domingo, 18 de maio de 2008

Fase de aparar arestas e de tentar entendimentos



Casamento do PMDB com o DEM pode acabar se o governador Marcelo Miranda apoiar Raul Filho (por GILSON CAVALCANTE - Jornal Opção)

O campo da sucessão municipal em Palmas começa a ficar minado. Pré-candidatos e lideranças partidárias começam a pisar em cascas de ovos. Qualquer tentativa de salto maior que as pernas pode provocar um acidente político sem condições de reparos e deixar o postulante ao cargo de prefeito da capital impedido de prosseguir a caminhada rumo às urnas.

O Democratas da senadora Kátia Abreu e do deputado federal João Oliveira entrou na "guerra" para defender a candidatura da deputada Nilmar Ruiz com unhas e dentes de uma possível aproximação do PMDB com o PT do prefeito Raul Filho. Que por que quer o apoio do governador Marcelo Miranda. A batalha entra numa fase melindrosa e tem gente apostando que o "casamento" do DEM com o PMDB pode acabar no decorrer da campanha eleitoral deste ano, se o governador decidir apoiar a reeleição do prefeito Raul.

Para demarcar seu território, o PMDB cuidou logo de ratificar a candidatura do deputado Eli Borges. Realizou uma reunião da executiva do partido no início da semana passada e anunciou a retirada da pré-candidatura do vereador Evandro Gomes. Uma estratégia para evitar o avanço da força política da senadora Kátia Abreu não só em Palmas, mas também em outras cidades importantes eleitoralmente, o que a fortaleceria para a sucessão de 2010.

A reunião, segundo o presidente regional do PMDB, deputado Osvaldo Reis, foi para avaliar o quadro sucessório em Palmas. "Não se decide tudo em uma reunião só; vamos ver as pesquisas realizadas para ver qual o norte que o partido deve tomar. A única decisão foi a retirada da pré-candidatura do vereador Evandro Gomes", frisou Reis.

Pelas pesquisas internas, Eli Borges está apenas com 8 por cento da preferência do eleitorado. O presidente do partido reconhece que não é desempenho animador para o embate político na capital e, por isso, disse que vai discutir junto com representantes dos partidos da base aliada qual será a melhor decisão.

Eli Borges bate o pé e sustenta que tem de ser o candidato da base aliada. Mas pondera que a decisão deve passar pelo entendimento entre os partidos que compõem a Aliança da Vitória. Eli, que quer que o governador entenda que tem a firmeza necessária para disputar a Prefeitura de Palmas, avalia que a retirada da pré-candidatura de Evandro Gomes pode reforçar sua pré-candidatura.

No decorrer da semana passada, especulava-se que Eli Borges poderia ser candidato a vice de Raul Filho. Os comentários deixaram o deputado irritado a ponto de divulgar uma nota contestatória. "Nesses dias que antecedem as convenções partidárias não tem um pré-candidato a prefeito mais bombardeado do que eu. Deixo claro que sou candidato a prefeito de Palmas", reagiu. Disse que não nasceu para ser vice, mas para administrar. "É isso que farei frente ao governo municipal depois das eleições." Depois provoca: "Se o PT quiser indicar meu vice, ótimo, estou aberto para isso, pois tem muita gente boa no PT da capital".

Osvaldo Reis avisa que o PMDB não fez nenhum acordo com o Democratas para as eleições municipais deste ano. Ele sugere que a tentativa de avanço do DEM deve ser contida para evitar problemas mais na frente. Municiado com números de pesquisas de consumo interno, manda um recado curto e grosso para os democratas: "Nos municípios nos quais estamos à frente não aceitaremos a candidatura majoritária deles". Na sua avaliação, em 47 municípios já está decidido que o PMDB terá candidatura própria. Reis observa que, dentre municípios, os pré-candidatos do DEM aparecem em terceiro lugar em 11 cidades.

Em alguns municípios, o PMDB já decidiu por apoiar o PT e, em outros, a situação será o contrário. Sobre a sucessão em Palmas, Reis admite que o seu partido pode, sim, fazer uma aliança com o PT.

VASCO VENCE COM GOLS DE EDMUNDO E LEANDRO AMARAL



Em São Januário, o encontro dos times da colônia portuguesa começou movimentado. Com menos de dois minutos, as duas equipes já haviam chegado ao ataque. A Portuguesa teve falta pelo lado esquerdo, mas a defesa vascaína afastou. No contra-ataque, Allan Kardec recebeu livre, entrou na área, mas perdeu o ângulo e chutou para fora.

