quarta-feira, 1 de julho de 2009

Nizinha defende "cara nova" para governar Estado


A ex- vereadora e atual presidente do PT de Dianópolis, Nizinha, defendeu que é hora “de aparecer uma cara nova” para concorrer ao governo do Estado. Segundo ela, esse nome pode sair, inclusive, do interior do Estado. Ela não descartou a possibilidade de José Salomão (PT), prefeito de Dianópolis, ser “a cara nova” para o pleito.

A falta de mobilização do PT e de outros partidos da esquerda diante das denúncias de corrupção relacionadas ao governo do Estado, também são questionadas pelo jornalista Carlos Henrique Furtado, durante a entrevista à Rádio CT. Na avaliação da ex-vereadora, isso reflete uma crise de valores na sociedade. “As pessoas passaram a desacreditar completamente na classe política”, disse.

Outro fator para a falta dessa mobilização no Estado contra a corrupção, especificamente por parte do PT, para Nizinha estaria atribuído ao “atrelamento”, de alguns petistas em torno do governo. “Ai fica parece que presos a algumas correntes que inexplicavelmente não se decidem”, disse.

Ela citou como exemplo a postura adotada pelos deputados estaduais petistas na Assembleia Legislativa, que eram base aliada ao governo enquanto ela, como vereadora de Dianópolis, era de oposição. “Qual era a força que eu tinha aqui de ficar questionando o não atendimento do governo estadual com relação a Dianópolis se os nossos deputados petistas não estavam comungando com a mesma idéia”, disse. Nizinha defendeu a resolução do partido de ser oposição ao governo estadual.

Vale lembrar, porém, que apesar da resolução, Manoel Queiroz (PT) permanece na base aliada ao governo. Solange Duailibe mantém o que chama de “oposição responsável” na Casa. Para a presidente do PT, o partido, em determinados momentos, estave “escapando” da linha de esquerda da sigla, mas estaria retomando o caminho.

Essa entrevista foi concedida durante reunião mensal do PT de Dianópolis.

Confira a entrevista completa da ex-vereadora e atual presidente do PT/DNO ao Portal CT: http://www.clebertoledo.com.br/n/a7e07c8ca61f02eeb13b01db57374264/presidente-do-pt-de-dianopolis-defende-cara-nova-p/

Prefeitura de Dianópolis solicita recursos para construção de complexo poliesportivo


A Prefeitura Municipal de Dianópolis solicitou, através de ofício, recursos ao Ministério do Esporte para a construção de um complexo esportivo. Tais recursos também serão destinados para a construção do novo Estádio de Futebol de Dianópolis. A Prefeitura já dispõe de área para a implementação de tal projeto esportivo. Confira logo abaixo a íntegra do ofício encaminhado ao Ministro dos Esportes:

Exmo. Senhor Orlando Silva - Ministério do Esporte/Brasília-DF

Assunto: Solicitação de recursos para complexo poliesportivo

Senhor Ministro,

Solicitamos à Vossa Excelência a destinação de recursos financeiros da ordem de R$3.500.000,00(três milhões e quinhentos mil reais), para a construção de um complexo poliesportivo no município de Dianópolis-TO.

Tal solicitação tem o intuito de recuperar e dar maior incentivo a população mais carente de nosso município, incentivando a prática de esportes coletivos, principalmente as crianças e adolescentes expostos ao risco social; visando a integração em toda a sociedade. Entendemos que as instalações mais apropriadas possam influenciar mais positivamente no interesse dos mesmos. Para tanto, dispomos de área bem situada junto a bairros com grande população jovem que necessitam ocupar melhor o tempo em que estão ociosas.

Certos de poderemos contar com a atenção de Vossa Excelência, agradecemos antecipadamente.

