avaliação em constante crescimento, desenhou-se um quadro inaceitável para as lideranças antipetistas na política, na sociedade e nos oligopólios midiáticos conservadores. O desfecho que temiam era o ocorrido neste segundo turno: a sua reeleição e a continuação do PT no comando do governo federal.

Chega a ser cômica a queixa dos adversários dirigida à presidenta neste ano, chorosos da “desconstrução” sofrida na campanha. Em nossa história política, não houve uma chefe de governo tão sistemática e impiedosamente “desconstruída” quanto Dilma.

Em 2012, a oposição inventou o circo do julgamento do “mensalão”, transformando irregularidades eleitorais praticadas por lideranças do PT, absolutamente comezinhas na vida política brasileira, no “maior escândalo” da história brasileira. Com o apoio de figuras patéticas no Judiciário, fizeram um escarcéu midiático para atingir a imagem do partido, de Lula e, por extensão, da presidenta. Mal encerrado o capítulo anterior, procuraram nova estratégia para prejudicá-la. Desta feita, buscaram atingi-la em sua qualificação gerencial e mostrar a sua “incompetência”. A prova estaria no insucesso na luta contra a inflação.

A mesma orquestração utilizada para apresentar o “mensalão” como o “maior escândalo” de todos os tempos passou a ser feita para, a partir do início de 2013, convencer a sociedade de que vivíamos um surto inflacionário agudo e não a crônica inflação que nossa economia enfrenta desde 1994.

As manifestações de junho daquele ano, que começaram de forma legítima, caíram do céu como uma dádiva para as oposições conservadoras. Fizeram o possível para assumir seu controle e dirigi-las contra Dilma e o governo federal.
No início de 2014, julgavam preparado o palco para a derrota da petista, com a Copa do Mundo no centro da ribalta. O vexame de um fracasso retumbante na organização do evento seria a pá de cal.

Os pretensos entendidos em política foram afoitos ao decretar que Dilma estava fadada à derrota. Primeiro, ao acreditar que enfrentava níveis de rejeição impeditivos de qualquer possibilidade de sucesso. Segundo, ao supor haver na sociedade um “desejo de mudança” avassalador. Terceiro, ao acreditar na aniquilação do PT e sua militância depois da batalha do “mensalão”.

A vitória de Dilma Rousseff mostra que a maioria da população soube compreender as dificuldades enfrentadas por ela em seus primeiros quatro anos. Indica que a desaprovação decorria do bloqueio da mídia conservadora e que os eleitores não se dispuseram a substituí-la por um sentimento apenas negativo. Revela que a sociedade valoriza e preza o amplo conjunto de iniciativas colocadas em movimento pelos governos petistas desde 2003.

A vitória de Dilma é uma vitória dela e de seu governo, que chega ao fim da eleição com níveis de aprovação inferiores tão somente aos de Lula em seu segundo mandato. E é uma vitória do ex-presidente, que se renovou na eleição e se reafirmou como a maior liderança política de nossa história (aceitem ou não aqueles que não gostam dele).

E é uma grande vitória do PT, de seus militantes e simpatizantes. O partido sai fortalecido da eleição em um sentido muito mais profundo. O partido reencontrou o ânimo de sua juventude.


Quem queria tirar Dilma Rousseff do poder, sepultar Lula e varrer o PT do mapa sofreu uma derrota vexaminosa.