O Vasco passou a dominar a partida, mas, aos 13 minutos, permitiu um rápido avanço da Lusa. Diogo passou por Rodrigo Antônio e cruzou para Edno, cara a cara com Tiago. O meia chutou na trave.

Aos 28, em uma cobrança de escanteio, Morais pegou a sobra e finalizou firme. André Luiz fez mais uma boa defesa. No lance seguinte, no entanto, o goleiro da Lusa falhou e permitiu o gol vascaíno. Leandro Bonfim chutou da entrada da área e André não conseguiu encaixar. Leandro Amaral, oportunista, só tocou para as redes. O atacante correu para comemorar com os reservas e recebeu um abraço de Edmundo, que estava no banco.

Para o segundo tempo, o técnico Antônio Lopes promoveu a entrada de Edmundo no lugar de Allan Kardec, que pouco fez durante a primeira etapa. A mudança fez efeito. Em seu primeiro lance, Edmundo tabelou com Leandro Amaral dentro da área. Após uma dividida com o goleiro, a bola sobrou limpa para o Animal fazer a alegria dos torcedores em São Januário.

Mesmo acuada, a equipe paulista quase complicou a partida. Aos 38, Diogo converteu pênalti sofrido por ele mesmo, ao ser puxado por Rodrigo Antônio. No entanto, a reação da Lusa ficou apenas no esboço. Logo depois, o lateral-esquerdo Bruno Recife foi expulso por falta em Wagner Diniz. Justamente no setor vago, Pablo centrou para Edmundo, que só completou para marcar seu segundo gol na partida e dar números finais ao jogo.

FONTE: CORREIO BRAZILIENSE - 18/05/2008

PALMAS 1 x 0 JUVENTUDE



4ª Rodada - Resultados

17/05/2008 - Sábado

16h00 Gurupi 1x2 Alvorada (Rezendão)
18h30 Tubarão 0x3 Araguaína (Nilton Santos)

18/05/2008 - Domingo

17h00 Palmas 1x0 Juventude (Nilton Santos)
17h00 Kaburé 1x3 Tocantins (Bigodão)

Próxima Rodada:

24/05/2008 - Sábado
16h00 Juventude x Tubarão (Dr Magalhães)
17h00 Tocantins x Gurupi (Nilton Santos)

25/05/2008 - Domingo
17h00 Kaburé x Alvorada (Bigodão)
17h00 Palmas x Araguaína (Nilton Santos)

GRUPO C:

1º Alvorada 9-4
2º Tocantins 7-4
_________________________________
3º Gurupi 4-4
4º Kaburé 2-4

GRUPO D:

1º Juventude 7-4
2º Tubarão 5-4
_________________________________
3º Palmas 5-4
4º Araguaína 4-4

Paço Municipal terá candidato, diz Raul



Eleições 2008 - Prefeito considera que, com o apoio do Governador, chance de vitória é palpável e visível

Em 2 ou 3 de junho. Esta é a data estabelecida pelo prefeito Raul Filho (PT) para definir se sai candidato à reeleição. E garantiu: “O Paço Municipal terá o seu candidato.” Sem citar ninguém, Raul disse que dentro da gestão há nomes que têm apelo popular e estão alinhados com a administração.

Questionado sobre o fato de o presidente estadual do PT, Donizeti Nogueira, afirmar que o candidato é Raul e que não tem um Plano B, o prefeito respondeu que o partido pode não ter uma segunda via, mas, para o Raul, precisa haver um Plano B.

Admitiu também que, com o apoio do governador Marcelo Miranda, a chance de ganhar a disputa é “grande, visível, palpável”. “Em sendo candidato, acho que o apoio do Governo (Estadual) é decisivo”, admitiu ontem o prefeito, em entrevista exclusiva ao Jornal do Tocantins.

Raul negou, porém, que a falta de definição de sua parte tenha a ver com o fato de o governador Marcelo Miranda (PMDB) ainda não ter decidido se apoiará Nilmar Ruiz (DEM), Eli Borges (PMDB) ou o próprio prefeito. “Ele (Marcelo) não é o balizador para eu ser ou não candidato”, garantiu. “Sem o apoio do Governador é lógico que vamos ter chance de ganhar a eleição, mas com a maior dificuldade.”