José Salomão - Prefeito Municipal

domingo, 28 de junho de 2009

Dirigentes do PT discutem atual conjuntura política no Tocantins


Os membros do Diretório Regional do PT se reuniram na manhã deste domingo, 28, no auditório do Hotel Turim. Mais de 100 filiados entre dirigentes, prefeitos e vereadores participaram da reunião ampliada.

Além de discutir sobre as eleições internas do partido, que ocorrem em novembro, o Diretório analisou a conjuntura política do Tocantins, no que se refere à cassação do governador Marcelo Miranda (PMDB), ocorrida no último dia 23 de junho.

“Passamos por um momento delicado em nosso Estado, onde nossa sociedade está angustiada devido às incertezas, principalmente em relação à economia. Para o Diretório o momento é serio e muito rico de oportunidades para que as lideranças políticas de nosso Estado possam se mostrar merecedoras das delegações recebidas dos seus liderados e do povo, dando uma demonstração de maturidade e compromisso com os interesses da sociedade tocantinense”, ressaltou o presidente Regional do PT no Tocantins, Donizeti Nogueira.

O Diretório propôs ainda uma agenda de trabalho que começará esta semana, com a realização de reuniões com partidos políticos que compõem a base do presidente Lula, com lideranças dos movimentos sociais, das organizações sindicais, com o objetivo de construir um grande movimento em defesa do Estado do Tocantins, na busca de alternativas para a superação do grave momento.

Ainda durante a reunião, foi apresentado o programa Território da Cidadania. “Este é um programa do governo Lula que articula as políticas públicas em diversas áreas e estabelece um canal de dialogo com a sociedade na tomada de decisões e na aplicação destas políticas nos territórios”, enfatizou o delegado do MDA - Ministério do Desenvolvimento Agrário no Tocantins, Leontino Pereira. Atualmente, o programa existe em três regiões do Estado: Bico do Papagaio atende 25 municípios, Sudeste, 21 municípios, e Jalapão, onde atende 8 municípios.

Doutora:

A líder das quebradeiras de coco da região do Bico do Papagaio e doutora Honoris Causa, título concedido pela UFT, Raimunda Gomes da Silva, também participou da reunião. “A Universidade reconheceu nosso trabalho e quebrou um protocolo. Este título só tem importância porque ele significa o fortalecimento da luta das quebradeiras de coco. Agora sou uma doutora, sem dinheiro, mas doutora e vou continuar na luta, ao lado de quem precisa de ajuda”, frisou.

Prefeitos:

Com a presença de sete prefeitos, dos 12 que compõem a legenda, e após exposição do prefeito de Dianópolis, José Salomão, o Diretório encaminhou a Secretaria Geral marcar uma reunião com o presidente da ATM, com o objetivo de discutir sobre o transporte escolar e a questão da distribuição do ICMS.


Fonte: Assessoria de Imprensa do PT

Brasil sofre, mas vira contra EUA e leva o título da Copa das Confederações



A seleção brasileira sofreu, mas derrotou de virada os Estados Unidos por 3 a 2, neste domingo, em Johannesburgo, na África do Sul, e conquistou pela terceira vez o título da Copa das Confederações.

Os outros triunfos nessa competição foram em 1997 na Arábia Saudita e em 2005 na Alemanha. Com o sucesso na África do Sul, o Brasil passou a ser principal vencedor do torneio.

Neste domingo, os Estados Unidos abriram uma vantagem de 2 a 0 no primeiro tempo, com Dempsey e Donovan. Na etapa final, o Brasil diminuiu com Luis Fabiano. Kaká ainda teve um gol não marcado ao ver o goleiro Howard defender a cabeçada depois de a bola ter ultrapassado a linha. A pressão aumentou, e Luis Fabiano empatou o jogo. A virada veio com uma cabeçada de Lúcio, aos 39min.

Para disputar a final, a seleção realizou boa campanha na primeira fase. Derrotou o Egito por 4 a 3, os Estados Unidos por 3 a 0 e a Itália também por 3 a 0. Na semifinal, superou com dificuldade a África do Sul, do técnico Joel Santana, por 1 a 0.

Campeão da Copa América-2007 e muito perto de assegurar a classificação para a Copa-2010, o Brasil voltará a campo em setembro pelas eliminatórias sul-americanas para encarar a Argentina. Antes, em agosto, vai jogar um amistoso contra a Estônia.

A última derrota brasileira foi em 15 de junho de 2008 para o Paraguai por 2 a 0. Agora, já são 16 jogos sem perder.

Lula: interesses pessoais não devem se sobrepor ao projeto nacional em 2010


Leia abaixo entrevista com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva publicada pelo jornal Zero Hora nesta sexta-feira (26):

O que é melhor para a campanha da ministra Dilma Rousseff nos Estados em 2010? Chapa puro-sangue com PT na cabeça ou alianças com o PMDB?
Luiz Inácio Lula da Silva – Trabalho com a hipótese de construir uma aliança entre PT e PMDB, PDT e PTB. Uma parte importante da base do governo precisa compor nos Estados para que a gente possa ganhar e governar. O problema não é ganhar, é governar. É você ter um grupo de pessoas dispostas a trabalhar para destravar um País, um Estado, para que a gente possa apresentar à sociedade uma perspectiva. A Dilma tem de trabalhar com a possibilidade de um grande leque de alianças para ganhar bem e governar bem.

O PT está disposto a fazer sacrifícios?
Não temos o direito de não fazer sacrifício e permitir que o desejo pessoal de alguém prevaleça sobre os interesses coletivos de um partido, seja estadual ou nacional. É preciso um debate para saber o seguinte: o que nos interessa neste momento? Quais os Estados que temos de disputar, em quais temos chances? Que tipo de aliança poderemos fazer e o que queremos construir? Se fizermos essa discussão corretamente, fica fácil construir as alianças. É preciso construir um time que vá do goleiro ao ponta-esquerda para trabalhar junto nessa campanha. Essa minha concepção vale do Oiapoque ao Chuí. Mas quem decide isso são os partidos. Só espero que as pessoas tenham aprendido.

Como o senhor vê a ideia de o PT abrir mão da candidatura ao governo de SP em favor do deputado Ciro Gomes (PSB)?
O Ciro tem todas as condições de ser candidato em qualquer lugar do Brasil. Por enquanto, só vejo especulação, nada sério. Mas acho que o Ciro daria trabalho em São Paulo.

Esta semana o senhor criticou a imprensa por dar tanto espaço à crise no Senado. O senhor segue apoiando o senador José Sarney ou defende o afastamento dele da presidência da Casa?
Não critico a imprensa por conta do Senado. É pelo denuncismo desvairado que, às vezes, não tem retorno. Há uma prevalência da desgraça sobre as coisas boas. Talvez venda mais jornal. Citei um jornal quando fiz a crítica. Você tinha a volta do crescimento do emprego, cento e poucas mil vagas criadas. E a manchete era desse tamanho (faz um gesto com as duas mãos para indicar altura) sobre um emprego equivocado no Senado. Os milhares de empregos criados estavam numa notícia secundária. A nação precisa de boas notícias, de autoestima, para poder vencer esse embate com a crise internacional. Sobre as denúncias no Senado, que se faça investigação. Quem estiver errado deve ser punido. Todos os senadores têm mais de 35 anos de idade, estão na idade adulta. O Sarney já anunciou que vai investigar.

A defesa que o senhor faz de Sarney tem a ver com a eleição de 2010? A crise do Senado pode agravar a relação com o PMDB, que já não anda boa?
Não acho que algum senador vá renunciar ao mandato. Eles vão se acertar e prestar contas. A minha cabeça não trabalha pensando em 2010. Agora, tenho clareza de que nós saíremos bem em 2010 se a gente estiver bem em 2009.