Disse, também, que não teme os índices de rejeição. “Minha vida toda foi levando pancada. Na política, principalmente, nunca tive céu de brigadeiro”, afirmou.

FONTE: Jornal do Tocantins - 18/05/2008

FÚRIA VERMELHA INSPIRA CRIAÇÃO DE MAIS UMA TORCIDA ORGANIZADA NO TOCANTINS



No rastro da Fúria Vermelha, torcida organizada do Juventude, alguns torcedores do Gurupi Esporte Clube estão criando a torcida organizada Raça Gurupi, que já vai mostrar a sua cara no jogo deste sábado contra o Alvorada.
O presidente é o educador físico Adriano Rodrigues, que já encomendou a primeira leva de camisetas e nos próximos dias vai convocar os torcedores da cidade para engrossar a Raça Gurupi.
Segundo Adriano, a idéia sugiu levando em conta que a maioria dos clubes brasileiros tem a sua torcida organizadae o Gurupi precisava de uma. "Vamos agora tentar aumentar rapidamente o número de torcedores para mostrar que somos forte dentro e fora do campo", disse Adriano.

Um novo time está formado, e o DEM nem na reserva ficou



As articulações políticas no Estado avançam em proporções geométricas, apesar do aparente silêncio que publicamente se nota. Nos preparativos para o grande jogo do ano, o time do governo Marcelo Miranda (PMDB) está praticamente formado e o DEM, principal artilheiro marcelista de outros tempos, parece que não foi convocado nem para a reserva. A conclusão não é minha, mas de gente importante, que acompanha de ponto privilegiado as movimentações dos "técnicos".

Uma fonte insuspeita acompanhou os primeiros quilômetros da viagem experimental pelo rio Tocantins, nessa sexta-feira, 16, e ficou estupefata com o "gelo" que a senadora Kátia Abreu (DEM) recebeu do governador Marcelo Miranda, do vice-governador Paulo Sidnei (PPS) e demais aliados importantes do governo do Estado.

Eu mesmo reparei que o discurso do governador, em Pedro Afonso, teve um tom estranho. Ele cumprimentou com ênfase o prefeito de Palmas, Raul Filho (PT), principal adversário do DEM na Capital, se referiu ao prefeito de Porto Nacional como "meu amigo Paulo Mourão (PT)", deu todo destaque ao vice Paulo Sidnei e, quando se referiu aos senadores, o destaque maior ficou por conta de "Leomar de Melo Quinanilha" (PMDB) - como Marcelo se referiu a ele -, com todos os elogios possíveis. À Kátia, Marcelo dirigiu um simples "senadora Kátia Abreu".

Essa fonte, então, me contou o que viu dentro da barcaça, na sala VIP das autoridades, onde não pude acompanhar. Marcelo dividiu as equipes. Para o seu time escalou Raul, Paulo Mourão, o deputado federal Laurez Moreira (PSB), arquiinimigo de Kátia, e Paulo Sidnei, novo adversário da parlamentar. O governador, então, ignorou solenemente a presença da senadora, que ficou mais afastada, sem que ninguém lhe dirigesse palavra. Paulo Sidnei, por exemplo, não falou uma só sílaba para Kátia, sequer se aproximou dela.

Conforme essa fonte, em posto de observação privilegiado, parece que num ato de solidariedade, o deputado federal Moisés Avelino (PMDB) e o secretário estadual de Indústria e Comércio, Eudoro Pedroza (PMDB), se aproximaram de Kátia e os três ficaram lá, conversando, junto com o pessoal da cooperativa Agroindustrial de Pedro Afonso (Coapa).

Vez e outra, essa fonte disse que via cochichando Marcelo e Paulo Mourão, Marcelo e Raul, Marcelo e Laurez; e também Paulo Sidnei e Raul, Sidnei e Mourão e Sidnei e Laurez.

Lembrando de alguns indícios importantes dos preparativos do jogo nas últimas semanas: 1) foi Paulo Sidnei quem articulou o encontro de Raul com Marcelo, na residência do governador, um dia antes da viagem dele para a China; 2) Kátia não foi convidada para a viagem ao exterior, mas Paulo Mourão e Laurez foram com Marcelo. Paulo Mourão extremamente prestigiado.

A insatisfação do governo com Kátia vem da campanha dela contra a CPMF. Nos bastidores e conforme essa fonte governista mais do que influente, o governo chegou a pedir para a senadora entregar a relatoria do finado "imposto do cheque" no Senado, o que ela não aceitou.