O vice ideal para Dilma seria do PMDB?
Vamos discutir isso. Veja a importância do PMDB no Brasil, um partido que tem mais vereadores, mais deputados, mais senadores, mais governadores. Tem um potencial muito grande. Mas não é apenas isso que credencia alguém para ser vice. Primeiro, o vice tem que ser da concordância de quem vai ser candidato a presidente. Você não pode ter um vice que não tenha uma afinidade política, ideológica e visão de Brasil.

O senhor tem acompanhado o tratamento da ministra Dilma. Como ela está? Há riscos de prejuízo à campanha dela?
Por tudo que tenho conversado com os médicos, não acredito (em prejuízos). Mas doença é doença. No momento certo, o médico vai dizer se parou ou não o tratamento. A Dilma tem trabalhado a mesma coisa. Ela tem um ou dois dias por semana que se sente mais cansada, depois da quimioterapia, e diminui um pouquinho o ritmo. Todo mundo que já teve esse tipo de câncer diz que é curável. A Dilma vai ficar extraordinária e a hora que tiver que anunciar estará pronta para o embate. Se for candidata mesmo – depende ainda dos partidos e dela própria –, a partir de março se afasta e começa a campanha.

Quem vai para o lugar dela? O ex-ministro Antonio Palocci?
Não, não. Não posso discutir agora o que vou fazer. Mas não pretendo colocar nenhum ministro novo no governo.

Pelo menos 14 ministros devem sair até abril para concorrer nas eleições. Como o senhor pretende conduzir as substituições: com indicações políticas ou recorrendo a técnicos?
Não vou trazer uma pessoa para chegar sem conhecer o histórico do próprio ministério, das obras, dos projetos. Desse jeito, irei paralisar o governo por dez meses. Na hora que o ministro for saindo, o secretário executivo assume e vai tocando. Não quero mexer no andamento das coisas que estamos fazendo.

Na oposição, o senhor e o PT criticavam muito o antecessor, Fernando Henrique por viajar demais. Nenhum presidente colocou o Brasil tão em evidência como o senhor nessas missões internacionais. O que mudou e qual a utilidade desse trabalho?
Mas se você pegar o meu discurso verá que eu dizia: “Ele (Fernando Henrique) tem o direito de viajar pra fora, o que é lamentável é que ele não viaje aqui dentro”. E viajo muito lá fora e viajo muito aqui dentro. É inexorável. O número de aliados que o Brasil estabeleceu nesses seis anos é muito grande. As pessoas querem ouvir o Brasil.

Qual é a utilidade desse seu trabalho no exterior?
O momento histórico me deu essa projeção. Nós levamos cinco anos para poder consolidar o Bric (grupo formado pelos grandes países emergentes – Brasil, Rússsia, Índia e China) como uma instituição. Vamos ter a segunda reunião no Brasil no final do ano que vem. O Brasil está muito importante. Lembro quantas críticas recebi quando fiz a primeira viagem à África. “Mas por que na África? Não tem nada para vender na África.” Pergunta ao ministro (da Indústria e Comércio) Miguel Jorge, que voltou com uma caravana empresarial da África agora. A gente não tem o que vender é para a Alemanha, Suécia, EUA, porque precisa mais valor agregado, competitividade tecnológica. Mas para a África, América Latina, parte do mundo asiático e para o mundo árabe, o Brasil só tem é que vender.

O senhor vai encerrar o seu governo sem a reforma política e sem a reforma tributária?
Mandei as duas para o Congresso. Não sei quantos anos tenho de vida, mas quero estar perto para ver o dia em que alguns empresários disserem que é preciso fazer reforma tributária. O DEM fez da reforma tributária a bandeira dele. Mas eles não querem. Mandei duas propostas. Em abril de 2003 e outra no ano passado. Quando fazemos as reuniões com governadores, prefeitos e empresários, todo mundo concorda. Quando chega no Congresso, ninguém concorda mais.

O senhor tem dito que quer ser um cidadão do mundo depois de 2010. O presidente Barack Obama disse que o senhor é ‘o cara’. Ele seria o seu cabo eleitoral para o senhor ocupar um espaço na ONU, Banco Mundial? Qual é o seu desejo pessoal?
Quando falei cidadão do mundo, me perguntaram o que queria fazer. Não tenho pretensões. A minha maior pretensão agora é ver se eu pago a promessa que eu fiz para Dona Marisa em 1978. Ela queria que eu deixasse o sindicato e prometi que era o último mandato e que, depois, ia me dedicar à família. Já são 31 anos e não consegui. Pretendo me voltar um pouco para a família. Também não quer dizer que vá deixar de fazer política. Gostaria de trabalhar muito essa questão de integração da América Latina, da África. Acho que precisamos cuidar com muito carinho da África. Por isso, estou indo pra lá no dia 1º, na Cúpula Africana, na Líbia.

Mas com essa popularidade que o senhor tem, será que na eleição de 2014 a dona Marisa resiste? Pesa mais do que uma pressão para que o senhor volte a disputar a Presidência?
Tenho que recusar discutir 2014, porque não seria benéfico para mim e para quem quero eleger. Vamos supor que eu eleja a companheira Dilma a candidata do PT e o povo brasileiro eleja a Dilma presidente do País. Ora, qual é o meu papel? Trabalhar para que ela faça o máximo possível e ela tem o direito de querer ser candidata à reeleição. Senão, o que acontece? Se eu não tiver essa consciência de que ela tem de fazer mais e fazer melhor, fazer o governo dela sem tutela e patrulhamento de ninguém, sem saudosismos, você tira a possibilidade de uma grande mulher fazer um grande governo. Mas ela ficar no governo vendo que eu sou sombra, “ah, em 2014 ele vai voltar”... Vou torcer para que ela possa fazer o melhor e ser candidata à reeleição. Se for um adversário que ganhe, aí sim pode estar previsto em 2014 eu voltar. Depende.

Há uma posição de que as pessoas beneficiadas com o Bolsa-Família não saem do sistema. Estaria faltando um segundo passo, para as pessoas recuperem a cidadania?
Essa visão elitista dos brasileiros é responsável por mais de um século de empobrecimento generalizado. Com o Programa Luz para Todos, 83% das pessoas que receberam energia compraram televisão, 79% geladeira, 44% aparelho de som, 44% voltaram a estudar à noite. Alguém que nasceu na avenida Copacabana, que nunca teve problema, acha que R$ 80 é pouco, mas para um pobre é muito. À medida que a economia vai crescendo, as pessoas vão deixando o Bolsa-Família e deixam outros entrarem. 600 mil já deixaram o programa.

O senhor vai ampliar o prazo de redução do IPI?
Não posso falar porque as empresas estão falando por aí: “Compre seu carro logo”. Falando em política tributária, imposto e política social, quero dar uma explicação lógica. Todos queremos que o Brasil tenha uma política tributária muito mais simplificada. O ideal é que a gente aumente o número de contribuintes. A carga tributária brasileira não é algo a ser comparado com os países desenvolvidos. Num País que tem 10% de carga tributária, não há Estado. Pode mapear quais são os países. A política social é extremamente importante porque por mais de 20 anos se discutiu no Brasil se a gente deveria distribuir para crescer ou crescer para distribuir. Começamos a fazer os dois juntos e o resultado foi extraordinário. A ascensão dessa molecada por conta do ProUni: são 545 mil jovens da periferia na universidade, 40% deles negros. A política social é uma coisa barata, ela perpassa a ignorância, a violência. Na hora em que o pobre tem uma ajuda, todo mundo vai melhor, vai ter menos bandido, menos violência.

A oposição ganharia se usasse esse discurso?
Não sei, porque não é só o discurso, é preciso olhar nos olhos das pessoas.

O senhor acha que a oposição torceu para que a crise afetasse o Brasil?
Torceu e muito. Teve gente que até acendeu vela.