Também é público e notório que o PMDB e Kátia fizeram uma união de conveniência em 2006, cujo objetivo era só um e exclusivo: derrotar Siqueira Campos (PSDB). Fora isso, nada os aproxima - nem as circunstâncias, nem as pessoas. Com o PPS, a ala ligada a Paulo Sidnei, não é diferente.

Bem, como já dissemos esta semana, começaram as eleições de 2010. Kátia tem dito que não é hora de falar de 2010. Mas todas as jogadas estudadas pelo governo para jogo que começará em junho, com as convenções, têm como ponto de partida as eleições de governador que acontecerão dentro de dois anos.

Para o jogo de 2010, Kátia Abreu já é mais do que vista como time adversário. Segundo essa fonte garantiu, a senadora já sentiu e começa a preparar seu time.

E, olha, com uma artilheira dessa, as partidas que acontecerão até lá só serão Fla-Flu.

Quem viver, verá!

FONTE: www.clebertoledo.com.br (Blog)

sexta-feira, 16 de maio de 2008

Opinião: Justiça mais rápida

Dois anos atrás, em maio de 2006, São Paulo foi sacudida por violentos ataques do Primeiro Comando da Capital (PCC). A maior e mais organizada facção criminosa do país, chefiada por Marcos Camacho, o Marcola, com atuação no tráfico de drogas, seqüestros, assaltos a bancos e rebeliões em presídios, disseminou o terror. Apenas entre policiais e agentes somaram-se mais de 40 mortos no período de uma semana. O despreparo do Estado, posto de joelhos pelos bandidos, ficou patente. Diante da comoção nacional, senadores e deputados apressaram-se em apresentar dezenas de projetos de lei com propostas de combate à violência.

No ano passado, o caso do garoto João Hélio, no Rio de Janeiro, voltou a fustigar uma reação dos parlamentares. O menino estava num carro tomado por marginais que, na fuga, o arrastaram até a morte, com o corpo para fora, preso pelo cinto de segurança. Apesar de nova comoção nacional, novos projetos apresentados, faltava o essencial: a votação das medidas. Na noite da última quarta-feira o Congresso Nacional, enfim, começou a dar à nação a esperada contribuição para o enfrentamento da bandidagem. Ao analisar 11 medidas, a Câmara retirou três da pauta de votações e aprovou oito, a maioria ainda pendente de apreciação pelo Senado, mas algumas já em caráter definitivo, bastando agora a sanção presidencial para que sejam postas em vigor.

Nessa última condição constam mudanças capazes de alterar em profundidade o funcionamento do tribunal do júri. Uma delas acaba com o segundo julgamento automático para condenados a 20 anos ou mais de prisão. Outra põe fim aos adiamentos de julgamentos por ausência do réu. As demais: redução de quatro para uma do número de audiências de instrução e proibição da leitura de peças do processo (o que em alguns casos leva dias) após a apresentação do relatório pelo presidente. Ao acelerar o rito processual, o Legislativo ataca um dos mais notórios problemas da Justiça brasileira: a lentidão, largo caminho para a impunidade.

O presidente da República deve sancionar os projetos nos próximos dias. O pacote ainda inclui a tipificação dos crimes de seqüestro relâmpago e de uso de celular sem autorização legal em prisões; o rastreamento eletrônico de presos; o seqüestro de bens de acusados, mesmo que em nome de terceiros; o fim da condição de réu primário para menores que cometerem crimes graves e reincidirem quando adultos; o aumento da pena para crimes de exploração sexual. Essas medidas, contudo, precisam passar pelo crivo do Senado, onde, espera-se, outro tipo de lentidão, dessa vez a do próprio Legislativo, não as adie.

A sociedade brasileira tem pressa. O fazendeiro Vitalmiro Bastos de Moura, o Bida, condenado a 30 anos de prisão como mandante do assassinato da freira norte-americana Dorothy Stang, acaba de ser absolvido em segundo julgamento. A acusação suspeita que ele pagou o pistoleiro para mudar a versão e ser inocentado. Vai recorrer. Já o casal Alexandre Nardoni e Anna Carolina Jatobá, acusados de matar Isabella Nardoni, deram menos sorte. As mudanças certamente chegarão a tempo de evitar que os advogados arrastem o julgamento por anos a fio. Essa é a diferença que fazem as decisões da Câmara.

FONTE: EDITORIAL DO CORREIO BRAZILIENSE - 16/05/2008

quinta-feira, 15 de maio de 2008

TCU condena ex-prefeito de Rio da Conceição



O Tribunal de Contas da União (TCU) condenou o ex-prefeito de Rio da Conceição Enemilson Pereira Rodrigues a pagar cerca de R$ 131 mil, valor atualizado. O órgão fiscalizador constatou a construção de nove açudes em propriedades particulares do município, sem a comprovação do uso público das áreas, com recursos repassados pelo Ministério da Integração Nacional. O dinheiro deveria ser aplicado em barragens para o armazenamento de água na zona rural.

Segundo o TCU, após ser notificado, o ex-prefeito apresentou escrituras públicas de doações para tentar comprovar a utilização pública das áreas. No entanto, segundo o relator do processo, ministro André Luís de Carvalho, “as escrituras públicas de doação apresentadas pelo ex-prefeito são falsas e, ainda, não foram localizados registros dos imóveis indicados”. De acordo com ele, esse fato permite concluir que houve má fé e, possivelmente, prática de crime.

O ex-prefeito também deverá pagar multa de R$ 10 mil. Além dele, Rômulo Macedo Vieira, ex-secretário de infra-estrutura hídrica do Ministério da Integração Nacional, terá de recolher R$ 4 mil ao Tesouro Nacional. Ele teria sido o responsável pela aprovação do plano de trabalho irregular. O prazo para os pagamentos é de 15 dias. Cabe recurso da decisão. Cópia da documentação foi enviada à Procuradoria da República no Tocantins.

FONTE: WWW.CLEBERTOLEDO.COM.BR


Outros casos de irregularidades em prefeituras do sudeste já noticiados pela imprensa recentemente:

1 - Taguatinga:

A Justiça Federal no Tocantins condenou o ex-prefeito de Taguatinga e atual deputado estadual, Paulo Roberto Ribeiro, ao ressarcimento de 200 mil reais corrigidos monetariamente, oriundos de convênio com o Ministério da Saúde, firmado em 1997. Paulo Roberto também foi condenado ao pagamento de multa civil equivalente a três vezes o valor atualizado do dano e teve decretados a perda de função pública que esteja ocupando, a suspensão de direitos políticos por dez anos e a proibição de contratar com o poder público por dez anos.

A medida é resultado de ação de improbidade administrativa proposta pelo Ministério Público Federal no Tocantins (MPF/TO) em agosto de 2002, para apurar ocorrência de desvio de recursos públicos destinados à ampliação e compra de equipamentos para o Hospital de Taguatinga. O investimento também iria fortalecer a capacidade operacional do hospital e integrá-lo ao Serviço Único de Saúde (SUS).

2 - Aurora:

TCU mantém condenação de ex-prefeito de Aurora: O Tribunal de Contas da União (TCU) manteve nesta quarta-feira, 30, condenação contra o ex-prefeito de Aurora do Tocantins, Geovane de Souza Tavares, acusado de irregularidades na prestação de contas de recursos da União destinados à saúde.O ex-prefeito já havia sido condenado por não ter prestado contas de cerca de R$ 138 mil repassados pela Fundação Nacional de Saúde (Funasa) para a Prefeitura de Aurora. Os recursos deveriam ter sido utilizados na melhoria das casas de moradores da zona rural para combater a doença de chagas. Entretanto o gestor não prestou contas dos recursos e foi condenado.

Geovane recorreu da decisão do TCU e nesta quarta-feira o ministro Augusto Nardes decidiu que o ex-prefeito é mesmo culpado. e deve pagar uma multa e R$ 15 mil e também devolver aos cofres públicos cerca de R$ 98 mil.

3 - Almas:

TCE condenou o ex-prefeito de Almas por despesas irregulares com o FUNDEF, tendo ainda imputado ao Sr. Osmar Lima Cintra, débito no valor de R$ 115.001,18 , que deveria ser recolhido aos cofres do município. Havia no caso indícios de desvio de recursos do FUNDEF (recursos federais).

quarta-feira, 14 de maio de 2008

QUARTA RODADA DO TOCANTINENSE: JUVE x PALMAS DE NOVO



4ª Rodada:

17/05/2008 - Sábado

16h00 Gurupi x Alvorada (Rezendão)

18h30 Tubarão x Araguaína (Nilton Santos)

18/05/2008 - Domingo

17h00 Palmas x Juventude (Nilton Santos)

17h00 Kaburé x Tocantins (Bigodão)