Houve gente que queimou os dedos?
Uns queimaram a língua, outros queimaram os dedos. Quando deixar o governo, vou montar um grupo para pesquisar as análises econômicas que fizeram sobre o meu governo, para saber quem errou e acertou. Sobre a crise, ninguém precisou explicar porque ela era internacional. Tivemos dois momentos da crise. Em setembro do ano passado eu estava no Panamá quando surgiram os primeiros sinais. Voltei, fiz várias reuniões com economistas, analisamos e percebemos que a crise chegaria muito pequena no Brasil. Até que desapareceu o crédito no mundo inteiro. Tomamos todas as medidas necessárias e somos reconhecidos no mundo inteiro.

É por essa questão de orgulho que o senhor não quer que a Petrobras sofra uma CPI?
Se tem um fato determinado, diga e faça a CPI. O que não pode é, de forma irresponsável, pegar a mais importante empresa do País e tentar, um ano antes das eleições, achincalhar. Numa CPI sem fato determinado, vale tudo. Se tiver de fazer, o que queremos é uma coisa séria. O que se propôs não tem nada de seriedade.

O que incomoda o senhor na CPI são os investimentos da Petrobras, que podem ser prejudicados, ou é o caráter eleitoral?
Acho que CPI não pode ser feita para fins apenas de disputa eleitorais. É não respeitar o País. Agora, a CPI é um instrumento da oposição em qualquer lugar do mundo. Estamos em uma crise econômica profunda, em que a Petrobras teve dificuldades para pegar dinheiro emprestado lá fora. Se uma empresa como a Petrobras encontra dificuldades em arrumar dinheiro, fico imaginando se começar um processo de achincalhamento. O denuncismo é isso. Acho que a Petrobras deveria ser investigada pelo Tribunal de Contas da União e pelo Ministério Público.

O ministro Tarso Genro tem defendido a punição dos torturadores do regime militar. Ele faz isso com o aval do senhor ou é uma posição pessoal dele?
É uma tese do Tarso. No governo, temos pessoas que pensam diferente.

E o senhor?
Não sou jurista (risos).

O que o senhor diria para o cidadão brasileiro. Deve gastar ou esperar mais um pouco?
Deve gastar. As pessoas podem acreditar que o País está mais sólido do que já esteve. É importante o povo comprar. Não quero que faça dívidas. Mas se tiver uma economia, compre.

sábado, 27 de junho de 2009

O leilão está aberto! Quem quer o poder por um ano e meio no Tocantins? Quem dá mais?


Momento histórico para o estado do Tocantins.Quem estaria mais contente com esta decisão do TSE? Siqueiristas ou Marcelistas? Para mim, quem deve estar sorrindo bastante são os senhores deputados, em especial o senhor Gaguim, pois agora a decisão de manter algum correligionário do governo, de colocar alguém que represente a ala siqueirista ou votar numa terceira força, está nas mãos deles. Esse “poder” de decidir o pleito de um Governo por 01 ano e meio dentro da Assembléia, coloca o cargo de Governador em leilão. Por trás disso tudo, provavelmente ocorrerão as propostas, as ofertas, fazendas, cargos, diversas benesses para manipular uma votação que elegerá o novo governador. Promessas para um ano e meio de enriquecimento ilícito para ambos os lados.

A justiça tardou mas não falhou. Indiferente a tristeza de mais de 30 mil correligionários de Marcelo Miranda ou da euforia dos fanáticos siqueiristas, isso serve para moralizar e mostrar que ainda existem leis nesse país. Ações como estas, apesar dos transtornos que serão causados, devem servir de exemplo para aqueles que pretendem chegar lá a qualquer preço

As eleições de 2010 aqui no Tocantins foram antecipadas pelo TSE, que deveria ter julgado o processo já no início do mandato. Os recursos que ainda cabem, adiarão a saída de Marcelo e até lá, os impacto negativos atingirão todos os setores. Que isso sirva de lição para aqueles, que desacreditados, sempre gostavam de dizer: “Isso não vai dar em nada!!” A partir desse momento, ao invés dos políticos favorecidos com a decisão se sentirem felizes, eles deveriam era pisar em ovos daqui para frente.