CLASSIFICAÇÃO GERAL DO CAMPEONATO TOCANTINENSE (PONTOS - JOGOS):

1º Tubarão 29(PONTOS)-13(JOGOS)

2º Alvorada 27-15

3º Gurupi 27-15

4º Juventude 23-15

5º Palmas 22-15

6º Araguaína 21-13

7º Tocantins 16-13

8º Kaburé 16-13

9º Ipiranga 14-12

10º Paraíso 8-12

11º Tocantinópolis 8-10

12º São José 7-10

13º Interporto* 5-12

Os temas da eleição


Nas pesquisas atuais a respeito das próximas eleições municipais, identificam-se alguns temas que se repetem em todo o país. Desde as grandes cidades, até as pequenas, a maioria dos eleitores tem preocupações parecidas, respeitadas variações que decorrem de fatores locais.

Assim, em alguns lugares, como nas regiões de ocupação recente (determinadas cidades da Amazônia e do Centro-Oeste, por exemplo) as questões sobre acessibilidade e melhoria das estradas são cruciais. Em certas partes do Nordeste, o abastecimento de água alcança o primeiro lugar. Aqui e ali, outras prioridades existem.

Exceções à parte, há, no entanto, uma regra nacional, em que três assuntos dividem os primeiros postos das respostas sobre quais são os problemas mais graves das cidades. Saúde, emprego e segurança, muitas vezes nessa ordem, tendem a estar sempre na frente.

Qual deles ocupa a primeira posição, qual a segunda e a terceira depende, muitas vezes, de circunstâncias que nada têm de locais. Algo que ocorre em uma cidade pode se tornar assunto nacional, dependendo da cobertura que receber dos meios de comunicação de massa. Sem que tenha mudado a gravidade "objetiva" de um problema, ele pode ser mais ou menos grave subjetivamente, em função disso.

Quando acontecem eventos de grande impacto na opinião pública, como foi a morte de João Hélio no Rio de Janeiro, o tema da segurança muda de posto. Se a mídia começa a falar sobre a epidemia de dengue que assola o Rio, a saúde ultrapassa os outros, mesmo em cidades onde o risco de contrair a doença é pequeno.

Mas existe uma característica comum a essas três preocupações: embora sejam as mais relevantes em quase todas as cidades brasileiras, as prefeituras podem fazer muito pouco para reduzi-las. Não deixa de ser paradoxal, pois os problemas mais graves, aqueles que a população gostaria de ver mais rapidamente enfrentados, estão, em grande medida, fora do raio de ação dos prefeitos.

Já existe ampla informação sobre isso no eleitorado brasileiro. As pessoas sabem que a criação de empregos pouco depende do governo, especialmente municipal. Não ignoram que a segurança é afeta, principalmente, aos governos estaduais. Poucos se esquecem de que a política de saúde é de co-responsabilidade da União, dos estados e municípios. Mas permanece a cobrança sobre as prefeituras, exacerbada pelas campanhas eleitorais, de que elas façam "algo" a respeito desses problemas.

Cientes de que as pessoas se preocupam com esses assuntos, os candidatos terminam por lhes dar destaque exagerado em seu discurso e suas propostas, às vezes além do que sabem que conseguirão realizar. Saímos das eleições do mesmo modo que entramos, com muitas expectativas e reduzida capacidade de atendê-las.

Isso não é bom para os eleitores e os candidatos. Mais relevante: é uma perda de oportunidade de discutir o que representam as prefeituras e o que podemos esperar (e cobrar) delas em nosso sistema político.

Ao contrário de fixar nossa atenção nesses assuntos, faríamos melhor se dedicássemos nosso tempo e interesse, nas próximas eleições, para discutir, em cada cidade, o que fazer com a educação. Muito mais que os anteriores, ela permite e enseja soluções locais, mais integradas com a realidade econômica, social e cultural das comunidades. No plano institucional, as dificuldades para desenhá-las são menores, o financiamento mais ágil. As prefeituras podem fazer muito para melhorar a educação brasileira.

Seria extraordinário se, ao cabo das eleições, ao invés de perder tempo em enfadonhas discussões sobre qual partido ganhou, pudéssemos avaliar quais foram as mais criativas propostas para a educação que as urnas consagraram.

FONTE: CORREIO BRAZILIENSE DO DIA 14/05/2008
Artigo de Marcos Coimbra - Sociólogo e Presidente do Instituto Vox Populi