É uma oportunidade ímpar para todos tocantinenses acompanhar de perto, naquela casa de leis, todo esse processo. Ou se moraliza o negócio ou partimos, no final desse mandato, para um grau ainda mais elevado de podridão. Oportunidade ímpar também, para surgir dentro da Assembléia Legislativa o nome de uma terceira opção, que no meu modo de ver, poderia ser o atual prefeito de Dianópolis, José Salomão -PT.

Mário Sérgio Mello Xavier, autor do blog: www.envergaduramoral.com.br

Fonte:www.abocadopovo.com.br

MUTIRÃO NA BOA SORTE E VARJÃO


O presidente do Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Dianópolis, LUCIANO, participou ativamente do programa "Mutirão da Cidadania" que foi realizado no povoado Boa Sorte e região e Fazenda Varjão e região. Foram emitidos diversos documentos como carteira de trabalho, carteira de identidade e certidão de nascimento para os moradores da zona rural. O evento, que atendeu aproximadamente 500 pessoas, contou com a parceria da Prefeitura Municipal de Dianópolis.

Fonte:www.dianopolis.to.gov.br(Diretoria de Comunicação)

Vídeo sobre a cassação do Governador Marcelo Miranda

sexta-feira, 26 de junho de 2009

Salomão: Decisão do TSE é "lição para classe política e advertência para os maus políticos"


O prefeito de Dianópolis, José Salomão, concedeu entrevista exclusiva ao site do Jornalista Cléber Toledo sobre a decisão unânime do TSE de cassar o mandato do Governador Marcelo Miranda(Fonte: www.clebertoledo.com.br). Confiram logo abaixo a matéria publicada no portal e a íntegra da entrevista:

O prefeito de Dianópolis, José Salomão (PT), afirmou que a cassação de Marcelo Miranda (PMDB) é uma "lição para a classe política" e "advertência para os maus políticos".

O petista afirmou que a Justiça "fez seu papel", mas cobrou maior agilidade da Corte. "A Justiça fez seu papel, embora tardiamente. Dois anos e meio para julgar um processo é muito tempo", declarou.

Salomão afirmou ainda ser contrário á eleição indireta, conduzida pela Assembleia Legislativa. "Eleição indireta afronta a democracia", finalizou.


Confiram logo abaixo a íntegra da entrevista de José Salomão ao Portal CT:

Julgamento do RCED:

"A Justiça Eleitoral cumpriu o seu papel, embora tardiamente. Uma coisa que tem que ficar bem claro para todos nós é que a justiça tem que ser mais célere, mais rápida. Dois anos e meio para julgar um processo é muito tempo. Mas de qualquer forma houve um avanço e isso serviu de lição para aqueles que deturpam as coisas. Foi uma lição para a classe política."

"Isso vai servir de advertência para os maus políticos principalmente, aqueles que vivem burlando a legislação eleitoral, que é muito falha por sinal. É preciso que as coisas aconteçam da maneira mais transparente, mais correta e que se respeite a vontade da população."


Eleição indireta pela Assembléia Legislativa:

"Eu imaginava que o Tribunal fosse decidir pela eleição direta que é mais democrática, mas a legislação prevê a eleição indireta e temos que nos submeter ao princípio legal. Agora vejo com alguma preocupação o que pode acontecer nessa eleição porque o sistema, a estrutura do poder parece que comanda a Assembléia Legislativa. O que mudaria neste caso? Só o nome talvez."

"A eleição indireta afronta a democracia. Não existe mais espaço para esse tipo de eleição hoje não. A eleição tinha que ser direta para refletir a vontade da população e não da minoria de um grupo."


Continuidade do governo:

"Já pensou se elegem um PAULO SUTEG(Deputado Estadual Paulo Roberto/DEM) da vida. Aí a emenda vai sair pior do que o soneto. Se por ventura uma figura nefasta e perniciosa como esta assume o governo vai ser pior do que aquele que saiu."

quinta-feira, 25 de junho de 2009

NOVOS RUMOS NA POLÍTICA DO TOCANTINS: TSE CASSA MANDATO DE MARCELO MIRANDA POR UNANIMIDADE


O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) cassou na madrugada desta sexta-feira, 26, por unanimidade, os mandatos do governador do Tocantins, Marcelo Miranda (PMDB), e de seu vice, Paulo Sidnei (PPS), por abuso de poder político. Eles, porém, poderão ficar no cargo até que se esgotem as possibilidades de recurso na Justiça Eleitoral contra a cassação.

As acusações contra Marcelo e Sidnei foram feitas pelo segundo colocado nas eleições do estado em 2006, o ex-governador José Wilson Siqueira Campos (PSDB), que pretendia herdar o cargo.

O TSE, no entanto, determinou que, caso confirmada a cassação após a análise final de eventuais recursos, seja convocada eleição indireta, a ser realizada pela Assembleia Legislativa do Tocantins. No novo pleito, qualquer cidadão poderá se candidatar, mas o governador e vice cassados não poderão concorrer.

Entre as acusações contra Marcelo estão a de promessa de vantagens a eleitores, preenchimento de cargos públicos de forma irregular, distribuição de bens custeados pelo serviço público, uso indevido de meios de comunicação e doações de 14 mil cheques-moradia.

Em plenário, o ministro relator do processo, Felix Fischer, seguiu a recomendação da Procuradoria-Geral Eleitoral (PGE), que, em março, sugeriu a cassação do mandato de Miranda, que venceu o pleito de 2006 com 30.756 votos a mais que Siqueira Campos.

Felix Fischer destacou que as denúncias de criação de cargos comissionados e distribuição de lotes em período eleitoral “caracterizam abuso de poder político”, embora ele não tenha considerado que todas as acusações apontadas tenham alterado o resultado das eleições de 2006. Todos os demais ministros presentes à sessão acompanharam o voto do relator, após mais de cinco horas de julgamento.

O advogado de Siqueira Campos, João Costa Ribeiro, acusou Marcelo de ter “doado mais de 5 mil lotes e 81 mil óculos em ano eleitoral, e crido mais de 35 mil cargos comissionados com finalidade eleitoreira”. O advogado acrescentou que o governador teria nomeado uma babá que trabalhava em sua casa como servidora do estado e se apropriado do salário pago a ela pelo Estado.

Defesa:

Já o advogado do governador, Fernando Neves, disse que nenhuma das supostas irregularidades citadas seria capaz de interferir na disputa eleitoral. “O que se vê aqui é uma desesperada tentativa de se reverter o resultado das urnas”, alfinetou. “Por que há uma eleição se interrompe os programas de saúde? Será que tudo isso tinha que parar?”, questionou, se referindo aos óculos entregues à comunidade carente.

Também em defesa de Marcelo Miranda, o advogado Torquato Jardim acrescentou que a lei não determina que o governador abandone o cargo no ano eleitoral durante a campanha a reeleição. “Por se tratar de reeleição, a candidatura não reprime as demandas sociais. Não se demonstra o abuso da autorização administrativa para a obtenção de voto”, disse em plenário.

Processos:

Além de Marcelo Miranda, dois governadores eleitos em 2006 já tiveram os mandatos cassados pelo TSE: o da Paraíba, Cássio Cunha Lima (PSDB), e do Maranhão, Jackson Lago (PDT). Outros dois acabaram absolvidos nos processos de cassação - Luiz Henrique da Silveira (PMDB), de Santa Catarina, e Waldez Góes (PDT), do Amapá. (Do Globo.com)